UMA AFRONTA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL NO JULGAMENTO DE LULA

19 de Dezembro de 2017 | 09:38hs

Sou um defensor do devido processo legal. Para todos. É uma garantia ao cidadão.

No caso do ex-presidente Lula, na ação em que ele é acusado de ser o verdadeiro dono de um apartamento vizinho ao seu, um absurdo aconteceu por esses dias.

O Ministério Público Federal abriu mão de fazer perícia nos recibos de aluguel apresentados por Lula, mas reafirmou que os recibos são ideologicamente falsos.

Isso mesmo. Você não leu errado. Não precisa de perícia porque são falsos. O MPF que está dizendo.

Soa estranho?

No meio de um embate para definir se uma prova é verdadeira ou falsa, coisa que só um perito pode dizer, chega o MP e diz que não precisa de perícia, são falsos e ponto final.

Ora, se o perito analisa os documentos e conclui que é falso. Ponto final. O MPF ganha a causa.  

Vejam bem, não estou querendo discutir inocência ou culpa, estou trazendo apenas uma questão técnica do julgamento. O absurdo que nega tudo que defendemos num devido processo legal.

Comentários

Sem comentários. Seja o primeiro.

UMA AFRONTA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL NO JULGAMENTO DE LULA

19 de Dezembro de 2017 | 09:38hs
Imagem [0]

Sou um defensor do devido processo legal. Para todos. É uma garantia ao cidadão.

No caso do ex-presidente Lula, na ação em que ele é acusado de ser o verdadeiro dono de um apartamento vizinho ao seu, um absurdo aconteceu por esses dias.

O Ministério Público Federal abriu mão de fazer perícia nos recibos de aluguel apresentados por Lula, mas reafirmou que os recibos são ideologicamente falsos.

Isso mesmo. Você não leu errado. Não precisa de perícia porque são falsos. O MPF que está dizendo.

Soa estranho?

No meio de um embate para definir se uma prova é verdadeira ou falsa, coisa que só um perito pode dizer, chega o MP e diz que não precisa de perícia, são falsos e ponto final.

Ora, se o perito analisa os documentos e conclui que é falso. Ponto final. O MPF ganha a causa.  

Vejam bem, não estou querendo discutir inocência ou culpa, estou trazendo apenas uma questão técnica do julgamento. O absurdo que nega tudo que defendemos num devido processo legal.

Comentários


Sem comentários. Seja o primeiro.

Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br