SUCESSÃO EM MOSSORÓ: ALGUNS QUEREM RINGUE COMO CENÁRIO, ELEITOR PREFERE INTELIGÊNCIA, CREDIBILIDADE E EXPERIÊNCIA

21 de Setembro de 2019 | 14:41hs

Rosalba Ciarlini foi eleita quatro vezes para ser prefeita de Mossoró.

Em 1988 venceu o favorito Laíre Rosado amparada numa conjuntura em favor de um nome novo e com bom perfil pessoal.

Em 1996 voltou a prefeitura navegando na sua boa gestão anterior confrontada com a desastrosa terceira gestão de Dix-Huit Rosado e batendo uma adversária não tão forte - Sandra.

Foi reeleita em 2000 contra Fafá Rosado numa eleição que surpreendeu apenas pela boa performance de Fafá nas urnas, habilitando-a para as eleições seguintes.

Ganhou o terceiro mandato em 2016, novamente navegando na péssima gestão anterior- Silveira - embora tenha tido páreo duro no enfrentamento com Tião Couto com o perfil do novo.

No momento atual em que Rosalba se prepara para a tentativa de quinto mandato, há um certo furor entre analistas e formadores de opinião para que a oposição tire a máscara de Rosalba, desvende seus malfeitos, exponha sua incompetência, revele suas fragilidades.

Há certa razoabilidade nesta expectativa, contudo percebe-se que entre alguns destes analistas a ansiedade é por uma oposição mais feroz, mais ardilosa, escancarando.

Rosalba aprendeu ao longo dos anos a aproveitar bem o cenário em que é confrontada. Transforma a crítica administrativa em algo pessoal, é especialista em se transformar em vítima. Dá show de dramatização, chora se necessário.

Paralelo a isso, vivemos num cenário político no País em que as pessoas cada vez mais têm acesso às informações, é atualizado quase que instantaneamente, desenvolveu um senso crítico próprio e está menos exposto aos truques da desinformação.

Nesse mesmo cenário, assistimos nos últimos anos a uma lenta e gradual desconstrução da política e dos políticos. Não é mais tão simples sensibilizar o eleitor.

Digo tudo isso para chegar numa conclusão sobre Rosalba e a eleição em Mossoró.

A atual prefeita, embora carismática, não tem mais uma imagem de imbatível, tampouco de perfeição. A redoma do endeusamento sobrevive apenas na ilusão imaginativa de alguns apadrinhados e comissionados na Prefeitura.

No entanto, discordo da opinião dos que acham que fragilizar Rosalba significa ir ao ataque ou chutar na canela. Rosalba adoraria resgatar seu velho estilo de vítima.

Erra quem acha que derrota Rosalba montando um ringue e erra Rosalba se achar quer ganha a eleição apenas por ser a Rosa, aquela que adora Mossoró.

A prefeita tem quatro mandatos porque o eleitor olhou para os lados e não viu naquele momento ninguém melhor do que ela para administrar a cidade. Alguém com história. Com credibilidade. Com capacidade.

Ela apareceu sozinha na reta e teve a imagem de suas gestões como motor com os quais os adversários não podiam competir. O eleitor não encontrou coisa melhor para votar.

Olhando o histórico das eleições e o momento do País, entendo que se a oposição fizer opção por um embate de ringue, um bateu-levou, apelando para um discurso que facilite a vitimização da prefeita, não conseguirá nada de futuro.

O eleitor está procurando por credibilidade, inteligência, inovação e capacidade. Num ringue só encontraremos força, truculência e baixarias. Portanto, o ringue não é o cenário ideal.

Os opositores de Rosalba deveriam desde já, e já é um pouco tarde, começar a apresentar ao eleitor um conjunto de informações sobre os erros administrativos, os equívocos de gestão, as decisões erradas, as promessas não cumpridas, o mau uso dos recursos e a incapacidade de conduzir a cidade para um futuro melhor.

Na outra linha apresentar seus nomes com capacidade de administrar, com ideia novas concretas e objetivas, com conhecimento prático, com experiências para contar, com histórico de credibilidade, mostrando o que está errado e como fazer certo. Mostrando amplo conhecimento de cada problema, pronto para discutir com qualquer um sobre suas ideias para transformar a cidade.

Enquanto nas entrevistas a oposição continuar perdendo tempo discutindo política em Mossoró, se é Rosado ou não é Rosado, quem se alia com quem, se a oposição une ou não une, vai estar perdendo tempo precioso.

A discussão que Rosalba não deseja e não quer fazer é sobre os erros da sua gestão, os problemas e soluções para a cidade. Rosalba prefere mil vezes ficar discutindo se ela adora Mossoró ou não.

Concluindo essas linhas, afirmo que não sou adepto da ideia dos que acham que fazer oposição a Rosalba é bater duro, ir para o confronto, marcar posição no ringue.

A oposição deve cuidar de vender seu peixe. O eleitor quer gente preparada e que saiba o que vai fazer. É esse perfil que a oposição deveria estar apresentando. Discutindo problemas e apresentando soluções para a cidade.

Para justamente evitar que tenha que fazer isso às pressas, numa campanha de apenas 45 dias.

O tempo corre. Uns querem briga já. Eu, prefiro, focar no eleitor que está à procura de alguém melhor que Rosalba.

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SUCESSÃO EM MOSSORÓ: ALGUNS QUEREM RINGUE COMO CENÁRIO, ELEITOR PREFERE INTELIGÊNCIA, CREDIBILIDADE E EXPERIÊNCIA

21 de Setembro de 2019 | 14:41hs
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Rosalba Ciarlini foi eleita quatro vezes para ser prefeita de Mossoró.

Em 1988 venceu o favorito Laíre Rosado amparada numa conjuntura em favor de um nome novo e com bom perfil pessoal.

Em 1996 voltou a prefeitura navegando na sua boa gestão anterior confrontada com a desastrosa terceira gestão de Dix-Huit Rosado e batendo uma adversária não tão forte - Sandra.

Foi reeleita em 2000 contra Fafá Rosado numa eleição que surpreendeu apenas pela boa performance de Fafá nas urnas, habilitando-a para as eleições seguintes.

Ganhou o terceiro mandato em 2016, novamente navegando na péssima gestão anterior- Silveira - embora tenha tido páreo duro no enfrentamento com Tião Couto com o perfil do novo.

No momento atual em que Rosalba se prepara para a tentativa de quinto mandato, há um certo furor entre analistas e formadores de opinião para que a oposição tire a máscara de Rosalba, desvende seus malfeitos, exponha sua incompetência, revele suas fragilidades.

Há certa razoabilidade nesta expectativa, contudo percebe-se que entre alguns destes analistas a ansiedade é por uma oposição mais feroz, mais ardilosa, escancarando.

Rosalba aprendeu ao longo dos anos a aproveitar bem o cenário em que é confrontada. Transforma a crítica administrativa em algo pessoal, é especialista em se transformar em vítima. Dá show de dramatização, chora se necessário.

Paralelo a isso, vivemos num cenário político no País em que as pessoas cada vez mais têm acesso às informações, é atualizado quase que instantaneamente, desenvolveu um senso crítico próprio e está menos exposto aos truques da desinformação.

Nesse mesmo cenário, assistimos nos últimos anos a uma lenta e gradual desconstrução da política e dos políticos. Não é mais tão simples sensibilizar o eleitor.

Digo tudo isso para chegar numa conclusão sobre Rosalba e a eleição em Mossoró.

A atual prefeita, embora carismática, não tem mais uma imagem de imbatível, tampouco de perfeição. A redoma do endeusamento sobrevive apenas na ilusão imaginativa de alguns apadrinhados e comissionados na Prefeitura.

No entanto, discordo da opinião dos que acham que fragilizar Rosalba significa ir ao ataque ou chutar na canela. Rosalba adoraria resgatar seu velho estilo de vítima.

Erra quem acha que derrota Rosalba montando um ringue e erra Rosalba se achar quer ganha a eleição apenas por ser a Rosa, aquela que adora Mossoró.

A prefeita tem quatro mandatos porque o eleitor olhou para os lados e não viu naquele momento ninguém melhor do que ela para administrar a cidade. Alguém com história. Com credibilidade. Com capacidade.

Ela apareceu sozinha na reta e teve a imagem de suas gestões como motor com os quais os adversários não podiam competir. O eleitor não encontrou coisa melhor para votar.

Olhando o histórico das eleições e o momento do País, entendo que se a oposição fizer opção por um embate de ringue, um bateu-levou, apelando para um discurso que facilite a vitimização da prefeita, não conseguirá nada de futuro.

O eleitor está procurando por credibilidade, inteligência, inovação e capacidade. Num ringue só encontraremos força, truculência e baixarias. Portanto, o ringue não é o cenário ideal.

Os opositores de Rosalba deveriam desde já, e já é um pouco tarde, começar a apresentar ao eleitor um conjunto de informações sobre os erros administrativos, os equívocos de gestão, as decisões erradas, as promessas não cumpridas, o mau uso dos recursos e a incapacidade de conduzir a cidade para um futuro melhor.

Na outra linha apresentar seus nomes com capacidade de administrar, com ideia novas concretas e objetivas, com conhecimento prático, com experiências para contar, com histórico de credibilidade, mostrando o que está errado e como fazer certo. Mostrando amplo conhecimento de cada problema, pronto para discutir com qualquer um sobre suas ideias para transformar a cidade.

Enquanto nas entrevistas a oposição continuar perdendo tempo discutindo política em Mossoró, se é Rosado ou não é Rosado, quem se alia com quem, se a oposição une ou não une, vai estar perdendo tempo precioso.

A discussão que Rosalba não deseja e não quer fazer é sobre os erros da sua gestão, os problemas e soluções para a cidade. Rosalba prefere mil vezes ficar discutindo se ela adora Mossoró ou não.

Concluindo essas linhas, afirmo que não sou adepto da ideia dos que acham que fazer oposição a Rosalba é bater duro, ir para o confronto, marcar posição no ringue.

A oposição deve cuidar de vender seu peixe. O eleitor quer gente preparada e que saiba o que vai fazer. É esse perfil que a oposição deveria estar apresentando. Discutindo problemas e apresentando soluções para a cidade.

Para justamente evitar que tenha que fazer isso às pressas, numa campanha de apenas 45 dias.

O tempo corre. Uns querem briga já. Eu, prefiro, focar no eleitor que está à procura de alguém melhor que Rosalba.

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Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br