STF QUER ADIAR JULGAMENTO DE LULA PORQUE NÃO QUER SER PEGO COM AS CALÇAS NA MÃO

25 de Junho de 2019 | 09:00hs

Existe mais coisas do que imaginamos na indefinição do STF sobre a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro na condenação de Lula no caso Triplex.

Primeiro, atribuiu-se a ministra Cármen Lúcia a decisão de colocar o julgamento no final da fila dos processos que estão na pauta de hoje.

Cármen negou e disse que só assume hoje a presidência da 2ª turma e não incluiu nenhum processo na lista. E que a ordem de julgamento é decidida na hora pelos próprios ministros.

Quem alegou que estando o processo de Lula no fim da fila não haveria tempo de julgá-lo, porque só seu voto teria 40 páginas, foi o ministro Gilmar Mendes.

Ora, Gilmar deveria saber que a ordem de julgamentos não obedece a ordem da pauta e usou de um falso argumento para tirá-lo de pauta.

Após Cármen Lúcia dizer que o processo de Lula não seria necessariamente o último a ser julgado, Gilmar manteve sua decisão de não liberar seu voto hoje.

Tudo leva a crer que existe um jogo sendo jogado duramente nos bastidores do STF e da República em Brasília.

A única coisa que consigo imaginar é que alguém que sabe que vai perder está manipulando para que o julgamento não ocorra.

Penso que do ponto de vista legal, um Habeas Corpus que deu entrada em novembro do ano passado já deveria ter sido julgado, pela ordem de precedência que possui e por se tratar de paciente idoso e preso. É o que diz a lei.

Nesse processo, Cármen Lúcia e Édson Fachin já votaram negando a suspeição de Moro. Acredita-se que Gilmar e Lewandowski devem votar a favor da suspeição. Restaria o voto do ministro Celso de Mello que é uma incógnita até agora.

MINHA OPINIÃO

Mantenho o que já abordei em postagens anteriores acerca do que deve estar ocorrendo no STF.

O fato é que as conversas vazadas pelo site The Intercept são a novidade e o fator influenciador neste julgamento. Os argumentos anteriores pela suspeição de Moro nada tem de novidade.

Como se tratam de fatos ainda não comprovados, uma vez que o ministro Moro diz não saber se são verdadeiros ou falsos e que algumas falas ele não recorda, seria prematuro para o STF julgar com base nesses argumentos de denúncia.

Vai que o STF reconhece Moro como juiz parcial no caso e amanhã se descobre que as conversas do The Intercept eram completamente falsas.

Ou que o STF reconhece que Moro agiu de forma imparcial e as novas revelações do The Intercept mostram que Moro manipulou o julgamento.

E aí, como é que fica?

Diante das incertezas, o Supremo quer adiar a decisão, esperar mais um pouco. Por isso, o empurra-empurra.

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STF QUER ADIAR JULGAMENTO DE LULA PORQUE NÃO QUER SER PEGO COM AS CALÇAS NA MÃO

25 de Junho de 2019 | 09:00hs
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Existe mais coisas do que imaginamos na indefinição do STF sobre a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro na condenação de Lula no caso Triplex.

Primeiro, atribuiu-se a ministra Cármen Lúcia a decisão de colocar o julgamento no final da fila dos processos que estão na pauta de hoje.

Cármen negou e disse que só assume hoje a presidência da 2ª turma e não incluiu nenhum processo na lista. E que a ordem de julgamento é decidida na hora pelos próprios ministros.

Quem alegou que estando o processo de Lula no fim da fila não haveria tempo de julgá-lo, porque só seu voto teria 40 páginas, foi o ministro Gilmar Mendes.

Ora, Gilmar deveria saber que a ordem de julgamentos não obedece a ordem da pauta e usou de um falso argumento para tirá-lo de pauta.

Após Cármen Lúcia dizer que o processo de Lula não seria necessariamente o último a ser julgado, Gilmar manteve sua decisão de não liberar seu voto hoje.

Tudo leva a crer que existe um jogo sendo jogado duramente nos bastidores do STF e da República em Brasília.

A única coisa que consigo imaginar é que alguém que sabe que vai perder está manipulando para que o julgamento não ocorra.

Penso que do ponto de vista legal, um Habeas Corpus que deu entrada em novembro do ano passado já deveria ter sido julgado, pela ordem de precedência que possui e por se tratar de paciente idoso e preso. É o que diz a lei.

Nesse processo, Cármen Lúcia e Édson Fachin já votaram negando a suspeição de Moro. Acredita-se que Gilmar e Lewandowski devem votar a favor da suspeição. Restaria o voto do ministro Celso de Mello que é uma incógnita até agora.

MINHA OPINIÃO

Mantenho o que já abordei em postagens anteriores acerca do que deve estar ocorrendo no STF.

O fato é que as conversas vazadas pelo site The Intercept são a novidade e o fator influenciador neste julgamento. Os argumentos anteriores pela suspeição de Moro nada tem de novidade.

Como se tratam de fatos ainda não comprovados, uma vez que o ministro Moro diz não saber se são verdadeiros ou falsos e que algumas falas ele não recorda, seria prematuro para o STF julgar com base nesses argumentos de denúncia.

Vai que o STF reconhece Moro como juiz parcial no caso e amanhã se descobre que as conversas do The Intercept eram completamente falsas.

Ou que o STF reconhece que Moro agiu de forma imparcial e as novas revelações do The Intercept mostram que Moro manipulou o julgamento.

E aí, como é que fica?

Diante das incertezas, o Supremo quer adiar a decisão, esperar mais um pouco. Por isso, o empurra-empurra.

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Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br