A SÍNDROME ATUAL NO BRASIL: SÓ É BRASILEIRO QUEM PENSA COMO EU

30 de Maio de 2019 | 10:25hs

Nos próximos dias teremos novamente manifestações nas ruas das cidades brasileiras.

Entidades estudantis convocaram novos protestos pelos cortes das verbas na Educação. Os partidos de oposição e movimentos organizados também querem voltar as ruas em atividades programadas para os próximos dias.

O que percebo é que os movimentos confundem o  que é patriotismo. Patriotas que não sabem dialogar e não gostam de pluralidade de ideias.

Para Jair Bolsonaro e seus seguidores, brasileiros de verdade são aqueles que foram para as ruas no domingo passado para defender o governo. Os demais movimentos de protestos, não.

A esquerda pensa do mesmo jeito, só existe inteligência e legitimidade nela, os demais são gado.

Esse é o grande problema. Esse enorme diálogo de surdos que saiu das redes sociais para as ruas.

Ninguém está disposto a considerar quem pensa diferente.

A ponto de se comemorar nas redes sociais quando morre algum membro ilustre do outro lado.

O presidente Bolsonaro contribui e muito com essa situação. Ele nunca levou em conta que após a eleição, ele se tornou presidente de todos.

O Brasil, segundo Bolsonaro, são os seus. Quem não pensa como ele, que se dane.

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A SÍNDROME ATUAL NO BRASIL: SÓ É BRASILEIRO QUEM PENSA COMO EU

30 de Maio de 2019 | 10:25hs
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Nos próximos dias teremos novamente manifestações nas ruas das cidades brasileiras.

Entidades estudantis convocaram novos protestos pelos cortes das verbas na Educação. Os partidos de oposição e movimentos organizados também querem voltar as ruas em atividades programadas para os próximos dias.

O que percebo é que os movimentos confundem o  que é patriotismo. Patriotas que não sabem dialogar e não gostam de pluralidade de ideias.

Para Jair Bolsonaro e seus seguidores, brasileiros de verdade são aqueles que foram para as ruas no domingo passado para defender o governo. Os demais movimentos de protestos, não.

A esquerda pensa do mesmo jeito, só existe inteligência e legitimidade nela, os demais são gado.

Esse é o grande problema. Esse enorme diálogo de surdos que saiu das redes sociais para as ruas.

Ninguém está disposto a considerar quem pensa diferente.

A ponto de se comemorar nas redes sociais quando morre algum membro ilustre do outro lado.

O presidente Bolsonaro contribui e muito com essa situação. Ele nunca levou em conta que após a eleição, ele se tornou presidente de todos.

O Brasil, segundo Bolsonaro, são os seus. Quem não pensa como ele, que se dane.

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Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br