ROSALBA QUER QUE O DEBATE DE 2020 SEJA SOBRE O BEM E O MAL E TEM GENTE CAINDO NISSO FEITO PATINHO

04 de Agosto de 2019 | 09:49hs

Cometem um grande erro os pré-candidatos que desejarem reduzir a eleição municipal do ano que vem em Mossoró a um mero debate sobre o bem e o mal.  A velha e nova política. Direita e esquerda.

O que estamos assistindo nessa fase de pré-campanha é uma disputa onde faltam argumentos e sobram brigas de arquibancadas.

A prefeita Rosalba Ciarlini tem todo o interesse e já manipula seus comandados neste sentido, de promover pequenas guerrilhas entre grupos nas redes sociais, arrastando o debate para uma briga do bel contra o mal.

Nas entrevistas que tenho tomado conhecimento, principalmente de opositores de Rosalba, percebo que a metodologia rosalbista colhe seus frutos. Há uma enorme dificuldade de sair deste círculo vicioso.

Na eleição de 2016, quando Tião Couto foi candidato enfrentando Rosalba, houve uma pequena tentativa de levar o debate para o campo da gestão, mas o rosalbismo se impôs com sua estratégia de briga de rua e os opositores acabaram aceitando o modelo do embate em alguns momentos.

Ano que vem, Rosalba terá uma dificuldade maior de levar o processo eleitoral para as arquibancadas. Ela é a prefeita, é a vidraça, não tem mais um Silveira Júnior para apontar seu estilingue.

Os opositores de Rosalba precisam criar o antídoto para não caírem nas provocações que já são uma realidade novamente.

O verdadeiro debate que precisam criar é sobre a Mossoró que temos hoje e onde foi parar a ideia de metrópole do futuro que foi manchete nacional há alguns anos atrás.

Ao invés de perder tempo discutindo sobre o populismo de Rosalba, assunto que o eleitor está pouco se lixando, é preciso discutir concretamente a situação e as alternativas. Problema e solução.

Um exemplo é o abastecimento de água em Mossoró que tem travado o desenvolvimento urbanístico. A adutora de Apodi que está paralisada.

É discutir concretamente ações que podem ser implantadas para gerar empregos.

Discutir novas avenidas, novas estruturas urbanas que sirvam de pilares para o desenvolvimento.

A estratégia rosalbista é levar o debate sobre o quanto Rosalba é uma mãezona para Mossoró e esquecer as deficiências de sua gestão.

É hora de falar de projetos, propostas, ações.

O eleitor está bem informado, não precisa que lhe digam o óbvio.

Mas ele está esperando propostas que lhe agradem, que se mostrem viáveis, e que indiquem candidatos preparados para projetar Mossoró para o futuro.

Sem sentir essa segurança, o eleitor pode preferir Rosalba de novo. Pelo menos ela faz o básico.

Para se opor a isso, o desafio dos pré-candidatos de oposição é mostrarem que estão prontos e são opções confiáveis.

Mas não conseguirão isso perdendo tempo, com discursos que transforman Rosalba em vítima.

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ROSALBA QUER QUE O DEBATE DE 2020 SEJA SOBRE O BEM E O MAL E TEM GENTE CAINDO NISSO FEITO PATINHO

04 de Agosto de 2019 | 09:49hs
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Cometem um grande erro os pré-candidatos que desejarem reduzir a eleição municipal do ano que vem em Mossoró a um mero debate sobre o bem e o mal.  A velha e nova política. Direita e esquerda.

O que estamos assistindo nessa fase de pré-campanha é uma disputa onde faltam argumentos e sobram brigas de arquibancadas.

A prefeita Rosalba Ciarlini tem todo o interesse e já manipula seus comandados neste sentido, de promover pequenas guerrilhas entre grupos nas redes sociais, arrastando o debate para uma briga do bel contra o mal.

Nas entrevistas que tenho tomado conhecimento, principalmente de opositores de Rosalba, percebo que a metodologia rosalbista colhe seus frutos. Há uma enorme dificuldade de sair deste círculo vicioso.

Na eleição de 2016, quando Tião Couto foi candidato enfrentando Rosalba, houve uma pequena tentativa de levar o debate para o campo da gestão, mas o rosalbismo se impôs com sua estratégia de briga de rua e os opositores acabaram aceitando o modelo do embate em alguns momentos.

Ano que vem, Rosalba terá uma dificuldade maior de levar o processo eleitoral para as arquibancadas. Ela é a prefeita, é a vidraça, não tem mais um Silveira Júnior para apontar seu estilingue.

Os opositores de Rosalba precisam criar o antídoto para não caírem nas provocações que já são uma realidade novamente.

O verdadeiro debate que precisam criar é sobre a Mossoró que temos hoje e onde foi parar a ideia de metrópole do futuro que foi manchete nacional há alguns anos atrás.

Ao invés de perder tempo discutindo sobre o populismo de Rosalba, assunto que o eleitor está pouco se lixando, é preciso discutir concretamente a situação e as alternativas. Problema e solução.

Um exemplo é o abastecimento de água em Mossoró que tem travado o desenvolvimento urbanístico. A adutora de Apodi que está paralisada.

É discutir concretamente ações que podem ser implantadas para gerar empregos.

Discutir novas avenidas, novas estruturas urbanas que sirvam de pilares para o desenvolvimento.

A estratégia rosalbista é levar o debate sobre o quanto Rosalba é uma mãezona para Mossoró e esquecer as deficiências de sua gestão.

É hora de falar de projetos, propostas, ações.

O eleitor está bem informado, não precisa que lhe digam o óbvio.

Mas ele está esperando propostas que lhe agradem, que se mostrem viáveis, e que indiquem candidatos preparados para projetar Mossoró para o futuro.

Sem sentir essa segurança, o eleitor pode preferir Rosalba de novo. Pelo menos ela faz o básico.

Para se opor a isso, o desafio dos pré-candidatos de oposição é mostrarem que estão prontos e são opções confiáveis.

Mas não conseguirão isso perdendo tempo, com discursos que transforman Rosalba em vítima.

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Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br