PROJETO DA LDO 2017 VÊ ROMBO PELO QUARTO ANO

15 de Abril de 2016 | 08:14hs

O governo enviará o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2017 ao Congresso Nacional nesta sexta-feira (15) com um mecanismo que permitirá um novo rombo nas contas públicas no ano que vem. Se a proposta for aprovada pelo Legislativo, esse será o quarto ano seguido com as contas no vermelho.

Segundo interlocutores da equipe econômica, a meta fiscal do próximo ano deverá ficar próxima de zero. Entretanto, também haverá um mecanismo com um abatimento sobre a meta, o que permitirá, na prática - se a o projeto for aprovado pelo Legistlativo - um novo rombo nas contas públicas, que pode chegar a cerca de R$ 65 bilhões em 2017. Analistas, porém, já veem um déficit de mais de R$ 100 bilhões no ano que vem.

Há informações de que o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, também pode fixar um limite para gastos públicos no ano que vem. Ele já chegou a enviar ao Congresso um projeto de lei que estabelece limite gastos para todos os anos, que ainda não foi avaliado pelo Legislativo. Deste modo, ele pode optar por começar fixando um limite para o próximo ano.

Sequência de rombos orçamentários

Em 2014, as contas do governo tiveram um déficit primário de R$ 17,24 bilhões e, no ano passado, com o pagamento das chamadas "pedaladas fiscais" - valores que o governo devia para bancos públicos e para o FGTS - o rombo atingiu o patamar recorde de R$ 114,9 bilhões.

Para o ano de 2016, o governo já pediu autorização ao Congresso para um resultado negativo de R$ 96,6 bilhões em suas contas. Ao embasar o projeto, o governo apontou a frustração de receitas (arrecadação de impostos menor que a prevista), além da necessidade de o governo manter alguns gastos e investimentos para evitar que a economia desacelere ainda mais.

De acordo com as estimativas dos economistas dos bancos, ouvidos pelo Banco Central em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras, as contas públicas voltarão ao azul somente em 2019. Para o FMI, a situação será pior ainda, com o retorno de superávits primários somente em 2020.

Publicidade

Comentários

Sem comentários. Seja o primeiro.

PROJETO DA LDO 2017 VÊ ROMBO PELO QUARTO ANO

15 de Abril de 2016 | 08:14hs
Imagem [0]

O governo enviará o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2017 ao Congresso Nacional nesta sexta-feira (15) com um mecanismo que permitirá um novo rombo nas contas públicas no ano que vem. Se a proposta for aprovada pelo Legislativo, esse será o quarto ano seguido com as contas no vermelho.

Segundo interlocutores da equipe econômica, a meta fiscal do próximo ano deverá ficar próxima de zero. Entretanto, também haverá um mecanismo com um abatimento sobre a meta, o que permitirá, na prática - se a o projeto for aprovado pelo Legistlativo - um novo rombo nas contas públicas, que pode chegar a cerca de R$ 65 bilhões em 2017. Analistas, porém, já veem um déficit de mais de R$ 100 bilhões no ano que vem.

Há informações de que o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, também pode fixar um limite para gastos públicos no ano que vem. Ele já chegou a enviar ao Congresso um projeto de lei que estabelece limite gastos para todos os anos, que ainda não foi avaliado pelo Legislativo. Deste modo, ele pode optar por começar fixando um limite para o próximo ano.

Sequência de rombos orçamentários

Em 2014, as contas do governo tiveram um déficit primário de R$ 17,24 bilhões e, no ano passado, com o pagamento das chamadas "pedaladas fiscais" - valores que o governo devia para bancos públicos e para o FGTS - o rombo atingiu o patamar recorde de R$ 114,9 bilhões.

Para o ano de 2016, o governo já pediu autorização ao Congresso para um resultado negativo de R$ 96,6 bilhões em suas contas. Ao embasar o projeto, o governo apontou a frustração de receitas (arrecadação de impostos menor que a prevista), além da necessidade de o governo manter alguns gastos e investimentos para evitar que a economia desacelere ainda mais.

De acordo com as estimativas dos economistas dos bancos, ouvidos pelo Banco Central em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras, as contas públicas voltarão ao azul somente em 2019. Para o FMI, a situação será pior ainda, com o retorno de superávits primários somente em 2020.

Comentários


Sem comentários. Seja o primeiro.

Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br