PARTE DA MÍDIA TENTA CONTER INCÊNDIO APÓS CONVERSAS VAZADAS TEMENDO QUE O PRÓPRIO PAIOL PEGUE FOGO

10 de Junho de 2019 | 14:31hs

Não é de se estranhar que parte da grande mídia tenha noticiado a fórceps o vazamento das conversas entre Moro e Daltan, no site The Intercept.

Noticiou porque era o jeito.

Até imagino as reuniões que vararam a madrugada decidindo nas redações como o assunto seria tratado.

Dada a repercussão nas redes sociais era impossível não noticiar.

Alguns órgãos de mídia preferiram chamar a atenção para o hackeamento dos telefones celulares dos promotores, sua ilegalidade e transferiu para um segundo plano o conteúdo revelado.

Outros, deram enfoque maior as notas de esclarecimento dos promotores e de Sérgio Moro e num espaço bem menor tratou dos conteúdos.

Nada disso é de se estranhar.

De fato, nas reuniões da madrugada, não se discutiu a importância do conteúdo, os fatos relevantes, mas as consequências do que viria a ser divulgado.

Não se tratou de dar a notícia em si, mas de discutir como ela seria dada, conforme o interesse em jogo.

Enfatizar a revelação de que Moro e Daltan Dallagnol combinaram o curso do processo, que não houve isenção e que houve uma motivação política, seria a mesma coisa de entregar de bandeja tudo que foi orquestrado com conivência e participação de muitos órgãos de mídia.

Aceitar os fatos tal qual claramente foram expostos pelo The Intercept era acender um estopim que queimaria dentro das próprias redações.

Por isso se justifica o viés adotado por muitos, noticiar com cuidado, não valorizar conteúdo e deixar espaço para a opinião pública se convencer.

Fosse o contrário, os vazamentos indicassem Moro combinando ações com a defesa de Lula, a forma de noticiar seria outra.

Esse é o jogo da mídia.

Não há com que se espantar.

Inocentes são os que acham que a notícia é somente a narrativa dos fatos em si.

Notícia é o que alguns decidem se você deve saber ou não.

 

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PARTE DA MÍDIA TENTA CONTER INCÊNDIO APÓS CONVERSAS VAZADAS TEMENDO QUE O PRÓPRIO PAIOL PEGUE FOGO

10 de Junho de 2019 | 14:31hs
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Não é de se estranhar que parte da grande mídia tenha noticiado a fórceps o vazamento das conversas entre Moro e Daltan, no site The Intercept.

Noticiou porque era o jeito.

Até imagino as reuniões que vararam a madrugada decidindo nas redações como o assunto seria tratado.

Dada a repercussão nas redes sociais era impossível não noticiar.

Alguns órgãos de mídia preferiram chamar a atenção para o hackeamento dos telefones celulares dos promotores, sua ilegalidade e transferiu para um segundo plano o conteúdo revelado.

Outros, deram enfoque maior as notas de esclarecimento dos promotores e de Sérgio Moro e num espaço bem menor tratou dos conteúdos.

Nada disso é de se estranhar.

De fato, nas reuniões da madrugada, não se discutiu a importância do conteúdo, os fatos relevantes, mas as consequências do que viria a ser divulgado.

Não se tratou de dar a notícia em si, mas de discutir como ela seria dada, conforme o interesse em jogo.

Enfatizar a revelação de que Moro e Daltan Dallagnol combinaram o curso do processo, que não houve isenção e que houve uma motivação política, seria a mesma coisa de entregar de bandeja tudo que foi orquestrado com conivência e participação de muitos órgãos de mídia.

Aceitar os fatos tal qual claramente foram expostos pelo The Intercept era acender um estopim que queimaria dentro das próprias redações.

Por isso se justifica o viés adotado por muitos, noticiar com cuidado, não valorizar conteúdo e deixar espaço para a opinião pública se convencer.

Fosse o contrário, os vazamentos indicassem Moro combinando ações com a defesa de Lula, a forma de noticiar seria outra.

Esse é o jogo da mídia.

Não há com que se espantar.

Inocentes são os que acham que a notícia é somente a narrativa dos fatos em si.

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Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br