PÃO, REMÉDIO E MAQUIAGEM SÃO OS PRIMEIROS A FICAR MAIS CAROS POR CAUSA DA ALTA DO DÓLAR

23 de Setembro de 2015 | 08:55hs

Dependentes de muita mercadoria importada e com estoque de giro rápido, produtos farmacêuticos e o pãozinho de cada dia não têm como adiar o repasse da alta do dólar e já estão pesando mais no bolso do consumidor. Os alimentos à base de trigo, grupo que inclui também biscoitos e macarrão, já vêm subindo desde março, quando a moeda americana ultrapassou a barreira dos R$ 3, porque grande parte da farinha usada no Brasil é importada da Argentina e dos EUA.

Segundo a Abimap, a entidade que representa o setor, há um aumento médio de custos da ordem de 5% decorrente do câmbio. Com isso, o pãozinho francês ficou 8,1% mais caro de janeiro a agosto, quando a inflação medida pelo IPCA foi de 7,06%.

— Mas a tendência é que os fabricantes segurem ao máximo essa alta, porque não querem perder vendas. Por enquanto, dá para segurar, mas, se o dólar continuar subindo além dos R$ 4, não haverá como — diz Cláudio Zanão, presidente da Abimap, que não descarta que alguns repasses ocorram.

Nesta terça-feira, o dólar fechou a R$ 4,054, a maior cotação desde a criação do Plano Real, em 1994, ultrapassando a barreira dos R$ 4. Desde o fim de dezembro, a divisa americana acumula alta de 52,3%. Em 12 meses, avança 69,3%.

Na indústria farmacêutica, que tem 95% das matérias-primas importadas, o efeito imediato será na redução dos descontos oferecidos pela indústria ao varejo. Os preços da maioria dos medicamentos são controlados pelo governo, que autoriza um aumento por ano. Preços de perfumes e maquiagem também devem subir.

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PÃO, REMÉDIO E MAQUIAGEM SÃO OS PRIMEIROS A FICAR MAIS CAROS POR CAUSA DA ALTA DO DÓLAR

23 de Setembro de 2015 | 08:55hs
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Dependentes de muita mercadoria importada e com estoque de giro rápido, produtos farmacêuticos e o pãozinho de cada dia não têm como adiar o repasse da alta do dólar e já estão pesando mais no bolso do consumidor. Os alimentos à base de trigo, grupo que inclui também biscoitos e macarrão, já vêm subindo desde março, quando a moeda americana ultrapassou a barreira dos R$ 3, porque grande parte da farinha usada no Brasil é importada da Argentina e dos EUA.

Segundo a Abimap, a entidade que representa o setor, há um aumento médio de custos da ordem de 5% decorrente do câmbio. Com isso, o pãozinho francês ficou 8,1% mais caro de janeiro a agosto, quando a inflação medida pelo IPCA foi de 7,06%.

— Mas a tendência é que os fabricantes segurem ao máximo essa alta, porque não querem perder vendas. Por enquanto, dá para segurar, mas, se o dólar continuar subindo além dos R$ 4, não haverá como — diz Cláudio Zanão, presidente da Abimap, que não descarta que alguns repasses ocorram.

Nesta terça-feira, o dólar fechou a R$ 4,054, a maior cotação desde a criação do Plano Real, em 1994, ultrapassando a barreira dos R$ 4. Desde o fim de dezembro, a divisa americana acumula alta de 52,3%. Em 12 meses, avança 69,3%.

Na indústria farmacêutica, que tem 95% das matérias-primas importadas, o efeito imediato será na redução dos descontos oferecidos pela indústria ao varejo. Os preços da maioria dos medicamentos são controlados pelo governo, que autoriza um aumento por ano. Preços de perfumes e maquiagem também devem subir.

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Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br