OS MERCADOS PAGAM UM PREÇO POR BOLSONARO, MAS COMPENSA MANTÊ-LO AINDA.

04 de Novembro de 2019 | 10:15hs

Há uma lógica por trás dos acontecimentos em Brasília.

Por enquanto Bolsonaro trava duelos contra seus prováveis adversários de 2022 (Bolsonaro x Dória, Bolsonaro x Witzel, Bolsonaro x Globo/Luciano Huck) criando pequenos escândalos para alimentar o exército bolsonarista e não deixar sua turma na inércia.

Do outro lado, Paulo Guedes trata de alimentar uma outra matilha. A dos mercados. Vendendo uma agenda de medidas que é o sonho do neoliberalismo. Reformas, privatizações e desregulamentações.

Se fosse tão somente pelo desequilíbrio de Jair Bolsonaro, talvez já estivesse em execução seu impeachment com o devido aval dos mercados. Mas, tem sido possível aguentar os desatinos em troca da agenda de Guedes.

Por enquanto, compensa.

Seria um risco apostar no Mourão sem a certeza de que estaria alinhado com as reformas. Os militares não se mostraram confiáveis para a empreitada. Guedes tem mais tino e confiabilidade.

Por isso, Bolsonaro se mantém. Mas vale pagar um preço pela birra e barulho de Bolsonaro, do que colocar em risco as reformas que estão por vir. O pitbull late, mas ainda está na coleira.

Neste jogo, Bolsonaro tem prazo de validade certo. Segundo mandato, nem pensar.

Imagino que seu prazo seja de mais um ano ou dois. Dá para suportá-lo até o terceiro ano do mandato. Depois disso, não, sobreviria um risco de reeleição.

Por enquanto, os interesses econômicos em jogo têm instrumentos para tocar o barco em frente, mesmo com as marolas provocadas pelos arroubos do governante e seus filhos.

No momento certo, lhe cortarão as asas. E o mandato.

 

 

 

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OS MERCADOS PAGAM UM PREÇO POR BOLSONARO, MAS COMPENSA MANTÊ-LO AINDA.

04 de Novembro de 2019 | 10:15hs
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Há uma lógica por trás dos acontecimentos em Brasília.

Por enquanto Bolsonaro trava duelos contra seus prováveis adversários de 2022 (Bolsonaro x Dória, Bolsonaro x Witzel, Bolsonaro x Globo/Luciano Huck) criando pequenos escândalos para alimentar o exército bolsonarista e não deixar sua turma na inércia.

Do outro lado, Paulo Guedes trata de alimentar uma outra matilha. A dos mercados. Vendendo uma agenda de medidas que é o sonho do neoliberalismo. Reformas, privatizações e desregulamentações.

Se fosse tão somente pelo desequilíbrio de Jair Bolsonaro, talvez já estivesse em execução seu impeachment com o devido aval dos mercados. Mas, tem sido possível aguentar os desatinos em troca da agenda de Guedes.

Por enquanto, compensa.

Seria um risco apostar no Mourão sem a certeza de que estaria alinhado com as reformas. Os militares não se mostraram confiáveis para a empreitada. Guedes tem mais tino e confiabilidade.

Por isso, Bolsonaro se mantém. Mas vale pagar um preço pela birra e barulho de Bolsonaro, do que colocar em risco as reformas que estão por vir. O pitbull late, mas ainda está na coleira.

Neste jogo, Bolsonaro tem prazo de validade certo. Segundo mandato, nem pensar.

Imagino que seu prazo seja de mais um ano ou dois. Dá para suportá-lo até o terceiro ano do mandato. Depois disso, não, sobreviria um risco de reeleição.

Por enquanto, os interesses econômicos em jogo têm instrumentos para tocar o barco em frente, mesmo com as marolas provocadas pelos arroubos do governante e seus filhos.

No momento certo, lhe cortarão as asas. E o mandato.

 

 

 

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Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br