OS FATOS QUE MOSTRAM QUE A CRISE NA AMAZÔNIA VAI BEM ALÉM DE COMPLÔS E FAKE NEWS

24 de Agosto de 2019 | 09:49hs

Em meio a uma enxurrada de críticas internacionais, o governo do presidente Jair Bolsonaro tenta justificar a crise na Amazônia como sendo um complô de países que querem o controle da nossa floresta ou uma armação das ONGs e “comunistas” no Brasil que estão queimando para causar impacto internacional.

A última coisa que Bolsonaro fará é reconhecer qualquer erro ou ter a humildade de entender que esse é um problema de natureza grave.

Ainda em 2018, Bolsonaro pediu para o Brasil não sediar a Conferência Mundial do Clima que seria no Brasil. Uma ótima oportunidade para ser protagonista dos acordos internacionais e ser o maior beneficiário.

Já na gestão Bolsonaro deu de ombros para o Fundo da Amazônia, desdenhando da Alemanha e da Noruega que acabaram brecando o envio de mais de 300 milhões de reais para preservar a floresta.

Bolsonaro também extinguiu o conselho gestor brasileiro do Fundo da Amazônia que bancava operações do Ibama e de combates a incêndios. Sem o funcionamento do conselho, o fundo está parado sem poder ser utilizado há seis meses.

O presidente também desdenhou do Fundo Verde do Clima, criado dentro do acordo de Paris, com previsão de chegada de 100 bilhões de dólares nos próximos anos, inviabilizando a captação desses recursos pelas instituições brasileiras.

Com a alegação de que os recursos oriundos das multas ambientais estavam servindo para financiar ONGs, Bolsonaro determinou que todas as multas precisariam ser aprovadas pessoalmente pelo ministro do Meio Ambiente. Havia previsão de arrecadação de mais de R$ 1 bilhão, contudo, as mais de 14 mil multas estão engavetadas aguardando que o ministro as aprove. Esse é um dinheiro que seria utilizado na preservação das bacias hidrográficas.

Enfim, a teoria da conspiração perde forças quando olhamos os fatos e os dados.

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OS FATOS QUE MOSTRAM QUE A CRISE NA AMAZÔNIA VAI BEM ALÉM DE COMPLÔS E FAKE NEWS

24 de Agosto de 2019 | 09:49hs
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Em meio a uma enxurrada de críticas internacionais, o governo do presidente Jair Bolsonaro tenta justificar a crise na Amazônia como sendo um complô de países que querem o controle da nossa floresta ou uma armação das ONGs e “comunistas” no Brasil que estão queimando para causar impacto internacional.

A última coisa que Bolsonaro fará é reconhecer qualquer erro ou ter a humildade de entender que esse é um problema de natureza grave.

Ainda em 2018, Bolsonaro pediu para o Brasil não sediar a Conferência Mundial do Clima que seria no Brasil. Uma ótima oportunidade para ser protagonista dos acordos internacionais e ser o maior beneficiário.

Já na gestão Bolsonaro deu de ombros para o Fundo da Amazônia, desdenhando da Alemanha e da Noruega que acabaram brecando o envio de mais de 300 milhões de reais para preservar a floresta.

Bolsonaro também extinguiu o conselho gestor brasileiro do Fundo da Amazônia que bancava operações do Ibama e de combates a incêndios. Sem o funcionamento do conselho, o fundo está parado sem poder ser utilizado há seis meses.

O presidente também desdenhou do Fundo Verde do Clima, criado dentro do acordo de Paris, com previsão de chegada de 100 bilhões de dólares nos próximos anos, inviabilizando a captação desses recursos pelas instituições brasileiras.

Com a alegação de que os recursos oriundos das multas ambientais estavam servindo para financiar ONGs, Bolsonaro determinou que todas as multas precisariam ser aprovadas pessoalmente pelo ministro do Meio Ambiente. Havia previsão de arrecadação de mais de R$ 1 bilhão, contudo, as mais de 14 mil multas estão engavetadas aguardando que o ministro as aprove. Esse é um dinheiro que seria utilizado na preservação das bacias hidrográficas.

Enfim, a teoria da conspiração perde forças quando olhamos os fatos e os dados.

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Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br