OPOSIÇÃO EM MOSSORÓ PERDE TEMPO SEM CONSEGUIR CONSTRUIR UM PROJETO ALTERNATIVO E CONFIÁVEL

11 de Novembro de 2019 | 16:40hs

2019 está chegando ao fim e os partidos que integram a oposição a prefeita Rosalba Ciarlini, em Mossoró, ainda não deram os ares da graça a respeito de que vão propor de diferente para Mossoró em 2020.

E sem essa capacidade de propor o diferente, vão sendo mais do mesmo.

De certo mesmo, apenas a inércia atual.

Não estou falando de pancadaria verbal, de vozes massivas detonando a imagem da prefeita e nem de bombardeios a sua gestão. Não quero pensar como alguns que acham que fazer oposição se resume a sair chutando na canela e destruindo imagens.

Penso que o eleitor mossoroense não é cego, ele conhece a realidade da cidade, ele vive todos os dias experiências diretas com a gestão municipal. Seja em casa, no trabalho, nas ruas, no bairro, cada cidadão tem elementos para fazer avaliação sobre a gestão municipal.

Não vai adiantar muito alguém afirmar que a prefeita é boa ou má, se o cidadão acumula um monte de experiências reais e diretas com a gestão dela. Se é bom ou ruim, o eleitor sabe disso melhor que ninguém.

Da mesma forma, esse eleitor/cidadão, principalmente o que acumula experiências negativas com a gestão, está desejando encontrar alguém capacitado, de credibilidade, que demonstre que conhece os problemas e tem boas soluções para resolvê-los.

Quando falo de inércia tenho em mente a inexistência de um trabalho de construção de imagem que se prove ao eleitor como uma boa alternativa. Penso em imagem como conquista de credibilidade e confiança do eleitor.

Nunca fui e nem sou defensor da ideia que descontruir a imagem do adversário seja o primeiro e melhor caminho para uma vitória eleitoral. Sempre defendi que a prioridade não deve ser destruir, mas construir uma imagem adequada e que case com os anseios do eleitor.

Neste viés, olho o cenário da política mossoroense e não vejo ninguém fazendo esse trabalho com eficiência. Escuto as entrevistas, leio os artigos e o que vejo na oposição são os repetidos discursos que nada acrescentam a ideia de “construção”.

As pesquisas divulgadas mostram Rosalba hoje com cerca de 30% das intenções de votos. É o percentual mais baixo com que ela já entrou numa pré-campanha até hoje. Isso significa que existem outros 70% que não estão apontando, pelo menos neste momento, um desejo de votar em Rosalba.

Mas, isso não significa que são 70% de eleitores que votarão em qualquer um da oposição. A grande maioria destes 70% está buscando alternativas, alguém que lhes passe credibilidade, principalmente capacidade para apontar boas soluções para os problemas existentes.

É neste ponto que identifico a inércia atual. 

Não vejo o trabalho de  construção dessa imagem, o trabalho junto à população para o preenchimento do espaço vazio existente. Projetar-se com credibilidade,  para obter confiança e demonstrar capacidade. Para isso é necessário olhar bem para esses 70% do eleitorado e identificar seus anseios.

E se esse inércia não for superada logo, o que é provável que venha a acontecer, é que os 70% dos eleitores que hoje não desejam muito votar em Rosalba  reveja isso e vote de novo na prefeita, na falta de opção melhor e mais confiável.

 

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OPOSIÇÃO EM MOSSORÓ PERDE TEMPO SEM CONSEGUIR CONSTRUIR UM PROJETO ALTERNATIVO E CONFIÁVEL

11 de Novembro de 2019 | 16:40hs
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2019 está chegando ao fim e os partidos que integram a oposição a prefeita Rosalba Ciarlini, em Mossoró, ainda não deram os ares da graça a respeito de que vão propor de diferente para Mossoró em 2020.

E sem essa capacidade de propor o diferente, vão sendo mais do mesmo.

De certo mesmo, apenas a inércia atual.

Não estou falando de pancadaria verbal, de vozes massivas detonando a imagem da prefeita e nem de bombardeios a sua gestão. Não quero pensar como alguns que acham que fazer oposição se resume a sair chutando na canela e destruindo imagens.

Penso que o eleitor mossoroense não é cego, ele conhece a realidade da cidade, ele vive todos os dias experiências diretas com a gestão municipal. Seja em casa, no trabalho, nas ruas, no bairro, cada cidadão tem elementos para fazer avaliação sobre a gestão municipal.

Não vai adiantar muito alguém afirmar que a prefeita é boa ou má, se o cidadão acumula um monte de experiências reais e diretas com a gestão dela. Se é bom ou ruim, o eleitor sabe disso melhor que ninguém.

Da mesma forma, esse eleitor/cidadão, principalmente o que acumula experiências negativas com a gestão, está desejando encontrar alguém capacitado, de credibilidade, que demonstre que conhece os problemas e tem boas soluções para resolvê-los.

Quando falo de inércia tenho em mente a inexistência de um trabalho de construção de imagem que se prove ao eleitor como uma boa alternativa. Penso em imagem como conquista de credibilidade e confiança do eleitor.

Nunca fui e nem sou defensor da ideia que descontruir a imagem do adversário seja o primeiro e melhor caminho para uma vitória eleitoral. Sempre defendi que a prioridade não deve ser destruir, mas construir uma imagem adequada e que case com os anseios do eleitor.

Neste viés, olho o cenário da política mossoroense e não vejo ninguém fazendo esse trabalho com eficiência. Escuto as entrevistas, leio os artigos e o que vejo na oposição são os repetidos discursos que nada acrescentam a ideia de “construção”.

As pesquisas divulgadas mostram Rosalba hoje com cerca de 30% das intenções de votos. É o percentual mais baixo com que ela já entrou numa pré-campanha até hoje. Isso significa que existem outros 70% que não estão apontando, pelo menos neste momento, um desejo de votar em Rosalba.

Mas, isso não significa que são 70% de eleitores que votarão em qualquer um da oposição. A grande maioria destes 70% está buscando alternativas, alguém que lhes passe credibilidade, principalmente capacidade para apontar boas soluções para os problemas existentes.

É neste ponto que identifico a inércia atual. 

Não vejo o trabalho de  construção dessa imagem, o trabalho junto à população para o preenchimento do espaço vazio existente. Projetar-se com credibilidade,  para obter confiança e demonstrar capacidade. Para isso é necessário olhar bem para esses 70% do eleitorado e identificar seus anseios.

E se esse inércia não for superada logo, o que é provável que venha a acontecer, é que os 70% dos eleitores que hoje não desejam muito votar em Rosalba  reveja isso e vote de novo na prefeita, na falta de opção melhor e mais confiável.

 

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Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br