O SÉRGIO MORO DE HOJE NEM CHEGA PERTO DO SÉRGIO MORO DE ONTEM

04 de Agosto de 2019 | 09:48hs

Fiquei atentamente observando nestes últimos dias os movimentos do ministro da Justiça, Sérgio Moro, diante dos atropelos provocados pelas declarações do presidente Jair Bolsonaro.

Fiquei imaginando o quanto está sendo constrangedor para o ex-juiz ter que se calar diante de situações que estariam a exigir que o Ministério da Justiça se pronunciasse.

Um exemplo é essa questão com a OAB. Bolsonaro ultrapassou o limite  ao insinuar que saberia contar como foi morto o pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. O pai dele foi preso pelo governo militar e foi morto nos porões das prisões da ditadura.

A OAB é um organismo inserido dentro do aparato da Justiça brasileira. Logo, uma questão dessa ordem, envolveria manifestação do Ministério da Justiça.

E Moro silenciou.

Assim como silenciou na questão do COAF e as investigações dentro da Receita sem autorização judicial contra alvos escolhidos.

Assim como silenciou em todas as questões polêmicas causadas pelo seu chefe e que de certa forma envolveram questões constitucionais e de ordem.

O Moro ministro não é mais nem a sombra do Moro juiz. Aquele cuja jurisdição assumiu a responsabilidade de julgar as ações da LavaJato.

Não estou tratando aqui das questões legais levantadas quando da descoberta das mensagens trocadas entre o juiz e os procuradores da LavaJato.

Estou falando apenas da mudança de postura do ontem para o hoje.

O Moro de hoje precisa quase que diariamente emitir uma nota de explicações sobre alguma coisa.

O Moro de hoje precisa recorrer as arquibancadas do maracanã.

O Moro de hoje se agarra a um pacote de medidas contra a corrupção como válvula de escape.

O Moro de ontem era um homem de Justiça, o Moro de hoje se esconde.  

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O SÉRGIO MORO DE HOJE NEM CHEGA PERTO DO SÉRGIO MORO DE ONTEM

04 de Agosto de 2019 | 09:48hs
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Fiquei atentamente observando nestes últimos dias os movimentos do ministro da Justiça, Sérgio Moro, diante dos atropelos provocados pelas declarações do presidente Jair Bolsonaro.

Fiquei imaginando o quanto está sendo constrangedor para o ex-juiz ter que se calar diante de situações que estariam a exigir que o Ministério da Justiça se pronunciasse.

Um exemplo é essa questão com a OAB. Bolsonaro ultrapassou o limite  ao insinuar que saberia contar como foi morto o pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. O pai dele foi preso pelo governo militar e foi morto nos porões das prisões da ditadura.

A OAB é um organismo inserido dentro do aparato da Justiça brasileira. Logo, uma questão dessa ordem, envolveria manifestação do Ministério da Justiça.

E Moro silenciou.

Assim como silenciou na questão do COAF e as investigações dentro da Receita sem autorização judicial contra alvos escolhidos.

Assim como silenciou em todas as questões polêmicas causadas pelo seu chefe e que de certa forma envolveram questões constitucionais e de ordem.

O Moro ministro não é mais nem a sombra do Moro juiz. Aquele cuja jurisdição assumiu a responsabilidade de julgar as ações da LavaJato.

Não estou tratando aqui das questões legais levantadas quando da descoberta das mensagens trocadas entre o juiz e os procuradores da LavaJato.

Estou falando apenas da mudança de postura do ontem para o hoje.

O Moro de hoje precisa quase que diariamente emitir uma nota de explicações sobre alguma coisa.

O Moro de hoje precisa recorrer as arquibancadas do maracanã.

O Moro de hoje se agarra a um pacote de medidas contra a corrupção como válvula de escape.

O Moro de ontem era um homem de Justiça, o Moro de hoje se esconde.  

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Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br