NA AVALIAÇÃO DOS SEIS MESES DE BOLSONARO, HÁ UMA FATIA DE SENSATOS QUE ESTÁ SENDO ENGOLIDA PELOS EXTREMISTAS

08 de Julho de 2019 | 12:33hs

Segundo o instituto Datafolha o governo Bolsonaro tem hoje aprovação de 33% dos brasileiros e desaprovação também de 33%. Enquanto que 31% consideram o governo regular.

Literalmente a opinião dos brasileiros está dividida. De cada 3, um aprova, um desaprova e um acha que está mais ou menos.

Em março passado, o Datafolha trouxe números com 32% de aprovação, 30% de desaprovação e 33% de regular.

A rigor, a avaliação permanece praticamente a mesma de março para cá.

É bem verdade que há uma acentuada radicalização política entre os lados, de tal forma que a avaliação ganha um caráter subjetivo, na medida em que passa a ser uma avaliação passional. 

Infelizmente os dois lados deixam de apresentar argumentos prós e contra o modelo de gestão e passam a alimentar suas “manadas” com munições questionáveis.  O aprovo e desaprovo é resultado do barulho das torcidas e não do jogo em si.

O sensato era que a avaliação positiva de apenas um terço da população mobilizasse o governo a pensar na responsabilidade que ele possui de governar para todos os brasileiros. É preocupante que dois terços da população não reconheçam valores positivos no modelo administrativo implantado.

Em tese, o terço dos que não aprovam e nem reprova seria o time dos mais sensatos que estão à margem desta briga de torcidas. Esses estão dizendo que o governo precisa ainda começar agovernar. 

Evidente ainda que entre aprovo e desaprovo existe  alguma fatia de sensatos, nem todos são extremistas, mas s~çao sucumbidos diante da balbúrdia do barulho.

O nosso presidente tem que entender que não se trata mais de uma disputa eleitoral. O palanque acabou e ele foi o vencedor e sua responsabilidade é com todos.

Mas com os ânimos acirrados, essa avaliação racional parece distante, mas ela existe e não seria absurdo dizer que é maioria, somando os 31% de regulares e as fatias do aprovo e desaprovo que responderam de forma sensata, eles merecem ser ouvidos e respeitados.

Na outra ponta, nos extrremos, por enquanto, as torcidas permanecem marcando encontros para se pegarem no próximo domingo.

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NA AVALIAÇÃO DOS SEIS MESES DE BOLSONARO, HÁ UMA FATIA DE SENSATOS QUE ESTÁ SENDO ENGOLIDA PELOS EXTREMISTAS

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Segundo o instituto Datafolha o governo Bolsonaro tem hoje aprovação de 33% dos brasileiros e desaprovação também de 33%. Enquanto que 31% consideram o governo regular.

Literalmente a opinião dos brasileiros está dividida. De cada 3, um aprova, um desaprova e um acha que está mais ou menos.

Em março passado, o Datafolha trouxe números com 32% de aprovação, 30% de desaprovação e 33% de regular.

A rigor, a avaliação permanece praticamente a mesma de março para cá.

É bem verdade que há uma acentuada radicalização política entre os lados, de tal forma que a avaliação ganha um caráter subjetivo, na medida em que passa a ser uma avaliação passional. 

Infelizmente os dois lados deixam de apresentar argumentos prós e contra o modelo de gestão e passam a alimentar suas “manadas” com munições questionáveis.  O aprovo e desaprovo é resultado do barulho das torcidas e não do jogo em si.

O sensato era que a avaliação positiva de apenas um terço da população mobilizasse o governo a pensar na responsabilidade que ele possui de governar para todos os brasileiros. É preocupante que dois terços da população não reconheçam valores positivos no modelo administrativo implantado.

Em tese, o terço dos que não aprovam e nem reprova seria o time dos mais sensatos que estão à margem desta briga de torcidas. Esses estão dizendo que o governo precisa ainda começar agovernar. 

Evidente ainda que entre aprovo e desaprovo existe  alguma fatia de sensatos, nem todos são extremistas, mas s~çao sucumbidos diante da balbúrdia do barulho.

O nosso presidente tem que entender que não se trata mais de uma disputa eleitoral. O palanque acabou e ele foi o vencedor e sua responsabilidade é com todos.

Mas com os ânimos acirrados, essa avaliação racional parece distante, mas ela existe e não seria absurdo dizer que é maioria, somando os 31% de regulares e as fatias do aprovo e desaprovo que responderam de forma sensata, eles merecem ser ouvidos e respeitados.

Na outra ponta, nos extrremos, por enquanto, as torcidas permanecem marcando encontros para se pegarem no próximo domingo.

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Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br