ELEIÇÃO 2020 EM MOSSORÓ: PALANQUE DE OPOSIÇÃO TEM DILEMA, FACILITAR PARA ROSALBA OU ENGOLIR SAPOS

19 de Agosto de 2019 | 09:46hs

Uma das perguntas que mais tenho ouvido sobre a sucessão em Mossoró é se a oposição conseguirá se unir para disputar a Prefeitura ou se dará um novo mandato de mãos beijadas a Rosalba?

A verdade é que não se trata de uma pergunta tão simples de responder. Obviamente se a oposição continuar cada um para seu lado, Rosalba terá enormes chances de reeleição. O dilema da resposta é sobre o significado e a possibilidade dessa aproximação.

A oposição tem hoje vários nomes postos na mesa: Isolda Dantas (PT), Alysson Bezerra (SDD), Daniel Sampaio (PSL), Jorge do Rosário ou Tião Couto (PL) e Gutemberg Dias (PCdoB).

Sobre estes nomes precisamos analisar com dados concretos e objetivos as pretensões de cada um, sem devaneios ou ilações desejosas.

Várias fontes me asseguraram que Alysson não tem intenções de se candidatar, abriria mão para um candidato (a) que agregasse um projeto de oposição. Acredito que a informação é verdadeira.

Já ouvi e li entrevistas de Gutemberg Dias deixando claro que em nome de um projeto de unificação das oposições e havendo um nome que fortaleça a oposição não haveria problema da parte dele em retirar a candidatura.

E ouvi de Jorge e Tião a informação de que o mais importante seria a construção de uma unidade oposicionista para apresentar um projeto alternativo à população no pleito do ano que vem.

Quanto ao Dr. Daniel o que tenho lido a respeito é que pretende ser candidato a prefeito de Mossoró, entende que esse é um momento bolsonarista no País todo e a vez do PSL alcançar o poder nas cidades, sendo assim não demonstra estar disposto a abrir mão, pelo menos não li nada a respeito.

E quanto a Isolda Dantas, os jornais do final de semana trazem a informação que sua pretensão é não ser candidata em Mossoró no ano que vem, dedicando-se a cumprir se mandato até o fim. Contudo, o PT tem projeto eleitoral em Mossoró e pode requerer que Isolda se candidate.

Nome por nome, temos Jorge, Tião, Alysson e Gutemberg com um discurso de unir as oposições. Temos Daniel com um discurso de ser candidato e Isolda que pode ser candidata por imposição do partido.

No grupo que defende um palanque unido, penso que Jorge do Rosário é o nome de consenso. As informações que tenho é que Tião incentiva Jorge a ser candidato e Alysson já declarou em grupos reservados que Jorge seria um nome bom.

A grande dúvida é se o PT abriria mão de candidatura própria para fechar em torno do palanque das oposições, visando derrotar Rosalba. Ou se mais uma vez se fechará em copas alegando ser uma necessidade eleitoral.

É evidente que se o PT sinalizar apoio a Jorge do Rosário, será dado um grande passo para um palanque único, porque restaria apenas o PSL que teria que decidir se marcaria apenas território no pleito ou se aglutinaria com os demais para viabilização de um projeto. Também nessa balança tem que se pesar a situação de PT e PSL que não se bicam.

Caberiam os dois num mesmo palanque, mesmo o candidato sendo um terceiro? Em caso negativo, qual partido teria mais chances de ficar fora do bloco? PT ou PSL?  No caso destas suas siglas, o dilema é engolir alguns sapos ou facilitar o caminho de Rosalba.

Todas estas situações são hipotéticas, mas se fundamentam numa realidade manifesta pelos próprios pré-candidatos. Ou seja, não estamos fazendo um exercício de adivinhações, mas baseando projeções em situações atuais e reais.

Creio que o processo ainda precisa passar por diversos estágios. Há até o momento uma certa letargia porque nenhum partido ou pré-candidato deseja se expor ou revelar suas estratégias. O estágio atual é o de bastidores, conversas, exercícios de futurologia, mais do que necessário para ir definindo cenários.

Resumo da conversa: parte dos partidos de oposição sinalizam desejo de união que agregaria PL, Solidariedade e PCdoB e apontam para Jorge do Rosário como candidato de consenso. Fora deste eixo estão PT e PSL, antagônicos entre si, mas que terão que decidir sobre marcar espaço ou fortalecer um projeto tido por muitos como mais viável.

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ELEIÇÃO 2020 EM MOSSORÓ: PALANQUE DE OPOSIÇÃO TEM DILEMA, FACILITAR PARA ROSALBA OU ENGOLIR SAPOS

19 de Agosto de 2019 | 09:46hs
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Uma das perguntas que mais tenho ouvido sobre a sucessão em Mossoró é se a oposição conseguirá se unir para disputar a Prefeitura ou se dará um novo mandato de mãos beijadas a Rosalba?

A verdade é que não se trata de uma pergunta tão simples de responder. Obviamente se a oposição continuar cada um para seu lado, Rosalba terá enormes chances de reeleição. O dilema da resposta é sobre o significado e a possibilidade dessa aproximação.

A oposição tem hoje vários nomes postos na mesa: Isolda Dantas (PT), Alysson Bezerra (SDD), Daniel Sampaio (PSL), Jorge do Rosário ou Tião Couto (PL) e Gutemberg Dias (PCdoB).

Sobre estes nomes precisamos analisar com dados concretos e objetivos as pretensões de cada um, sem devaneios ou ilações desejosas.

Várias fontes me asseguraram que Alysson não tem intenções de se candidatar, abriria mão para um candidato (a) que agregasse um projeto de oposição. Acredito que a informação é verdadeira.

Já ouvi e li entrevistas de Gutemberg Dias deixando claro que em nome de um projeto de unificação das oposições e havendo um nome que fortaleça a oposição não haveria problema da parte dele em retirar a candidatura.

E ouvi de Jorge e Tião a informação de que o mais importante seria a construção de uma unidade oposicionista para apresentar um projeto alternativo à população no pleito do ano que vem.

Quanto ao Dr. Daniel o que tenho lido a respeito é que pretende ser candidato a prefeito de Mossoró, entende que esse é um momento bolsonarista no País todo e a vez do PSL alcançar o poder nas cidades, sendo assim não demonstra estar disposto a abrir mão, pelo menos não li nada a respeito.

E quanto a Isolda Dantas, os jornais do final de semana trazem a informação que sua pretensão é não ser candidata em Mossoró no ano que vem, dedicando-se a cumprir se mandato até o fim. Contudo, o PT tem projeto eleitoral em Mossoró e pode requerer que Isolda se candidate.

Nome por nome, temos Jorge, Tião, Alysson e Gutemberg com um discurso de unir as oposições. Temos Daniel com um discurso de ser candidato e Isolda que pode ser candidata por imposição do partido.

No grupo que defende um palanque unido, penso que Jorge do Rosário é o nome de consenso. As informações que tenho é que Tião incentiva Jorge a ser candidato e Alysson já declarou em grupos reservados que Jorge seria um nome bom.

A grande dúvida é se o PT abriria mão de candidatura própria para fechar em torno do palanque das oposições, visando derrotar Rosalba. Ou se mais uma vez se fechará em copas alegando ser uma necessidade eleitoral.

É evidente que se o PT sinalizar apoio a Jorge do Rosário, será dado um grande passo para um palanque único, porque restaria apenas o PSL que teria que decidir se marcaria apenas território no pleito ou se aglutinaria com os demais para viabilização de um projeto. Também nessa balança tem que se pesar a situação de PT e PSL que não se bicam.

Caberiam os dois num mesmo palanque, mesmo o candidato sendo um terceiro? Em caso negativo, qual partido teria mais chances de ficar fora do bloco? PT ou PSL?  No caso destas suas siglas, o dilema é engolir alguns sapos ou facilitar o caminho de Rosalba.

Todas estas situações são hipotéticas, mas se fundamentam numa realidade manifesta pelos próprios pré-candidatos. Ou seja, não estamos fazendo um exercício de adivinhações, mas baseando projeções em situações atuais e reais.

Creio que o processo ainda precisa passar por diversos estágios. Há até o momento uma certa letargia porque nenhum partido ou pré-candidato deseja se expor ou revelar suas estratégias. O estágio atual é o de bastidores, conversas, exercícios de futurologia, mais do que necessário para ir definindo cenários.

Resumo da conversa: parte dos partidos de oposição sinalizam desejo de união que agregaria PL, Solidariedade e PCdoB e apontam para Jorge do Rosário como candidato de consenso. Fora deste eixo estão PT e PSL, antagônicos entre si, mas que terão que decidir sobre marcar espaço ou fortalecer um projeto tido por muitos como mais viável.

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Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br