A DIFERENÇA ENTRE O JUIZ QUE É DISCRETO E O JUIZ QUE ADORA OS HOLOFOTES DA MÍDIA

14 de Julho de 2017 | 20:40hs

Mas que danado é essa justiça midiática de que tanto falam? 

Calma, vamos explicar. Um caso bem concreto. 

O Lula foi condenado pelo Moro a 9 anos e meio de prisão. Agora Lula vai recorrer e seu recurso será julgado por uma das turmas do Tribunal Regional Federal da 4ª região, com sede em Porto Alegre. 

A turma que vai julgar o recurso é composta por três juízes. 

Aqui que começa a justiça midiática. 

Esses três juízes agora terão suas vidas expostas, serão chamados para entrevistas, serão chamados para palestras, a mídia vai mostrar a vida íntima deles, suas esposas e filhos, suas sentenças, onde estudaram, o depoimento dos amigos mais próximos, enfim, eles agora serão elevados a condição de superstar. 

Um exemplo foi ontem o Jornal Regional entrevistando o desembargador presidente do Tribunal Regional Federal, Carlos Eduardo Thompson. Ele anunciou que o julgamento acontecerá antes de outubro, a tempo de Lula se tornar inelegível. E induzido pela pergunta do repórter, elogiou a sentença de condenação de Sérgio Moro. Esse já tem vaga garantida no palco.

Para fazer parte do show e ser elevado a condição de herói, precisa dizer o que a mídia militante quer ouvir, tem que fazer o jogo que agrade aos interesses de quem movimenta por trás do palco as marionetes. 

Observem de agora em diante o que este blog está alertando agora. 

Deste espetáculo podem emergir dois tipos de juízes. O que não aceita ser protagonista do show, rejeita as entrevistas, rejeita o paparico, não emite opiniões sobre o julgamento e proíbe a exposição de sua vida. 

E tem o juiz que topa o enredo, que adora a superexposição e quer ser o astro do show. E cumpre todo o papel que lhe é sugerido. 

Observem e façam seus julgamentos.

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A DIFERENÇA ENTRE O JUIZ QUE É DISCRETO E O JUIZ QUE ADORA OS HOLOFOTES DA MÍDIA

14 de Julho de 2017 | 20:40hs
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Mas que danado é essa justiça midiática de que tanto falam? 

Calma, vamos explicar. Um caso bem concreto. 

O Lula foi condenado pelo Moro a 9 anos e meio de prisão. Agora Lula vai recorrer e seu recurso será julgado por uma das turmas do Tribunal Regional Federal da 4ª região, com sede em Porto Alegre. 

A turma que vai julgar o recurso é composta por três juízes. 

Aqui que começa a justiça midiática. 

Esses três juízes agora terão suas vidas expostas, serão chamados para entrevistas, serão chamados para palestras, a mídia vai mostrar a vida íntima deles, suas esposas e filhos, suas sentenças, onde estudaram, o depoimento dos amigos mais próximos, enfim, eles agora serão elevados a condição de superstar. 

Um exemplo foi ontem o Jornal Regional entrevistando o desembargador presidente do Tribunal Regional Federal, Carlos Eduardo Thompson. Ele anunciou que o julgamento acontecerá antes de outubro, a tempo de Lula se tornar inelegível. E induzido pela pergunta do repórter, elogiou a sentença de condenação de Sérgio Moro. Esse já tem vaga garantida no palco.

Para fazer parte do show e ser elevado a condição de herói, precisa dizer o que a mídia militante quer ouvir, tem que fazer o jogo que agrade aos interesses de quem movimenta por trás do palco as marionetes. 

Observem de agora em diante o que este blog está alertando agora. 

Deste espetáculo podem emergir dois tipos de juízes. O que não aceita ser protagonista do show, rejeita as entrevistas, rejeita o paparico, não emite opiniões sobre o julgamento e proíbe a exposição de sua vida. 

E tem o juiz que topa o enredo, que adora a superexposição e quer ser o astro do show. E cumpre todo o papel que lhe é sugerido. 

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Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br