DEPUTADOS ESTADUAIS NÃO FICARAM NADA SATISFEITOS COM "MELADA" DADA POR FÁTIMA BEZERRA

12 de Março de 2019 | 15:56hs

Não é tão simples essa decisão da governadora Fátima Bezerra de vetar o projeto de lei aprovado pelos deputados estaduais que concede décimo terceiro salário e terço de férias, retroativos aos últimos quatro anos, aos parlamentares da Assembleia.

Fátima é refém dos deputados.

Ela não tem uma bancada consistente que apoie sua gestão ou sinalize algum sossego nas futuras relações de poderes. Ela sobrevive graças a trégua dos 100 dias que os parlamentos concedem automaticamente a qualquer  governante que  chega ao poder.

Sem uma bancada formada, Fátima enfrentará adversidades com os deputados após o anúncio do veto.

O caso fica mais grave porque havia um entendimento de bastidores pela sanção do projeto. Tudo a toque de caixa, efeito rápido e sem tempo do assunto se arrastar pela mídia.

A decisão de Fátima de vetar o benefício aos deputados não apenas contraria o acertado, mas joga holofotes sobre um tema que todos gostariam que fosse tratado de forma discreta.

O mais grave é que o veto da governadora em nada altera a validade do projeto, porque os deputados deverão certamente derrubar o veto. O benefício será implantado.

Na avaliação de alguns deputados que ouvimos, embora a decisão de Fátima não altere a ordem das coisas, mas ela descumpriu um acordo para salvar unicamente sua própria imagem, deixando os parceiros no centro do palco com os olhares da população sob eles.

Um início nada bom para um governo que ainda não tem uma bancada que lhe dê segurança na gestão.

Tudo indica que vai piorar.

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DEPUTADOS ESTADUAIS NÃO FICARAM NADA SATISFEITOS COM "MELADA" DADA POR FÁTIMA BEZERRA

12 de Março de 2019 | 15:56hs
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Não é tão simples essa decisão da governadora Fátima Bezerra de vetar o projeto de lei aprovado pelos deputados estaduais que concede décimo terceiro salário e terço de férias, retroativos aos últimos quatro anos, aos parlamentares da Assembleia.

Fátima é refém dos deputados.

Ela não tem uma bancada consistente que apoie sua gestão ou sinalize algum sossego nas futuras relações de poderes. Ela sobrevive graças a trégua dos 100 dias que os parlamentos concedem automaticamente a qualquer  governante que  chega ao poder.

Sem uma bancada formada, Fátima enfrentará adversidades com os deputados após o anúncio do veto.

O caso fica mais grave porque havia um entendimento de bastidores pela sanção do projeto. Tudo a toque de caixa, efeito rápido e sem tempo do assunto se arrastar pela mídia.

A decisão de Fátima de vetar o benefício aos deputados não apenas contraria o acertado, mas joga holofotes sobre um tema que todos gostariam que fosse tratado de forma discreta.

O mais grave é que o veto da governadora em nada altera a validade do projeto, porque os deputados deverão certamente derrubar o veto. O benefício será implantado.

Na avaliação de alguns deputados que ouvimos, embora a decisão de Fátima não altere a ordem das coisas, mas ela descumpriu um acordo para salvar unicamente sua própria imagem, deixando os parceiros no centro do palco com os olhares da população sob eles.

Um início nada bom para um governo que ainda não tem uma bancada que lhe dê segurança na gestão.

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Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br