DEBATE SOBRE A PREVIDÊNCIA PERDEU ARGUMENTOS VÁLIDOS E VIROU BRIGA DE TORCIDAS

08 de Julho de 2019 | 12:29hs

Já faz um bom tempo que o debate sobre a reforma da previdência deixou de ser uma discussão técnica para ser meramente uma disputa de rivalidades políticas.

A aprovação da reforma ´passou a ser vista como vitória de Bolsonaro. Desaprovar significa derrotar Bolsonaro.

A discussão da necessidade da reforma e dos pontos em que ela corrige distorções e naqueles que não corrige virou secundária diante da guerra das paixões de esquerda e direita.

Penso que há realmente uma necessidade de mudança no formato de previdência do Brasil, assim como sei que existem muitas informações distorcidas, de lado a lado.

Esse joguinho do gosto e não gosto, infelizmente, vai continuar em muitas das discussões que teremos nos temas nacionais no pós-reforma.

Nem a direita faz questão de modificar esse debate, nem a esquerda.

E a população em geral entra no jogo, feito boneco, inerte, apenas usada pelos lados para vender ideias sobre as quais não exerce nenhum senso crítico.

Em guerra de torcidas, o argumento jaz, morto.

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DEBATE SOBRE A PREVIDÊNCIA PERDEU ARGUMENTOS VÁLIDOS E VIROU BRIGA DE TORCIDAS

08 de Julho de 2019 | 12:29hs
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Já faz um bom tempo que o debate sobre a reforma da previdência deixou de ser uma discussão técnica para ser meramente uma disputa de rivalidades políticas.

A aprovação da reforma ´passou a ser vista como vitória de Bolsonaro. Desaprovar significa derrotar Bolsonaro.

A discussão da necessidade da reforma e dos pontos em que ela corrige distorções e naqueles que não corrige virou secundária diante da guerra das paixões de esquerda e direita.

Penso que há realmente uma necessidade de mudança no formato de previdência do Brasil, assim como sei que existem muitas informações distorcidas, de lado a lado.

Esse joguinho do gosto e não gosto, infelizmente, vai continuar em muitas das discussões que teremos nos temas nacionais no pós-reforma.

Nem a direita faz questão de modificar esse debate, nem a esquerda.

E a população em geral entra no jogo, feito boneco, inerte, apenas usada pelos lados para vender ideias sobre as quais não exerce nenhum senso crítico.

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Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br