CARLOS AUGUSTO QUE CONTABILIZAR O MOSSORÓ CIDADE JUNINA PARA RECUPERAÇÃO DA IMAGEM DE ROSALBA

02 de Julho de 2019 | 15:27hs

O Mossoró Cidade Junina tem o poder ou não de melhorar a imagem eleitoral da prefeita?

Faço essa pergunta ao leitor por um motivo: diversas vezes jornalistas reportaram que o ex-deputado Carlos Augusto Rosado costuma dizer que basta chegar o MCJ que a popularidade de Rosalba vai para as alturas.

Creio que lá no passado esta maneira de Carlos Augusto ver a influência da festa no voto do eleitor estava correta? Até mesmo porque ele fez a afirmativa baseado das pesquisas que manda realizar sobre a imagem da prefeita.

Contudo, os tempos são outros.  A globalização fez o mundo ficar menor, a instantaneidade da notícia, a liberdade de expressão aflorando nas redes sociais, são elementos que mexeram muito com a cabeça do eleitor.

Na eleição passada aqui no nosso Estado, olhando os resultados para deputado estadual, se percebe claramente que a maioria dos eleitos não teve a votação que esperava. Os apoiadores locais tiveram muitas dificuldades de entregar os pacotes “negociados”.

O cabresto arrebentou.

A quantidade de informações que chega diariamente para o eleitor, mesmo o mais distante, faz com que ele não fique tão carente da influência de terceiros.

É claro que ainda estamos a anos-luz do voto sem influência econômica, plenamente livre e consciente.

Mas, não é mais como era antes.

Então, respondendo se o MCJ faz com que a população esqueça os problemas da gestão,  avalio que hoje não mais.

Explico: a convivência real e diária com escolas sucateadas, serviços de saúde deficitários, lixo acumulado, ruas esburacadas, setores sem iluminação, esgoto a céu aberto, pagamentos atrasados, não serão relevados simplesmente porque a prefeita fez uma grande festa.

A quantidade de informações que o cidadão dispõe faz com que ele tenha elementos para pesar bem e distinguir suas carências pela ausência de gestão e seus momentos de lazer com festas.

O eleitor que tem uma experiência negativa com a administração municipal, que convive com algo real que lhe deixa insatisfeito, dificilmente mudará de opinião devido a festa do MCJ. Sem que seu problema tenha sido resolvido.

Ledo engano acreditar que basta fazer a festa e sair para o abraço do povo.

Carlos Augusto que sempre faz pesquisas antes e depois do MCJ deve estar lendo os relatórios agora e vendo  que essa realidade não é mais a mesma.

Os tempos são outros.

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CARLOS AUGUSTO QUE CONTABILIZAR O MOSSORÓ CIDADE JUNINA PARA RECUPERAÇÃO DA IMAGEM DE ROSALBA

02 de Julho de 2019 | 15:27hs
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O Mossoró Cidade Junina tem o poder ou não de melhorar a imagem eleitoral da prefeita?

Faço essa pergunta ao leitor por um motivo: diversas vezes jornalistas reportaram que o ex-deputado Carlos Augusto Rosado costuma dizer que basta chegar o MCJ que a popularidade de Rosalba vai para as alturas.

Creio que lá no passado esta maneira de Carlos Augusto ver a influência da festa no voto do eleitor estava correta? Até mesmo porque ele fez a afirmativa baseado das pesquisas que manda realizar sobre a imagem da prefeita.

Contudo, os tempos são outros.  A globalização fez o mundo ficar menor, a instantaneidade da notícia, a liberdade de expressão aflorando nas redes sociais, são elementos que mexeram muito com a cabeça do eleitor.

Na eleição passada aqui no nosso Estado, olhando os resultados para deputado estadual, se percebe claramente que a maioria dos eleitos não teve a votação que esperava. Os apoiadores locais tiveram muitas dificuldades de entregar os pacotes “negociados”.

O cabresto arrebentou.

A quantidade de informações que chega diariamente para o eleitor, mesmo o mais distante, faz com que ele não fique tão carente da influência de terceiros.

É claro que ainda estamos a anos-luz do voto sem influência econômica, plenamente livre e consciente.

Mas, não é mais como era antes.

Então, respondendo se o MCJ faz com que a população esqueça os problemas da gestão,  avalio que hoje não mais.

Explico: a convivência real e diária com escolas sucateadas, serviços de saúde deficitários, lixo acumulado, ruas esburacadas, setores sem iluminação, esgoto a céu aberto, pagamentos atrasados, não serão relevados simplesmente porque a prefeita fez uma grande festa.

A quantidade de informações que o cidadão dispõe faz com que ele tenha elementos para pesar bem e distinguir suas carências pela ausência de gestão e seus momentos de lazer com festas.

O eleitor que tem uma experiência negativa com a administração municipal, que convive com algo real que lhe deixa insatisfeito, dificilmente mudará de opinião devido a festa do MCJ. Sem que seu problema tenha sido resolvido.

Ledo engano acreditar que basta fazer a festa e sair para o abraço do povo.

Carlos Augusto que sempre faz pesquisas antes e depois do MCJ deve estar lendo os relatórios agora e vendo  que essa realidade não é mais a mesma.

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Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br