O MERCADO SOFRE COM CANELADAS DE BOLSONARO, MAS AINDA ACHA QUE É MELHOR COM ELE QUE SEM ELE

31 de Julho de 2019 | 11:52hs
Imagem [0]

O presidente Jair Bolsonaro tem um destempero verbal, isso todo mundo já sabe. Inclusive seus apoiadores. Novidade nenhuma nisso.

Nas suas frases polêmicas, Bolsonaro algumas vezes tem trilhado um caminho bem próximo do crime de responsabilidade, o que poderia lhe acarretar numa ação mais extrema até um processo de impeachment.

Mas isso não vai acontecer, pelo menos, ainda não.

Embora muitos não percebam o que há nos bastidores do poder, há forças de sustentação de Bolsonaro que, embora passem pelo constrangimento de suas declarações, ainda analisam que no quesito do custo e benefício, é melhor com ele.

Bolsonaro incomoda o mercado, os militares, a mídia, mas é melhor manter ele no posto.

As forças (principalmente econômicas) que se movimentam por trás do poder, veem que o melhor seria se o presidente fosse controlável, falasse menos, entrasse em menos polêmicas, mas mesmo assim, é com Bolsonaro que estão sendo sinalizadas as reformas que estas forças querem ver aprovadas.

A reforma da previdência está bem encaminhada. A reforma tributária vem a caminho. As privatizações estão ganhando forma. As barreiras para a liberdade econômica pretendida estão sendo derrubadas.

Apoiar agora qualquer movimento que signifique um impeachment do presidente Bolsonaro, seria atirar contra o próprio pé.

Porque não há alternativa viável à Bolsonaro. O risco de os segmentos de esquerdas voltarem ao poder compensa suportar os destemperos do presidente.

E no ambiente político, mesmo considerando as caneladas presidenciais, ainda há um certo controle dessas forças sob o grupo chamado “Centrão” e na direita mais organizada.

Sendo assim, nada muda.

O desejável era que o presidente Bolsonaro fechasse a boca. Mas, Bolsonaro é Bolsonaro.

 

SIMPATIZANTES DE LULA NÃO DEVEM SE ILUDIR COM O EX-PRESIDENTE FORA DA PRISÃO

31 de Julho de 2019 | 11:51hs
Imagem [0]

As revelações feitas nos vazamentos das conversas dos procuradores da LavaJato com o ex-juiz Sérgio Moro, são suficientes para mostrar que vários atos do grupo ferem frontalmente o devido processo legal garantido na constituição brasileira.

Poucos hoje em dia têm dúvidas sobre a veracidade das mensagens e sabe que o que está lá exposto de fato aconteceu.

Essa é uma constatação.

Bom, sendo isso senso comum, a dedução é que os atos praticados pelo ex-Juiz Moro nos processos contra o ex-presidente Lula possam ser anulados e as ações judiciais voltem ao estágio inicial.

Mas, dificilmente será assim.

Anular as decisões de Moro sobre Lula, trazer os processos ao início, significa devolver a Lula não somente a liberdade, mas lhe garantir de volta os direitos políticos.

E diante de um governo Bolsonaro metido em confusões, perdendo popularidade a cada dia, as chances de termos Lula de volta a presidência em 2022 seriam enormes.

Então, alto lá, depois do impeachment de Dilma, a prisão do Lula, o impedimento para que ele concorresse em 2018, teria tudo sido em vão? O PT voltaria ao poder assim de mãos beijadas?

A questão é mais complexa.

Os simpatizantes do Lula não esperem assim de forma tão simples que ele seja solto e os processos anulados.

Libertar o Lula e anular os atos de Sérgio Moro enquanto esteve à frente dos processos contra o Lula, seria um atestado de que houve mesmo um golpe e tudo foi orquestrado para tirar o PT do poder. É uma confissão geral de culpa.

Seria necessário que o STF fosse independente. Que o mercado não desse a mínima para o caso. Os militares dessem de ombro. Que as classes políticas antagônicas ao PT não tivessem interesse nisso. E que a mídia fizesse uma virada de mesa na história contada até agora do mocinho contra o bandido.

Portanto, isso não vai acontecer.

Lula pode até ganhar uma ténue liberdade condicional em razão de ter cumprindo parte da primeira pena no caso Triplex, porque se trata de direito adquirido e que não tem como ser negado. Contudo, virão outras condenações em seguida.

E quanto aos vazamentos, a parcialidade do juiz no caso, isso não vai mudar a situação em nada.

O STF não é independente. Os militares não querem. O mercado não quer. A mídia não quer. E as forças políticas no poder também não.

CASSAÇÃO DE SANDRO PIMENTEL MOSTRA QUE JUSTIÇA ELEITORAL PUNE UNS E OUTROS NÃO

31 de Julho de 2019 | 11:50hs
Imagem [0]

Tem algo diferente nessa decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte ter cassado por 5 votos a 2 o mandato do deputado estadual Sandro Pimentel.

Segue um resumo do caso:

Sandro perdeu seu mandato porque teve sete depósitos em sua conta, durante a campanha, somando 35 mil reais, depósitos que não foram feitos via transferência bancária como a legislação exige.

O Ministério Público não anexou nenhuma prova de que a origem do dinheiro depositado tenha sido ilegal.

Sandro foi cassado pelo erro contábil cometido.

Tudo bem, o ideal era que cada candidato prestasse contas de fora rigorosa conforme as exigências da lei. Cometendo falhas, seja então punido.

Mas a regra deveria valer para todos.

Inúmeros candidatos cometem erros de ordem contábil nas suas prestações de contas. Poucos são cassados por isso.

O que dizer das contas das gráficas da campanha de Dilma e Temer que o TSE resolveu jogar pra baixo do tapete e dizer que não representou algo grave.

O que dizer das contas de Rosalba Ciarlini na última campanha municipal, quando boa parte das contas deixaram de ser pagas (ficou devendo ao fornecedor), enquanto que a candidata disse que sobraram mais de 600 mil reais na conta da campanha.

Tudo isso só leva a uma constatação: A Justiça Eleitoral escolhe a quem punir.

A mesma regra serve para punir uns e para ignorar outros.

E sendo assim, não há justiça, há apenas conveniências amparadas pelos homens da lei.

FONTE REVELA QUE DESEJO DE ALYSSON BEZERRA É NÃO SER CANDIDATO EM MOSSORÓ EM 2020

23 de Julho de 2019 | 12:03hs
Imagem [0]

Ouvi de uma fonte que conversou diretamente com o deputado estadual Alysson Bezerra (Solidariedade) que ele não pensa em disputar a Prefeitura de Mossoró em 2020.

Segundo essa fonte, Alysson entende que tem um compromisso com a população através do mandato de deputado estadual e que sendo este seu primeiro mandato, é essencial que o cumpra integralmente.

Questionei que sendo a candidatura um projeto de partido, não teria Alysson que se submeter sob pena de ficar desconfortável junto ao deputado Kelps Lima, presidente estadual do SDD.

A resposta é que esta posição de não se candidatar já estaria tomada.

MINHA AVALIAÇAO: Entendo que Alysson terá alguma dificuldade em negar uma candidatura porque o Solidariedade conta com ele para ter candidatos próprios nas principais cidades do Estado.

Embora o argumento de Alysson seja bastante válido e politicamente correto.

Considerando que Alysson não seja candidato, esta será uma posição a ser anunciada futuramente, depois de uma construção articulada com as forças de oposição para enfrentamento com Rosalba Ciarlini em Mossoró.

Em se confirmando a desistência de Alysson,  os fatos sinalizam mais fortemente para uma escolha do nome de Jorge do Rosário para representar as oposição em Mossoró contra Rosalba.

São os indicadores.

PREVISÃO DO ORÇAMENTO É PUXADA PARA BAIXO PARA ROSALBA USAR LIVREMENTE O EXCESSO DE ARRECADAÇÃO

23 de Julho de 2019 | 12:01hs
Imagem [0]

A Prefeitura de Mossoró publicou no JOM a estimativa de receita para o ano de 2020. O município previu em lei que deve arrecadar no ano que vem R$ 587 milhões.

Para entender melhor esse número, vamos olhar com atenção os dois anos anteriores.

Em 2019 a Prefeitura está prevendo arrecadar R$ 536 milhões.

Em 2018 já havia arrecadado de fato R$ 569 milhões.

Ou seja, a previsão para 2019 foi menor do que efetivamente arrecadou em 2018.

Estima-se que a arrecadação este ano chegue aos R$ 600 milhões.

A previsão para 2020 de R$ 587 milhões, portanto é menor do que deve arrecadar em 2019.

A decisão de puxar para baixo a estimativa de arrecadação tem um objetivo.

A prefeita Rosalba Ciarlini movimenta o excesso de arrecadação através de decretos.

Sendo assim, quanto mais prever pra baixo a arrecadação e quanto maior for a arrecadação real, mais dinheiro entra como excesso de arrecadação e será manuseado por decretos assinado pela prefeita.

Entendeu? ou precisa desenhar?

GRUPO MAIS RADICAL QUE SEGUE BOLSONARO NÃO ACEITA QUE O "MITO" SEJA SEQUER QUESTIONADO

23 de Julho de 2019 | 12:00hs
Imagem [0]

É muito extremado o comportamento de uma parte dos bolsonaristas de carteirinha que não aceitam em hipótese alguma discutir com contrários.

Basta uma revista qualquer trazer uma capa ou uma reportagem acusando o governo Bolsonaro de alguma coisa que imediatamente começa a campanha para os assinantes retirarem suas assinaturas. Postagens com os números dos telefones para cancelar assinatura são disparadas em massa pelas redes sociais.

No caso do The Intecerpet Brasil (que expôs as conversas  via grupos privados de  mensagens dos procuradores e do ex-juiz Sérgio Moro),  a reação não se resumiu a sugerir a não leitura, foi além, os jornalistas do site foram ameaçados literalmente e perderam a liberdade de ir e vir, estão sob ataque direto 24h por dia.  

Basta um Portal de Notícias criticar Bolsonaro que vira alvo de ataques de toda ordem.  A ordem é não acessar mais aquele portal.

Basta uma emissora de TV, seja qual for, noticiar qualquer coisa contra Bolsonaro que a campanha contra ela aparece em seguida. Para que ninguém assista mais aquele canal.

Basta um ministro do STF ou do STJ tomar uma decisão ou tecer comentários contra Bolsonaro que a reação imediata são postagens e mais postagens apontando fatos negativos em relação aquele jurista.

Idem em relação aos políticos de oposição.

Bastou Bolsonaro criticar Flávio Dino, governador do Maranhão, que dezenas de postagens e vídeos trucidando a imagem de Dino aparecem nas redes sociais.

O mesmo com o governador da Bahia que se recusou a ir a uma inauguração de um aeroporto com a presença de Bolsonaro.

O clima é de beligerância total, sem aliviar. O presidente se tornou intocável e inquestionável.

É evidente que no meio dessas críticas contra Bolsonaro há os componentes político e econômico, interesses os mais diversos.

Mas é sempre assim, o presidente sempre está numa posição de vidraça. Faz parte da democracia. O governante tem que saber lidar com isso.

Só que no caso atual, aí de qualquer um que ousar questionar o “Mito”.

O CHUTE NA COERÊNCIA DE ESQUERDA E DIREITA NA GUERRA DE ARGUMENTOS SEM NEXO

18 de Julho de 2019 | 11:21hs
Imagem [0]

A decisão do presidente do STF, Dias Tofolli, que paralisou todas as investigações que usem dados do COAF sem autorização judicial, certa ou errada, serviu para escancarar a hipocrisia dos argumentos prós e contras nas guerras dos bolsominions contra os esquerdopatas.

A decisão e Tofolli atendeu pedido do senador Flávio Bolsonaro, acusado numa apuração que identificou movimentações atípicas nas contas dele e de seus assessores quando era deputado estadual pelo Rio de Janeiro.

Quem mais se utilizou do expediente de usar dados do COAF para sustentar investigações e acusações foi o MP na LavaJato. E o STF ora autorizou, ora não, dependendo de quem era o alvo.

Vejamos só as contradições:

Os bolsonaristas (defensores da LavaJato) festejaram a decisão, que segundo o próprio MP paralisa quase tudo que é investigação no País sobre lavagem de dinheiro.

Os esquerdistas (contra a LavaJato) condenaram veementemente a decisão, dizendo que serviu apenas para blindar os Bolsonaros.

Ou seja, a turma muda de opinião como quem come um hamburger na esquina. A toda hora.

Nessa guerra quem mais sofre é a coerência, a lógica, a racionalidade e o bom senso. É apenas uma questão de que tudo a minha volta tem que se ajustar ao que penso e ao que eu gosto.

FÁTIMA DEPENDE DE EZEQUIEL FERREIRA ATÉ PARA RECEBER UM BOM DIA DENTRO DA ASSEMBLEIA

18 de Julho de 2019 | 11:19hs
Imagem [0]

Quanto tempo durará a aliança que a governadora Fátima Bezerra tem com o bloco majoritário na Assembleia Legislativa?

A resposta a essa pergunta é fundamental para determinar o espaço de tempo em que o governo de Fátima terá oxigenação para se articular politicamente. Tempo de sobrevivência.

Digo isso porque Fátima não tem base política nenhuma na Assembleia, dois ou três deputados no máximo, os demais são aliados que nem morrem de amores por Fátima, pelo contrário, até lhe tem certa antipatia, mas torcem a cara por causa do presidente da AL, Ezequiel Ferreira.

Se amanhã, por um motivo ou outro, Ezequiel se afasta de Fátima, o quadro muda drasticamente. A governadora terá enormes dificuldades para seguir administrando.

O leitor pode perguntar: Fátima é refém de Ezequiel? No sentido literal é sim.  Na hora que Ezequiel romper, adeus estabilidade política para a gestão.

Nesse jogo não tem menino besta, cada qual com seu interesse. Ezequiel se mantém aliado de Fátima porque está tendo suas necessidades atendidas. Necessidades políticas e institucionais, viu.

Fátima tem três escolhas: ou continua de bem com o presidente da AL e se fia nele para continuar tendo sustentação no Legislativo ou então tenta montar uma bancada própria, cooptando diretamente os deputados que estão na zona do oferecimento ou chuta o pau da barraca e parte para o enfrentamento.

Até agora, ela cravou a primeira opção.

Ezequiel, satisfeito, vai correspondendo.

NÃO SE TRATA DE BOLSOMINIONS OU DE ESQUERDOPATAS, SE TRATA DE CONFIANÇA NA JUSTIÇA

18 de Julho de 2019 | 11:18hs
Imagem [0]

Não estou falando de esquerdopatas ou bolsominions, estou argumentando sobre segurança jurídica no nosso País, onde o STF que ora autoriza usar dados do COAF em investigações sem autorização judicial e ora não autoriza, dependa para definir, de quem seja o réu.

Não estou falando de esquerdopatas ou bolsominions, estou argumentando sobre a proteção que todo cidadão deve ter que as cortes judiciárias serão órgãos de aplicação da lei e de defesa dos princípios legais.

Não estou falando de esquerdopatas ou bolsominions, estou falando que não é válido o argumento de que a investigação tem que ser contra uns e outros não. Não é justo que se ache correto que a justiça deve pesar sobre uns e outros não.

Não estou falando de esquerdopatas ou bolsominions, estou defendendo que a justiça seja cega, não veja cara e nem cor, que eu e você tenhamos a garantia que a lei será respeitada seja contra nós, seja contra os outros.

Só isso.

OS PRÉ-CANDIDATOS EM MOSSORÓ E SEUS PROJETOS SOCIAIS PARA ENTRAREM NOS BAIRROS COM UMA PRÉ-CAMPANHA

16 de Julho de 2019 | 14:21hs
Imagem [0]

A prefeita Rosalba Ciarlini, pré-candidata a reeleição em 2020, ampliou suas andanças pelos bairros de Mossoró e está projetando o retorno do projeto “Vila Cidadã” que reúne nos bairros ações de cidadania e saúde.

A deputada estadual Isolda Dantas anuncia o começo do projeto “Emendas Populares” que vai levar aos bairros de Mossoró não apenas a possibilidade de o povo indicar emendas para o orçamento estadual, assim como haverá ações culturais e de cidadania.

Por sua vez o deputado estadual Alysson Bezerra se prepara para dar continuidade ao projeto ‘Meu Deputado em Ação” com a realização de atividades de concentradas num bairro de Mossoró com ações de saúde, educação e cidadania.

O que tem em comum a “Vila Cidadã”, “Emendas Populares” e “Meu Deputado em Ação”?

São todos eventos de visibilidade eleitoral visando projetar seus idealizadores rumo as urnas no ano que vem.

Quem age assim, não se faz de gago, nem de surdo. Diz em alto e bom som que é pré-candidato a prefeito e está atrás de votos.

Não é ilegal, não é imoral. É mais da mesma coisa. O de sempre. Sem novidades.

Se algum eleitor está ansioso esperando algo diferente, inovador, o filme que está passando na tela deixa a sensação de que já foi assistido antes. Dezenas de vezes.

E o final?

Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br