UMA SUGESTÃO DE COMO A BANCADA FEDERAL DO RN PODE TRABALHAR FAZENDO A "NOVA POLÍTICA"

07 de Abril de 2019 | 11:03hs
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A realidade das emendas impositivas no orçamento da União, traz uma nova necessidade de interação dos nossos representantes políticos em Brasília com a população de todas as regiões do Estado.

Não é mais o tempo de reuniões de bancada em restaurante ou escritórios luxuosos em Brasília. Das quais só tomamos conhecimento através de algumas fotos em redes sociais ou blogs.

Não é mais o tempo de discutir as propostas gabando-se do conhecimento privilegiado que cada parlamentar possa ter das necessidades do nosso Estado.

Não é mais o tempo de apenas ouvir um aliado aqui e outro acolá, para saber o que eles querem, como parâmetro para definir quais emendas devem ser aprovadas.

Sugiro que a atual bancada em Brasília, nossos 3 senadores e 8 deputados federais, pensem num formato diferente para conduzirem seus mandatos.

E aqui vai uma sugestão.

Façam as reuniões de bancadas nas cidades-polos de cada região do RN. Convidem prefeitos, vereadores, lideranças populares, movimentos organizados, sentem juntos, discutam necessidades, prioridades, direcionamentos.

E sugiro que não seja apenas uma reunião de bancada ao ano para definir as emendas, mas que pelo menos a cada dois meses ocorram essas reuniões aqui no Estado.

Seria uma ótima oportunidade para os parlamentares conhecerem as diversas opiniões, as sugestões, se aproximarem dos cidadãos.

Seria uma ótima oportunidade para os deputados e senadores tidos como distantes do povo, que só aparecem em andanças pelos municípios em períodos eleitorais, mostrarem um desejo de aproximação.

Seria uma ótima oportunidade para os parlamentares mostrarem seus trabalhos. Muitas das necessidades, quem sabe, já não são alvos de alguma luta de um ou outro parlamentar, eis a chance de mostrar isso.

Já que se fala tanto em nova política, faço essa sugestão, não como peça de marketing para políticos, mas como ação efetiva de proximidade e aprimoramento na prestação do serviço ao povo potiguar.

 

NATAL PERDEU UM EMENDA NO ORÇAMENTO E PROTESTOU. O INTERIOR FOI ESQUECIDO E NUNCA DEU UM PIO

07 de Abril de 2019 | 11:02hs
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Taí um exemplo a ser seguido pelos representantes políticos do interior do Estado, vereadores, prefeitos, entidades, setores organizados da sociedade, repetir o que houve com Natal em relação as emendas impositivas do orçamento da União.

Na hora que a bancada federal resolveu cortar R$ 24  milhões de emendas destinadas a reestruturação da orla da Redinha, em Natal, teve protesto de toda ordem.

A tal ponto que obrigou a bancada federal a rever a situação e destinar pelo menos R$ 8,5 milhões para a obra.

Durante anos, Mossoró e o interior do Estado assistiram a emendas serem destinadas a Natal e a grande Natal. No turismo principalmente.  Mas também nas obras estruturantes, na urbanização, no desenvolvimento industrial.

E nunca fomos capazes de reunir meia dúzia de gatos pingados para protestar ou reivindicar. Os vereadores e prefeitos de dezenas de municípios deram de ombros. Ninguém fez nada.

E não fizeram nada porque não sabiam o que reivindicar. Se acostumaram com a falta de verbas. Nunca se preocuparam em elaborar projetos, visualizar o futuro.

Cada qual no seu canto, defendendo o seu interesse.

Fica aí o exemplo.

PESQUISA MOSTRA QUE MAIS DE UM TERÇO DOS BRASILEIROS CONCORDA EM COMEMORAR O GOLPE DE 64

06 de Abril de 2019 | 09:48hs
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A FOLHA DE São Paulo divulgou hoje uma pesquisa realizada pelo Datafolha com 2.086 entrevistados que responderam a seguinte pergunta:

O dia 31 de março de 1964 marcou o início da ditadura militar no Brasil. Na sua opinião, essa data deveria ser comemorada ou desprezada?

57% disseram que devia ser desprezada, 36% disseram que deveria ser comemorada, 7% não responderam.

Como se observa a maioria dos brasileiros é contra o que foi pedido pelo presidente Bolsonaro, para que se comemorasse a data.

O que me preocupa mesmo é 36% da população brasileira ser favorável a comemoração. Ou seja, mais de um terço dos brasileiros acham que devemos comemorar o golpe de 64.

Isso é preocupante, é uma distorção dos fatos históricos.

E se me preocupo pelo fato de tanta gente achar que a ditadura fez um bem para o Brasil, me preocupo mais ainda porque é muita gente seguindo um líder com ideais tão estranhos a democracia, a liberdade e a dignidade humana.

OPOSIÇÃO EM MOSSORÓ SABE QUE PRECISA SE UNIR, MAS ENTRAVES SÃO MUITOS

06 de Abril de 2019 | 09:47hs
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O Solidariedade deu um primeiro passo para construção de um diálogo com a oposição em Mossoró.

Na posse de Alysson Bezerra na presidência da sigla em Mossoró, o partido convidou as lideranças dos diversos partidos de oposição para estarem presentes.

Todos os discursos sinalizaram para a necessidade de coesão.

Fez o certo, mas isso não significa ainda muita coisa.

O PT que esteve presente com Isolda, não entrará no barco enquanto Kelps for tão duro com o governo de Fátima Bezerra.

Tião Couto e Jorge do Rosário, representantes do PR em Mossoró, não concordam com a ideia de começar o diálogo com o Solidariedade trazendo para a mesa um nome já posto.

O PSL representado pelo Dr. Daniel é um estranho no ninho do Solidariedade, levando em conta os ideais que são completamente opostos.

Não estou defendendo que o diálogo é impossível, apenas expondo que a presença de todos no evento do Solidariedade sinaliza que há um desejo de conversar, mas é com todos na mesa que os entraves vão vir a superfície.

PAULO GUEDES É UM MACACO EM LOJA DE CRISTAIS QUANDO SE TRATA DE CONQUISTAR APOIOS PARA A REFORMA

04 de Abril de 2019 | 14:46hs
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O ministro Paulo Guedes caiu na armadilha que lhe prepararam na comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Caiu feito um patinho.

Todo mundo já sabia que a oposição iria tentar desestabilizar o ministro. Não deu outra. No primeiro bate-boca que surgiu, Guedes já foi xingando a mãe e avó do pessoal.

Não concordo com os termos apelativos do deputado Zeca Dirceu (PT) que disse o ministro era um tchuthuca.

Não concordo com qualquer estratégia que seja levar um debate de tamanha importância para esse nível.

Não concordo com argumentos que visam apenas tirar o outro lado do sério.

Mas o ministro Paulo Guedes caiu feio na armadilha e serviu-se numa bandeja para que a oposição alcançasse seus objetivos.

Ora, a ida de Guedes a comissão era uma estratégia para angariar apoios para a reforma da previdência, que todos sabem ser necessária, mas é impopular devido seu conteúdo que retira direitos.

Guedes não vai conquistar apoio de ninguém xingando mãe de deputado ou apontando o dedo para o plenário e dizer que se a reforma não passar todos ali serão os culpados.

Como estrategista político, Paulo Guedes é um desastre.

Chama a atenção a falta de uma tropa de choque do Governo. São raros os deputados que topam dar a cara para defender o governo e a reforma.

Está todo mundo atrás da moita esperando no que vai dar.

A repetir-se o que fez Guedes ontem na CCJ, tem tudo pra dar errado.

ALGUÉM CONHECE UMA SÓ RAZÃO PARA O PAULISTA PAULO SKAF SE TORNAR CIDADÃO MOSSOROENSE?

04 de Abril de 2019 | 14:43hs
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A concessão de um título de cidadania é um reconhecimento que o Poder Legislativo faz a uma pessoa que não tendo nascido na cidade, tem em seu currículo uma folha de prestação de serviços relevantes em favor dos cidadãos daquele município.

É um reconhecimento a quem fez algo de grande magnitude pelo município.

Pra receber esse título é fundamental a existência de uma identidade da pessoa com a cidade, um elo que justifique a premiação.

Tornar-se cidadão de direito é ser igual aos nascidos naquela terra.

O título de cidadania não pode ser banalizado.

Como já disse é um reconhecimento, uma honraria, uma retribuição por algo significativo.

Em razão do exposto, não concordo de modo algum com a iniciativa do vereador Rondinelli Carlos que apresentou na Câmara Municipal a proposta de concessão de título de cidadania ao empresário paulista Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

Paulo Skaf fez algo relevante por Mossoró? 

Paulo Skaf tem alguma identidade com Mossoró?

Paulo Skaf sabe sequer onde fica Mossoró?

Existem centenas de pessoas que merecem esse título, pessoas que fazem ações simples, porém significativas, relevantes, construtivas, pelo bem da cidade.

Mas, não são reconhecidas. Porque são apenas pessoas simples. A maioria são pobres.

Esses sim, verdadeiros mossoroenses.

Paulo Skaf, jamais.

SUCESSÃO 2020: DEVER DE CASA É FAZER PLANEJAMENTO E TER ARTICULAÇÃO

04 de Abril de 2019 | 14:42hs
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O deputado estadual Alysson Bezerra assumiu o comando do Partido Solidariedade em Mossoró.

O partido não fez questão de esconder que Alysson é hoje pré-candidato a prefeito da cidade, embora o próprio deputado diga que não é. Ainda não é.

É uma postulação natural essa de Alysson, seu desempenho em Mossoró na eleição passada, com mais de 13 mil votos, surpreendendo os grupos políticos da cidade, lhe cacifam para essa candidatura.

É muito cedo para obter respostas mais conclusivas se o nome de Alysson tem viabilidade na disputa ou não. O eleitor ainda está muito distanciado da sucessão municipal que ocorrerá no ano que vem e não sinaliza com tendências ou simpatias.

Diante das incertezas, o caminho a ser seguido é do planejamento e articulação. Esse é o dever de casa do momento.

O Solidariedade de Alysson tem dificuldade de conversar com o PT, dada a oposição contundente que o partido tem feito à gestão de Fátima Bezerra.

O Solidariedade também tem dificuldades com os núcleos bolsonaristas da cidade, devido o flagrante distanciamento de ideias.

Com o PR de Tião Couto e Jorge do Rosário, o Solidariedade ainda não buscou aproximação.

Esse quadro demonstra apenas que não há nenhum dever de casa sendo cumprido neste momento pelo Solidariedade.

Esperar o cavalo passar selado, ou seja, contar apenas com o fator sorte, não é uma ação planejada, é apenas uma aposta.

 

O QUE A PARAÍBA TEM E NÓS NÃO TEMOS?

03 de Abril de 2019 | 11:55hs
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O governador da Paraiba, João Azevêdo, assinou, nesta terça-feira (2), no Palácio da Redenção, em João Pessoa, juntamente com investidores chineses e norte-americanos, o protocolo de intenções para instalação de um estaleiro para reparos navais, no município de Lucena, na região metropolitana. O empreendimento receberá investimentos iniciais na ordem de R$ 3,5 bilhões e deve gerar seis mil empregos na Paraíba.

O gestor apresentou ainda as propostas do Governo do Estado para expandir o Porto de Cabedelo e melhorar a logística de acesso ao estaleiro, a exemplo da ponte Cabedelo – Lucena.

É importante destacar que no Atlântico Sul, abaixo do Equador, não existe nenhum estaleiro para médios e grandes navios; a frota brasileira de navios petroleiros, por exemplo, vai para a China fazer manutenção.

 

COMENTÁRIO:

Diga se num dá inveja uma notícia dessas?

Lá na Paraíba se paga a folha salarial em dia, o décimo terceiro está atualizado, não foi usado todo o saldo do fundo da previdência e os investimentos estão chegando.

Na Paraíba não tem petróleo, não tem fruticultura irrigada, não tem sal e o turismo não chega nem aos pés do turismo no RN.

AO CONTRÁRIO DO QUE DIZ DEPUTADO, FÁTIMA NÃO TENTOU HUMILHAR O COMANDANTE DA PM

03 de Abril de 2019 | 11:04hs
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O deputado estadual Coronel Azevedo (PSL) publicou em suas redes sociais que a governadora Fátima Bezerra tentou humilhar o comandante da Polícia Militar.

Segundo o deputado, o fato se deu num evento público onde Fátima teria se dirigido ao comandante sugerindo que houvesse um tratamento com mais educação nas abordagens policiais.

Com todo respeito que tenho ao Coronel Azevedo, a quem tenho como cidadão digno, competente e de grande caráter, mas não consigo enxergar a humilhação citada.

Talvez a queixa se deva ao fato dela ter se reportado em público ao comandante. Mas, mesmo assim, foi algo absolutamente normal.

Talvez, se não tivéssemos tantos casos de abordagens truculentas, tantos vídeos nas redes sociais expondo uma força desnecessária, não houvesse necessidade de a governadora fazer a recomendação.

É claro também que não se trata de pedir ao policial que aborde bandidos cheios de cuidados, gentilezas. Mas se não há um extremo, também não deveria existir o outro.

Abordagem mais educada não significa “com licença” e nem “por favor” para abordar bandidos, mas discernimento para saber lidar com as diversas situações.

Há abordagens em áreas de perigo e com potenciais suspeitos e há abordagens com função preventiva em ambientes não tão ofensivos. Basta discernir um pouco.

Fátima, como governadora, eleita pela maioria do povo potiguar, responsável pela gestão pública no RN, tem o direito de recomendar atitudes de gestão aos que estão a ela subordinados.

Não há humilhação, nem ofensa na atitude da governadora ao recomendar, conforme a interpretação que faço da fala dela, que os policiais façam o devido discernimento nas abordagens para evitar truculência desnecessária.

É minha opinião.

 

GOVERNO AVISA QUE QUASE NÃO CONSEGUE FECHAR A FOLHA DE ABRIL. AINDA VAI FICAR PIOR.

03 de Abril de 2019 | 11:03hs
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Está ficando cada vez mais difícil entender as contas que a governadora Fátima Bezerra vem apresentando a população.

Desde já esclareço que não tenho intenção de ficar aqui martelando críticas contra a gestão petista, mas tá difícil não o fazer.

Hoje leio entrevista de um técnico da secretaria do Planejamento explicando que esse mês de abril foi um verdadeiro milagre ajustar para pagar em dia a folha do mês.

Então, por favor, alguém me explique como o governo vai sustentar a casa quando vender antecipadamente os royalties dos próximos quatro anos?

É uma conta simples. Digamos que eu ganho R$ 1.000,00 por mês e não consigo pagar minhas contas. Vou passar a ganhar apenas R$ 900,00 porque abri mão de R$ 100,00 numa negociação que eu fiz para pagar umas contas atrasadas. Então, na prática, minha vida vai ficar mais apertada ainda, porque se com R$ 1.000 não dava, imagina com R$ 900,00.

Ora, se hoje o Governo gasta hoje cerca de R$ 100 milhões por mês a mais do que arrecada, quando não tiver os royalties o rombo vai ser maior ainda.

E a cada empréstimo que fizer, o rombo cresce, porque é menos dinheiro que fica no caixa do final do mês.

E se isso é grave, pior ainda é sabermos que se vender os royalties a lei não permite que o governo use esse dinheiro para pagar a folha em atraso.

Alguém me explique, por favor, porque juro que não tou entendendo nada.

Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br