ANTECIPAR O MCJ 2020 É O MODO QUE ROSALBA ENCONTROU PARA CRIAR UMA PAUTA POSITIVA COM OBJETIVO ELEITORAL

19 de Agosto de 2019 | 09:43hs
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Qual a real motivação da prefeita Rosalba Ciarlini ao anunciar hoje, 19 de agosto, com dez meses de antecedência, o esboço do Mossoró Cidade Junina de 2020?

Primeiro, não esqueçamos que 2020 é ano eleitoral e Rosalba vai estar na disputa.

Segundo, que Carlos Augusto tem crença fixada que o MCJ é um dos grandes cabos eleitorais de Rosalba.

Daí, se concluir objetivamente, que antecipar o MCJ 2020 é uma medida com viés eleitoral, bem mais do que administrativo.

Os rosalbistas hão de dizer: quando o MCJ era organizado nas coxas em cima da hora se criticava, agora que se organiza de forma antecipada, igualmente se critica.

O argumento é razoável. Se fosse somente esse o objetivo.

Enfrentando diariamente cobranças da população, vendo a Prefeitura atolada em dívidas e com a publicidade que está se dando ao descumprimento em massa do Programa de Governo, Rosalba faz um esforço para criar uma pauta positiva. O MCJ é uma válvula de escape sendo criada.

A preocupação não é tão somente organizar com folga no calendário a festa do ano que vem, mas proporcionar uma sequência de notícias que mantenha viva na mente do eleitor que Rosalba foi, é e sempre será a mãe da criança.

O MCJ é uma onda que Rosalba sempre surfou muito bem e Carlos Augusto apenas está providenciando que essa onda possa durar o ano todo.

PLANO DE GOVERNO DE ROSALBA PREVIA UM NOVO AEROPORTO E AMPLIAÇÃO E URBANIZAÇÃO DA AV. RIO BRANCO

15 de Agosto de 2019 | 08:47hs
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Quem se debruça sobre o Plano de Governo(PG) da prefeita Rosalba Ciarlini, apresentado aos mossoroense durante a campanha eleitoral de 2016 na forma de compromissos para uma nova gestão, fica com a sensação que se trata de um roteiro de ficção. Pouca coisa do que está lá se tornou realidade. 

Este blog vem analisando o Programa de Governo e detectando as propostas não realizadas. Já focamos sobre a duplicação da Avenida Francisco Mota, a criação do Complexo da Resistência, a construção da Avenida Universitária e a abertura da Estrada do Sal, que eram propostas do PG e nunca se tornaram realidade. 

Ainda na área do desenvolvimento urbano, Rosalba prometeu ao povo de Mossoró que iria concluir o eixo sul da Avenida Rio Branco para promover a ampliação do Corredor Cultural (Prolongamento, Urbanização e Humanização). Esse trecho segue da avenida Rio Branca, altura da Praça de Esportes e iria até a BR 304 no bairro Belo Horizonte. 

Outra promessa que nunca saiu do papel. 

Nas justificativas que apresentou ao defender a proposta no PG, Rosalba explicou que “A nova gestão objetivava recuperar a capacidade de planejamento da cidade e executar projetos indispensáveis à população, vislumbrando uma cidade sustentável, saudável nos seus aspectos humanos, ambientais e econômicos”. 

Para demonstrar sua preocupação com o futuro, Rosalba fez incluir entre suas propostas o apoio para a construção do novo Aeroporto de Mossoró.

Não há nos registros dos atos da Prefeitura Municipal nos últimos dois anos qualquer ação realizada no sentido de cumprir a promessa feita sobre o aeroporto.

O ficcionismo do Programa de Governo de Rosalba envolvia outras propostas que numa leitura atual revelam um amontoado de boas propostas esvaziadas pela irresponsabilidade do seu não cumprimento.

Senão vejamos o que consta ainda no Programa de Governo de 2016:

- Reformar e restaurar os mercados públicos;

- Efetuar estudos para estimular e conceder incentivos à criação de estacionamentos rotativos;

- Construir obras de drenagem e águas pluviais nos bairros Dom Jaime e Redenção;

- Construir um pontilhão com comportas na Rua Benício Filho no Bairro Alto de São Manuel. 

A sensação ao longo da leitura do Programa de Governo de Rosalba é que ele se propôs apenas a cumprir uma exigência da legislação eleitoral que obriga cada candidato a presentar um conjunto de propostas para a futura gestão.

Para cumprir a exigência, Rosalba não se importou em produzir um texto com inúmeras promessas que sabia jamais serem executadas.

Passados dois terços do mandato, a maioria dessas propostas parecem jamais ter tirado uma noite de sono da prefeita, causando uma ruga sequer.

Dormem na gaveta, esquecidas, sem preocupação alguma.

ROSALBA TAMBÉM NÃO CUMPRIU PROMESSAS DE FAZER A AVENIDA UNIVERSITÁRIA, O COMPLEXO DA RESISTÊNCIA E A ESTRADA DO SAL

13 de Agosto de 2019 | 11:57hs
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Não é apenas a duplicação da Avenida Francisco Mota que foi esquecida pela prefeita Rosalba Ciarlini, apesar da promessa constar no seu Programa de Governo apresentado a população mossoroense durante a campanha de 2016.

O pouco caso de Rosalba para com as propostas que fez a população e que resultou na sua eleição para o quarto mandato como prefeita de Mossoró se repete em diversos outros compromissos que até hoje, após a prefeita completar dois terços do mandato, nunca foram alvo de nenhuma iniciativa da gestora para torna-los realidade.

Consta no programa de governo de Rosalba: 

- Elaborar projeto e executar a construção do Complexo da Resistência, interligando o Conjunto Vingt Rosado ao Bairro Barrocas;

- Implantar a Avenida Universitária, no bairro Dom Jaime Câmara, para interligar o Conjunto Vingt Rosado a BR-304;

- Elaborar projeto da Estrada do Sal e buscar parcerias para sua execução, objetivando a interligação da BR-110 a BR- 304. 

Nenhum mossoroense é capaz de apontar onde fica o tal Complexo da Resistência, muito menos a Avenida Universitária. A Estrada do Sal é outra proposta da qual o cidadão jamais ouviu falar.

Pesquisando nas notícias postadas desde janeiro de 2017 no site da Prefeitura de Mossoró o blog não encontra nenhuma referência a atos, ações ou programas da Prefeitura que sinalize para a concretização dessas propostas.

A sensação que se tem é que Rosalba elaborou seu Programa de Governo sem o mínimo de preocupação em cumprir com os compromissos assumidos.

Não se trata apenas de obras não realizadas até o momento, mas de ações que sequer fizeram parte da agenda de atividades da prefeita do município. As falsas promessas feitas durante a campanha correm o riscod e voltarem com novo texto ou novos títulos no Programa de Governo da eleição do ano que vem.

O Blog continuará  com a série de postagens passando um pente fino no Programa de Governo de Rosalba “vendido” aos mossoroenses durante a campanha e que parece ter se tornado roteiro de ficção.

PREFEITURA DE MOSSORÓ COMPLETA TRÊS MESES SEM PAGAR SERVIÇOS DAS CLÍNICAS MÉDICAS E LABORATÓRIOS

13 de Agosto de 2019 | 11:56hs
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A Prefeitura de Mossoró está há 3 meses sem pagar os contratos do Sistema de Informação Ambulatorial (SIA) mesmo com os repasses já tendo sido feitos pelo Ministério da Saúde.

Através deste sistema o município paga os contratos de serviços fornecidos pelas clínicas médicas, laboratórios, ambulatórios, maternidades e hospitais.

Segundo uma fonte do blog ainda não foram pagos os meses de janeiro, junho e julho de 2019. O temos dos profissionais que prestaram o serviço é que o dinheiro recebido pelo município tenha sido destinado para pagamento da festa do Mossoró Cidade Junina.

Há uma grande revolta dos credores na área de saúde com os constantes atrasos de pagamentos. Há situações, como o Hospital Wilson Rosado, que teve que judicializar a cobrança na expectativa de conseguir receber os pagamentos em atraso.

A maioria destes contratos são antigos, alguns existentes há mais de 20 anos, e a prefeita tem sido insensível. Há possibilidade destes credores organizarem nos próximos dias uma paralisação da prestação dos serviços.

Este blog publicou recentemente que a Prefeitura de Mossoró está aplicando um calote generalizado na quase totalidade se seus fornecedores e prestadores de serviço. Não há hoje um só contrato em dia. A prefeitura negou os atrasos, mas a realidade mostrou que isso não é verdade.

PROGRAMA DE GOVERNO DE ROSALBA PROMETIA DUPLICAR A AV. FRANCISCO MOTA. NENHUM PASSO FOI DADO.

12 de Agosto de 2019 | 09:28hs
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O Programa de Governo (PG) apresentado pela então candidata Rosalba Ciarlini aos mossoroenses na campanha eleitoral de 2016, trazia entre os compromissos da futura governante do município a seguinte proposta:

“Estabelecer parcerias com o Governo Federal para a execução do projeto de duplicação da Avenida Francisco Mota”.

Decorridos dois terços do mandato de Rosalba, não há no histórico destes 32 meses de gestão nenhum ato concreto de Rosalba visando cumprir o compromisso feito. O município não moveu uma palha sequer para cumprir o prometido.

O tráfego na Avenida Francisco Mota é hoje um dos principais gargalos no trânsito da cidade. Principalmente o trevo de acesso a UERN, que, via de regra, se transforma em verdadeiro caos, nos horários de começo e término de aulas. Outro ponto de estrangulamento é o acesso ao conjunto Vingt Rosado.

A avenida Francisco Mota é uma das vias de maior importância para a economia da cidade recebendo todo o tráfego dos carregamentos de sal vindos das salinas da região de Areia Branca e dos criadouros de camarão na área

O fluxo na Francisco Mota acaba repercutindo nos congestionamentos da Avenida Leste-Oeste que nos horários de pico forma o maior engarrafamento entre todas as vias da cidade. Em alguns momentos no período da manhã e no final da tarde chega a superar a marca de 1 km de carros parados.

A falta de iniciativa da prefeita Rosalba Ciarlini com relação a proposta sobre a duplicação da Avenida Francisco Mota se repete em grande parte dos compromissos contidos no PG para as obras de infraestrutura viárias.

Rosalba não se preocupou até a presente data em pelo menos buscar o Ministério dos Transportes para propor a execução de um projeto já elaborado na gestão da ex-prefeita Fafá Rosado e que foi aprovado junto ao Ministério.

Consta que o projeto aprovado estaria apenas à espera dos recursos para execução. O projeto chegou a ser citado pelo ex-ministro de Transportes, Alfredo Nascimento, como uma das futuras obras a serem realizadas na cidade. Contudo, a atual prefeita não deu seguimento as cobranças em busca da concretização da obra.

A impressão que se tem é que o Programa de Governo foi montado apenas como uma obrigação perante a Justiça Eleitoral sem o comprometimento real com sua execução. São dezenas e mais dezenas de propostas que nunca saíram do papel.

O blog realizou consulta a todas as notícias veiculadas pelo site da Prefeitura de Mossoró no período em busca de ações noticiadas e não encontrou informações que indicassem alguma ação de Rosalba para o cumprimento da proposta.

NOTA DO BLOG

Este blog inicia com essa notícia uma série de reportagens que visam analisar as propostas contidas no Programa de Governo de Rosalba, apresentado na campanha de 2016, e as ações realizadas pela gestora até a presente data.

FÁTIMA BEZERRA ESQUECEU "FOCO" E NÃO TEM MAIS LUZ NO FIM DO TÚNEL PARA PAGAR ATRASADOS DE SERVIDORES

12 de Agosto de 2019 | 09:25hs
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A governadora Fátima Bezerra (PT) praticamente passou uma borracha sobre as propostas de obtenção de recursos extras para quitação das folhas em atraso dos servidores do Estado. O assunto está censurado no governo, não se fala mais nisso.

Fátima assumiu com o discurso de que iria atrás de fontes extras para quitar os atrasados. E vendeu para a opinião pública a ideia de que havia luz no fim do túnel e teria já no horizonte a solução para esse problema.

Á época que assumiu o governo, Fátima chegou a dizer que até o final este ano estaria com os atrasados quitados.

Para isso, existiam quatro ações planejadas e com recursos previstos.

R$ 350 milhões com antecipação dos royalties.

R$ 240 milhões com a venda da folha para outro banco.

R$ 600 milhões com a cessão onerosa do Pré-Sal repassados ao Estado.

R$ 160 milhões com a recuperação de dívidas fiscais.

Nada disso ocorreu. E Fátima preferiu não mais falar do assunto.

O leilão da venda antecipada dos royalties foi frustrado. Não apareceu nenhuma empresa interessada. O governo prometeu para junho uma nova tentativa. Não houve e nada mais foi dito sobre o tema.

A venda da folha de pessoal para um banco também não se concretizou. O Governo ainda justifica que a negociação está em andamento, mas estranhamente não divulga nada a respeito.

A cessão onerosa do Pré-Sal é incerta. A medida entrou no pacto dos governadores nordestinos proposto ao Governo Federal, mas não há nenhuma previsão de quando ocorrerá essa liberação.

A meta de recuperação fiscal não foi batida, sequer existem informações de como está funcionando esse programa.

Paralelo a decepção com a arrecadação extra de recursos, ocorre na atual gestão a gradativa perda de capacidade do Estado continuar pagando em dia.

Em março passado o Estado pagou no dia 15 a quem ganhava até 6 mil reais, pagou integralmente ao pessoal da segurança pública e antecipou 30% de quem ganhava acima de R$ 6 mil reais.

Em julho passado, só foi possível pagar no dia 15 a quem ganhava até R$ 3 mil. Ninguém mais.

Cientes de que a realidade é bem diferente do  tal “foco” prometido ao Fórum Estadual de servidores no início do ano, o governo adotou a estratégia de não mais falar sobre o assunto.

As medidas para obtenção de recursos extras sumiram dos discursos da equipe econômica e não se fala mais em cumprir a promessa de pagar todos os atrasados até o final do ano.

ROSALBA USA METODOLOGIA DE BOLSONARO NAS REDES SOCIAIS VISANDO IMPEDIR O DEBATE MAIS SÉRIO

06 de Agosto de 2019 | 09:58hs
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Há uma grande desconfiança por parte da opinião pública de que as polêmicas criadas rotineiramente pelo presidente Jair Bolsonaro, têm o objetivo de manter em atividade os bolsonaristas abnegados nas redes sociais.

É uma espécie de oferta de munição.

Sem essas pequenas doses diárias de polêmicas, teme-se que o exército das redes sociais se desmobilize e arrefeça.

Pois bem, neste aspecto existe uma certa similaridade de metodologia no estilo do rosalbismo em Mossoró fazer política.

A diferença é que Bolsonaro solta a horda para o ataque, Rosalba trabalha com a vitimização.

O método em Mossoró consiste em ativar núcleos nas redes sociais e na mídia “controlada” para analisarem os fatos e divulgarem comentários cuja imagem de Rosalba é sempre de vítima.

Para cumprirem o papel, o primeiro passo é escalar alguns alvos, entre políticos e profissionais da mídia, que serão provocados até reagirem.

O segundo passo é transformar as reações como se fossem ataques pessoais a prefeita. Daí a vitimização.

O método tem alcançado seus objetivos.

Principalmente porque inverte o debate político para um campo que Rosalba tem mestrado e doutorado.

E deixa de lado o debate sobre desenvolvimento, urbanismo, saúde, educação, empregos, qualidade de vida, etc.

Infelizmente alguns dos alvos se deixam cair na armadilha e fornecem a munição que o rosalbismo necessita. Tornam-se agressivos nos seus discursos e miram na pessoa de Rosalba.

Esse é o erro. Porque permite que o debate necessário e verdadeiro não aconteça.

Tenho ouvido muitas entrevistas e lido comentários que, via de regra, passam longe de explicitar os problemas e suas soluções.

A população quer ouvir mais sobre soluções. Quer saber o que cada um planeja, o que pretende fazer, o como pretende fazer.

Enquanto isso não acontece, nas redes sociais continua a lenga-lenga do dedo no olho.

ROSALBA QUER QUE O DEBATE DE 2020 SEJA SOBRE O BEM E O MAL E TEM GENTE CAINDO NISSO FEITO PATINHO

04 de Agosto de 2019 | 09:49hs
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Cometem um grande erro os pré-candidatos que desejarem reduzir a eleição municipal do ano que vem em Mossoró a um mero debate sobre o bem e o mal.  A velha e nova política. Direita e esquerda.

O que estamos assistindo nessa fase de pré-campanha é uma disputa onde faltam argumentos e sobram brigas de arquibancadas.

A prefeita Rosalba Ciarlini tem todo o interesse e já manipula seus comandados neste sentido, de promover pequenas guerrilhas entre grupos nas redes sociais, arrastando o debate para uma briga do bel contra o mal.

Nas entrevistas que tenho tomado conhecimento, principalmente de opositores de Rosalba, percebo que a metodologia rosalbista colhe seus frutos. Há uma enorme dificuldade de sair deste círculo vicioso.

Na eleição de 2016, quando Tião Couto foi candidato enfrentando Rosalba, houve uma pequena tentativa de levar o debate para o campo da gestão, mas o rosalbismo se impôs com sua estratégia de briga de rua e os opositores acabaram aceitando o modelo do embate em alguns momentos.

Ano que vem, Rosalba terá uma dificuldade maior de levar o processo eleitoral para as arquibancadas. Ela é a prefeita, é a vidraça, não tem mais um Silveira Júnior para apontar seu estilingue.

Os opositores de Rosalba precisam criar o antídoto para não caírem nas provocações que já são uma realidade novamente.

O verdadeiro debate que precisam criar é sobre a Mossoró que temos hoje e onde foi parar a ideia de metrópole do futuro que foi manchete nacional há alguns anos atrás.

Ao invés de perder tempo discutindo sobre o populismo de Rosalba, assunto que o eleitor está pouco se lixando, é preciso discutir concretamente a situação e as alternativas. Problema e solução.

Um exemplo é o abastecimento de água em Mossoró que tem travado o desenvolvimento urbanístico. A adutora de Apodi que está paralisada.

É discutir concretamente ações que podem ser implantadas para gerar empregos.

Discutir novas avenidas, novas estruturas urbanas que sirvam de pilares para o desenvolvimento.

A estratégia rosalbista é levar o debate sobre o quanto Rosalba é uma mãezona para Mossoró e esquecer as deficiências de sua gestão.

É hora de falar de projetos, propostas, ações.

O eleitor está bem informado, não precisa que lhe digam o óbvio.

Mas ele está esperando propostas que lhe agradem, que se mostrem viáveis, e que indiquem candidatos preparados para projetar Mossoró para o futuro.

Sem sentir essa segurança, o eleitor pode preferir Rosalba de novo. Pelo menos ela faz o básico.

Para se opor a isso, o desafio dos pré-candidatos de oposição é mostrarem que estão prontos e são opções confiáveis.

Mas não conseguirão isso perdendo tempo, com discursos que transforman Rosalba em vítima.

O SÉRGIO MORO DE HOJE NEM CHEGA PERTO DO SÉRGIO MORO DE ONTEM

04 de Agosto de 2019 | 09:48hs
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Fiquei atentamente observando nestes últimos dias os movimentos do ministro da Justiça, Sérgio Moro, diante dos atropelos provocados pelas declarações do presidente Jair Bolsonaro.

Fiquei imaginando o quanto está sendo constrangedor para o ex-juiz ter que se calar diante de situações que estariam a exigir que o Ministério da Justiça se pronunciasse.

Um exemplo é essa questão com a OAB. Bolsonaro ultrapassou o limite  ao insinuar que saberia contar como foi morto o pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. O pai dele foi preso pelo governo militar e foi morto nos porões das prisões da ditadura.

A OAB é um organismo inserido dentro do aparato da Justiça brasileira. Logo, uma questão dessa ordem, envolveria manifestação do Ministério da Justiça.

E Moro silenciou.

Assim como silenciou na questão do COAF e as investigações dentro da Receita sem autorização judicial contra alvos escolhidos.

Assim como silenciou em todas as questões polêmicas causadas pelo seu chefe e que de certa forma envolveram questões constitucionais e de ordem.

O Moro ministro não é mais nem a sombra do Moro juiz. Aquele cuja jurisdição assumiu a responsabilidade de julgar as ações da LavaJato.

Não estou tratando aqui das questões legais levantadas quando da descoberta das mensagens trocadas entre o juiz e os procuradores da LavaJato.

Estou falando apenas da mudança de postura do ontem para o hoje.

O Moro de hoje precisa quase que diariamente emitir uma nota de explicações sobre alguma coisa.

O Moro de hoje precisa recorrer as arquibancadas do maracanã.

O Moro de hoje se agarra a um pacote de medidas contra a corrupção como válvula de escape.

O Moro de ontem era um homem de Justiça, o Moro de hoje se esconde.  

DELTAN DALAGNOLL DEVERIA ENTENDER QUE O MELHOR AGORA É ELE SE AFASTAR DA LAVAJATO

04 de Agosto de 2019 | 09:47hs
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Deltan Dalagnoll, coordenador da operação LavaJato deveria pedir para se afastar do cargo. Não há mais condições para ele continuar no comando, sob pena de arrastar toda a operação para um rio de desconfianças.

Deltan tenta se agarra ainda aos frutos que a LavaJato produziu, a roubalheira descoberta, os bilhões recuperados. Ótimo, os resultados foram positivos, não se pode negar isso.

Assim como não se pode negar que se a LavaJato pariu o combate a roubalheira da Petrobras, também pariu vários projetos pessoais de vaidades e poder.

Tudo que que a Vaza-Jato revelou até agora mostra que Deltan ultrapassou a barreira do que é certo e errado por diversas vezes. E sem constrangimentos. Se sentindo no direito de imaginar um projeto de poder.

Difícil enumerar as maiores transgressões cometidas por Deltan. Se a tentativa de criação de um fundo de R$ 2,5 bilhões gerido pelos Procuradores da LavaJato; se os lucros calculados por palestras; se as combinações dos processos com o juiz do caso; se as delações premiadas “preparadas”; se as acusações feitas nos casos onde nem mesmo ele acreditava na força das provas.

Penso que não é uma discussão meramente sobre a questão legal que acarretar o afastamento de Deltan da LavaJato.

É a questão moral. Sua credibilidade está em cheque.

O próprio procurador deveria solicitar seu afastamento. Mas aí seria necessário que Deltan não fosse Deltan. Ora, se o ego o levou a esta situação, improvável que o use para tomar a decisão mais acertada.

Com a permanência da turma de Curitiba no controle das operações, de agora em diante teremos duas novas situações: os investigados criam musculatura para negarem e as cortes superiores não ficarão mais de joelhos para o que fizerem os procuradores.

Enfim, a LavaJato entrou numa encruzilhada, vamos ver qual caminho fará opção de seguir.

Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br