FÁTIMA DEPENDE DE EZEQUIEL FERREIRA ATÉ PARA RECEBER UM BOM DIA DENTRO DA ASSEMBLEIA

18 de Julho de 2019 | 11:19hs
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Quanto tempo durará a aliança que a governadora Fátima Bezerra tem com o bloco majoritário na Assembleia Legislativa?

A resposta a essa pergunta é fundamental para determinar o espaço de tempo em que o governo de Fátima terá oxigenação para se articular politicamente. Tempo de sobrevivência.

Digo isso porque Fátima não tem base política nenhuma na Assembleia, dois ou três deputados no máximo, os demais são aliados que nem morrem de amores por Fátima, pelo contrário, até lhe tem certa antipatia, mas torcem a cara por causa do presidente da AL, Ezequiel Ferreira.

Se amanhã, por um motivo ou outro, Ezequiel se afasta de Fátima, o quadro muda drasticamente. A governadora terá enormes dificuldades para seguir administrando.

O leitor pode perguntar: Fátima é refém de Ezequiel? No sentido literal é sim.  Na hora que Ezequiel romper, adeus estabilidade política para a gestão.

Nesse jogo não tem menino besta, cada qual com seu interesse. Ezequiel se mantém aliado de Fátima porque está tendo suas necessidades atendidas. Necessidades políticas e institucionais, viu.

Fátima tem três escolhas: ou continua de bem com o presidente da AL e se fia nele para continuar tendo sustentação no Legislativo ou então tenta montar uma bancada própria, cooptando diretamente os deputados que estão na zona do oferecimento ou chuta o pau da barraca e parte para o enfrentamento.

Até agora, ela cravou a primeira opção.

Ezequiel, satisfeito, vai correspondendo.

NÃO SE TRATA DE BOLSOMINIONS OU DE ESQUERDOPATAS, SE TRATA DE CONFIANÇA NA JUSTIÇA

18 de Julho de 2019 | 11:18hs
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Não estou falando de esquerdopatas ou bolsominions, estou argumentando sobre segurança jurídica no nosso País, onde o STF que ora autoriza usar dados do COAF em investigações sem autorização judicial e ora não autoriza, dependa para definir, de quem seja o réu.

Não estou falando de esquerdopatas ou bolsominions, estou argumentando sobre a proteção que todo cidadão deve ter que as cortes judiciárias serão órgãos de aplicação da lei e de defesa dos princípios legais.

Não estou falando de esquerdopatas ou bolsominions, estou falando que não é válido o argumento de que a investigação tem que ser contra uns e outros não. Não é justo que se ache correto que a justiça deve pesar sobre uns e outros não.

Não estou falando de esquerdopatas ou bolsominions, estou defendendo que a justiça seja cega, não veja cara e nem cor, que eu e você tenhamos a garantia que a lei será respeitada seja contra nós, seja contra os outros.

Só isso.

OS PRÉ-CANDIDATOS EM MOSSORÓ E SEUS PROJETOS SOCIAIS PARA ENTRAREM NOS BAIRROS COM UMA PRÉ-CAMPANHA

16 de Julho de 2019 | 14:21hs
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A prefeita Rosalba Ciarlini, pré-candidata a reeleição em 2020, ampliou suas andanças pelos bairros de Mossoró e está projetando o retorno do projeto “Vila Cidadã” que reúne nos bairros ações de cidadania e saúde.

A deputada estadual Isolda Dantas anuncia o começo do projeto “Emendas Populares” que vai levar aos bairros de Mossoró não apenas a possibilidade de o povo indicar emendas para o orçamento estadual, assim como haverá ações culturais e de cidadania.

Por sua vez o deputado estadual Alysson Bezerra se prepara para dar continuidade ao projeto ‘Meu Deputado em Ação” com a realização de atividades de concentradas num bairro de Mossoró com ações de saúde, educação e cidadania.

O que tem em comum a “Vila Cidadã”, “Emendas Populares” e “Meu Deputado em Ação”?

São todos eventos de visibilidade eleitoral visando projetar seus idealizadores rumo as urnas no ano que vem.

Quem age assim, não se faz de gago, nem de surdo. Diz em alto e bom som que é pré-candidato a prefeito e está atrás de votos.

Não é ilegal, não é imoral. É mais da mesma coisa. O de sempre. Sem novidades.

Se algum eleitor está ansioso esperando algo diferente, inovador, o filme que está passando na tela deixa a sensação de que já foi assistido antes. Dezenas de vezes.

E o final?

A REPERCUSSÃO SOBRE UMA POSSÍVEL CANDIDATURA DE JORGE DO ROSÁRIO EM MOSSORÓ

16 de Julho de 2019 | 14:20hs
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Centenas de leitores do blog e das redes sociais escreveram comentários ou enviaram postagens diretas para mim, comentando sobre o artigo que escrevi defendendo o nome de Jorge do Rosário para disputar a Prefeitura de Mossoró, em 2020.

Nas centenas de comentários, alguns detalhes me chamaram a atenção.

Primeiro, a unanimidade dos leitores em afirmar que Jorge tem um bom perfil para ser candidato. Gente boa, cara do bem, bem preparado, excelente candidato, amigo de todos, foram algumas das expressões usadas para qualificar o perfil de Jorge.

Segundo, ninguém descarta o nome de Jorge. Seja aliado ou adversário. Quando não acham adequado para ser o candidato a prefeito por uma questão de conveniência, dizem que seria excelente vice de qualquer candidato.

Terceiro, quase todo mundo me perguntou se falo em nome de Jorge. A resposta é não. Falo em meu nome próprio.

Quarto, alguns citaram o erro político cometido em 2018 com junção do PR a chapa de Robinson Faria. Penso que melhor ser criticado por ter feito uma escolha errada do que por ter roubado.

Meu comentário teve o objetivo de expor no tema da sucessão o nome de Jorge do Rosário porque entendo que está qualificadíssimo, se desejar, para disputar a Prefeitura de Mossoró.

ROGÉRIO MARINHO TERIA EXCELENTES CHANCES ELEITORAIS SE FOI CANDIDATO POR SÃO PAULO

16 de Julho de 2019 | 14:19hs
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Dizem as notícias do dia de hoje que o ex-deputado federal Rogério Marinho estaria propenso a mudar seu título eleitoral para São Paulo e ser candidato por lá.

Como Rogério não desmentiu, pode ser que haja um fundo de verdade nisso.

Rogério sabe que no Rio Grande do Norte seu futuro eleitoral está com uma bigorna gigante amarrada ao seu pescoço. Ou seja, não há futuro.

Nem seu sonho de ser prefeito de Natal poderá ser realizado. Ele entrou no rol de políticos que não são bem vistos pelo eleitor em geral. Vou logo dizendo que não vou adentrar nos méritos ou deméritos desta situação.

Acho que Rogério tem maiores possibilidades de um futuro político mais promissor.

O eleitorado paulista é muito plural e elegeu personagens polêmicos: Tiririca mesma depois de dizer que havia renunciado, o polêmico Alexandre Frota, A histérica Janaína Paschoal, a briguenta Joyce Pascowitch.

Não estou dizendo que Rogério se acharia em São Paulo por ter algum perfil histriônico, não é o caso.

Penso que devido a esse perfil diversificado do eleitorado haveria um bom espaço a ser ocupado por Rogério pelo seu papel nas reformas trabalhista e previdenciária.

A fatia do eleitorado no RN  que reconhece em Rogério um bom perfil político não é suficiente para elegê-lo, mas em SP, pelo grande número de eleitores e as muitas vagas no Parlamento Federal, seria mais do que suficiente.

A não ser que ele queira ser candidato a prefeito em São Paulo, aí é outra história.

JORGE DO ROSÁRIO É O MELHOR NOME QUE A OPOSIÇÃO EM MOSSORÓ TEM PARA DISPUTAR A PREFEITURA

13 de Julho de 2019 | 14:55hs
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Muitas pessoas me perguntam qual o melhor projeto que existiria hoje para disputar a prefeitura de Mossoró representando a oposição num enfrentamento com a prefeita Rosalba Ciarlini.

Minha opinião é que esse projeto hoje é sem dúvidas melhor representado através do nome de Jorge do Rosário.

Jorge foi candidato em 2016 a vice-prefeito e candidato a deputado estadual em 2018 a deputado estadual. Foi derrotado. O que teria de diferente em 2020 é que parece existir uma circunstância mais específica em prol de um perfil como o dele.

Enquanto em 2018, nomes  como Bolsonaro e de militantes extremados de direita se encaixaram na rejeição radical aos sistemas políticos, penso que em 2020 o eleitor estará mais em busca de algo mais racional  e capacitado.

A primeira questão que o leitor do blog pode levantar é se Jorge aceitaria ou não uma candidatura, considerando que muito se fala que Jorge teria desistido da política, após os dois reveses nas disputas anteriores.

Conheço Jorge de um bom tempo e sei que suas candidaturas anteriores não nasceram de projetos políticos pessoais, tampouco de vaidade ou de necessidade de poder. Suas decisões estiveram sempre ligadas a possibilidade de implantar coisas novas na política.

Ora, sendo essa a motivação que o impulsiona, então é de se deduzir que existindo um projeto de oposição viável e bem construído, Jorge consideraria a possibilidade de ser candidato novamente.

Observem que Jorge tem participado de todas as reuniões políticas a que tem sido convidado e de todas as articulações e tem dado entrevistas sobre 2020 com muita desenvoltura.

Na imprensa ele tem dado coordenadas, afirmando que o caminho a ser seguido seria inicialmente de construção de um projeto político sobre a Mossoró que queremos, a Mossoró Melhor do futuro, e que somente depois se buscaria algum nome com perfil para representar esses ideais com uma candidatura.

Cada eleição gera cenários diferentes com possibilidades diferentes. Em 2016, Tião e Jorge formaram dobradinha e endureceram o jogo contra Rosalba que só saiu vencedora graças a um perfil anterior de três gestões bem-sucedidas, beneficiada ainda pelos péssimos resultados da administração de Francisco José Júnior.

Em 2020 Rosalba muda de lado, vai de estilingue a vidraça, é a gestora em busca de reeleição com desempenho não tão eficiente, com avaliação regular e com queda flagrante nas intenções de votos.

Jorge tem uma imagem na cidade de empresário sério, bem-sucedido, inteligente e de bom trato. Portanto, mais que credenciado junto ao eleitor.

Minha defesa do nome de Jorge em relação a outros nomes como os deputados Alysson Bezerra e Isolda Dantas, é que Jorge representa um perfil comprometido com um projeto de gestão, enquanto que Alysson e Isolda representam hoje projetos partidários, de poder.

Não faço ideia como as articulações vão prosseguir, apenas tenho uma opinião clara cobre qual seria o melhor caminho.

Que fique claro, portanto, é uma opinião somente. A Minha.

VERGONHOSA A FORMA COMO A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO RN TEM TRATADO O DINHEIRO PÚBLICO

13 de Julho de 2019 | 14:54hs
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A forma como a Assembleia Legislativa está tratando o dinheiro público é um escárnio com a situação das finanças do estado do Rio Grande do Norte.

Depois de ter promovido um drible eleitoral comprando 50 viaturas policiais e 61 ambulâncias e destinando aos deputados para fazerem proselitismo nos municípios onde tinham apoios, a AL agora resolveu bancar mais uma farra com dinheiro do povo.

O presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, mandou pagar um show com Flávio José na praça central de Currais Novos, cidade que é sede política do presidente. O custo da brincadeira: R$ 50 mil.

Eu não vejo outra explicação para isso senão uma enorme desfaçatez em usar recursos públicos.

Isso tudo num momento em que os deputados negaram devolver aos cofres do Estado as sobras de recursos no final de cada ano contábil.

A justificativa para não devolver: não está sobrando dinheiro.

Assembleia Legislativa não tem nada que comprar viatura, não tem nada que comprar ambulância, não tem nada que pagar show em praça pública. Não é essa sua função.

O custo de cada deputado no RN dividido por cada habitante é o maior em todo o Brasil.

Infelizmente essa é a realidade, tão desvirtuando com força o uso dos recursos públicos do nosso pobre RN.

E isso é porque nem falei nos desvios de dinheiro dentro da AL via funcionários fantasmas. Imagine.

PARTIDOS NANICOS ESTÃO DANDO DE OLÉ NOS GRANDES NA PREPARAÇÃO DAS CHAPAS DE VEREADORES PARA 2020

08 de Julho de 2019 | 12:40hs
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Tenho escrito muito sobre as eleições de 2020 e a necessidade dos partidos montarem estratégias para formação das coligações proporcionais.

A novidade em 2020 é que não serão permitidas coligações nas chapas de vereadores. Será cada um por si.

O que tenho observado, levando em conta a realidade em Mossoró, é que há alguns partidos pequenos se preparando para o jogo e invariavelmente os grandes partidos não estão nem aí pro assunto.

E isso porque serão os grandes partidos que terão as maiores dificuldades.

Em geral os pré-candidatos a vereador, sem mandato, preferem um partido bem organizado e integrado por pré-candidatos do mesmo porte que eles.

Esses fogem dos grandes partidos.

Penso que uma situação complicada é o da prefeita Rosalba Ciarlini que tem 14 vereadores em sua bancada, divididos em partidos sem nenhuma esteira, e que terá que oferecer solução para renovação de mandatos de todos eles.

E o pior disso tudo é que não existe nenhum sinal de que Carlos Augusto Rosado, articulador político de Rosalba, esteja se mexendo para desatar esse nó.

Enquanto os pequenos estão arrumando a casa, os grandes estão tontos, jogando pra frente enquanto não conseguem respostas para serem dadas.

Fazendo analogia com um time de futebol, enquanto os pequenos times estão treinando duro para o campeonato, os grandes times sequer montaram elenco.

NA AVALIAÇÃO DOS SEIS MESES DE BOLSONARO, HÁ UMA FATIA DE SENSATOS QUE ESTÁ SENDO ENGOLIDA PELOS EXTREMISTAS

08 de Julho de 2019 | 12:33hs
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Segundo o instituto Datafolha o governo Bolsonaro tem hoje aprovação de 33% dos brasileiros e desaprovação também de 33%. Enquanto que 31% consideram o governo regular.

Literalmente a opinião dos brasileiros está dividida. De cada 3, um aprova, um desaprova e um acha que está mais ou menos.

Em março passado, o Datafolha trouxe números com 32% de aprovação, 30% de desaprovação e 33% de regular.

A rigor, a avaliação permanece praticamente a mesma de março para cá.

É bem verdade que há uma acentuada radicalização política entre os lados, de tal forma que a avaliação ganha um caráter subjetivo, na medida em que passa a ser uma avaliação passional. 

Infelizmente os dois lados deixam de apresentar argumentos prós e contra o modelo de gestão e passam a alimentar suas “manadas” com munições questionáveis.  O aprovo e desaprovo é resultado do barulho das torcidas e não do jogo em si.

O sensato era que a avaliação positiva de apenas um terço da população mobilizasse o governo a pensar na responsabilidade que ele possui de governar para todos os brasileiros. É preocupante que dois terços da população não reconheçam valores positivos no modelo administrativo implantado.

Em tese, o terço dos que não aprovam e nem reprova seria o time dos mais sensatos que estão à margem desta briga de torcidas. Esses estão dizendo que o governo precisa ainda começar agovernar. 

Evidente ainda que entre aprovo e desaprovo existe  alguma fatia de sensatos, nem todos são extremistas, mas s~çao sucumbidos diante da balbúrdia do barulho.

O nosso presidente tem que entender que não se trata mais de uma disputa eleitoral. O palanque acabou e ele foi o vencedor e sua responsabilidade é com todos.

Mas com os ânimos acirrados, essa avaliação racional parece distante, mas ela existe e não seria absurdo dizer que é maioria, somando os 31% de regulares e as fatias do aprovo e desaprovo que responderam de forma sensata, eles merecem ser ouvidos e respeitados.

Na outra ponta, nos extrremos, por enquanto, as torcidas permanecem marcando encontros para se pegarem no próximo domingo.

DILEMA DOS PRÉ-CANDIDATOS: QUAL O PARTIDO QUE NÃO IRÁ VIRAR A MESA NA ÚLTIMA HORA?

08 de Julho de 2019 | 12:31hs
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Via de regra no Brasil (e no nosso Rio Grande do Norte não poderia ser diferente), a opção por uma filiação partidária é um risco. Risco por apostar numa linha de atuação política que muda ao saber do vento e risco porque o partido muda de dono como se muda de lance num leilão.

Isso acontece porque ninguém se filia a partido pensando em suas bandeiras políticas, mas para tocar um projeto político pessoal. E os partidos não exigem fidelidade aos seus postulados, aceita qualquer um conforme a conveniência.

Tem sido comum os movimentos de idas e vindas das filiações partidárias, produzido por negociações inconfessáveis feitas entre quatro paredes.

A começar dos comandos dos partidos. Os dirigentes municipais e estaduais, principalmente das siglas de menor porte, mudam com uma frequência absurda.

É um grande risco entregar-se num projeto político confiando na fidelidade dos dirigentes de um partido.

Diante desta realidade, o que farão os pré-candidatos de 2020 que estão neste momento quebrando cabeça em torno de uma filiação partidária confiável?

O prazo mínimo legal de filiação exigido na lei eleitoral é de seis meses antes da realização do pleito, ou seja, até 03 de abril de 2020.

Com estas oscilações e riscos nas filiações partidárias, o melhor caminho é de aguardar o máximo possível antes da definição para não ser vítimas de alguma reviravolta no partido. Mas é preciso escolher bem pra não errar feio e se meter num caminho sem volta.

Como se tratam de eleições diferenciadas com o fim das coligações nas chapas proporcionais, a sabedoria manda escolher um partido que esteja com um projeto eleitoral bem organizado e com pessoas confiáveis no comando da sigla.

Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br