EVENTO DO PL EM MOSSORÓ SERVIU PARA SINALIZAR O NOME DE JORGE COMO PRÉ-CANDIDATO QUE AGREGA

19 de Outubro de 2019 | 11:02hs
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O encontro realizado pelo Partido Liberal (PL) em Mossoró na quinta-feira passada, permitiram várias leituras dos observadores da cena política local.

Eu fiz duas leituras daquele encontro.

A primeira delas foi a capacidade de Jorge do Rosário e Tião Couto, articuladores do evento, terem colocado à mesma mesa as lideranças de todos os partidos que navegam nos mares da oposição em Mossoró.

A segunda leitura o faço em cima dos discursos proferidos. Com raras exceções de alguns discursos mais polidos, houve muita exaltação ao nome de Jorge do Rosário como elemento agregador dentro dos blocos de oposição.

A respeito da leitura sobre juntar todo mundo na mesma mesa, conclui isso imaginando qual dos outros partidos teria hoje condições de fazer igual. Trazer todo mundo. O PT? O PSL? O DEM?

E entendo que a capacidade de juntar todos se deve a boa referência que possuem Jorge e Tião, principalmente pelo histórico dos dois, daí concluo que a maior chance de unificação da maior parte desse grupo tem eles como foco.

A respeito dos discursos, sem dúvida deixaram claro esse reconhecimento do nome de Jorge como o mais agregador.

Bom, e isso tudo, leva a qual caminho daqui pra frente?

Impossível responder agora, porque diante dos vários cenários seria mero exercício de futurologia.

O PT trabalha candidatura própria, mas será que em algum momento poderá perceber a inviabilidade do projeto solo e marchar para uma composição?

O PSL vai ficar no palanque de Rosalba ou vai para a oposição? Vai seguir fielmente o que determinar o General Girão, aliado de Rosalba, ou se dividirá?

O Solidariedade vai tentar investir na união das oposições ou tentará marchar por um caminho próprio?

O PL se posicionará de que forma diante da possibilidade de um palanque rachado nas oposições?

Como se vê, muitas incertezas ainda.

VEREADORES FILIADOS AOS GRANDES PARTIDOS EM MOSSORÓ VÃO INICIAR UM "SALVE-SE QUEM PUDER"

03 de Outubro de 2019 | 10:49hs
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Os vereadores mossoroenses filiados aos grandes partidos estão extremamente preocupados com a falta de empenho dos líderes na solução do problema das filiações e alianças para 2020.

Conversei com vários e senti em todos um desapontamento pela falta de atenção.

No ano que vem será proibido coligação proporcional e cada sigla deverá sozinha ter candidatos suficientes para conseguir alcançar a quociente eleitoral e eleger representantes.

Enquanto alguns pequenos partidos estão fazendo o dever de casa e filiando pré-candidatos com potencial para ultrapassar a barreira do quociente, as grandes siglas assistem tudo de braços cruzados.

DEM, MDB, PP, PL, PSDB estão todos praticamente imobilizados. Sem pré-candidatos no número suficientes e sem capacidade de atrair novas filiações, os partidos ficam sem ação e podem levar os atuais vereadores de mandato a uma guerra do “salve-se quem puder”.

O PP só tem o vereador Francisco Carlos no mandato, a sigla não tem hoje pré-candidatos suficientes para fazer frente ao desafio do quociente eleitoral. O MDB com os mandatos de Alex Moacir e Izabel Montenegro vive o mesmo dilema. No DEM, Petras Vinícius estuda alternativas. O PL com Ozaniel Mesquita e o PSDB com Sandra Rosado estão na mesma dificuldade.

Os vereadores aguardam abril do ano que vem, na janela que será aberta para mudança de partido sem penalidade. O problema é que as siglas pequenas e mais organizadas não querem nem ouvir falar em receber vereadores de mandato como filiados.

Tudo indica que breve teremos uma corrida maluca de vereadores em busca de espaços em novas siglas para salvarem seus mandatos.

O desafio é descer goela abaixo onde a resistência é grande.

CONGRESSO NÃO VOTA REFORMA ELEITORAL NO PRAZO E CLÁUDIA REGINA NÃO PODERÁ SER CANDIDATA EM 2020

03 de Outubro de 2019 | 10:47hs
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Definitivamente a ex-prefeita Cláudia Regina não poderá participar da eleição em 2020.

Na reforma eleitoral aprovada, uma das mudanças previstas era a regra da inelegibilidade, prevendo que o prazo da lei da ficha limpa para administradores condenados com a perda dos direitos políticos seria contado na data da posse e não na data do pedido do registro de candidatura.

Cláudia perdeu os direitos políticos por oito anos. Na mudança da lei ela seria beneficiada.

Contudo, Bolsonaro vetou esta parte da reforma.

O Congresso Nacional não se reuniu a tempo de analisar os vetos. Essa regra teria que estar valendo pelo menos um ano antes da eleição. O pleito em 2020 está marcado para 5 de outubro.

Os congressistas decidiram analisar os vetos de Bolsonaro apenas na terça-feira (dia 9) da semana que vem, ou seja, quando já será menos de um ano para o pleito.

Dessa forma, a ex-prefeita não poderá disputar a eleição. Está fora do páreo.

PT PRATICAMENTE JÁ BATEU O MARTELO SOBRE A CANDIDATURA DE ISOLDA EM MOSSORÓ

03 de Outubro de 2019 | 10:46hs
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A passagem da governadora Fátima Bezerra por Mossoró na última semana serviu para deixar bem claro seu projeto para a sucessão municipal em 2020.

Fátima trouxe a deputada Isolda Dantas a tiracolo, grudada, demonstrando com todas as letras que a vez de disputar a Prefeitura é de Isolda. A deputada já disse em grupos internos que não desejaria disputar a Prefeitura, dando preferência ao mandato legislativo, mas se o partido assim definir ela topa a missão. E o PT já decidiu: é Isolda.

O PT só abriria mão de uma candidatura própria em Mossoró por duas razões. A primeira seria uma grande impopularidade do governo Fátima Bezerra no período da eleição associado a pesquisas que mostrem Isolda como candidata inviável.

Nem uma coisa nem outra estão configuradas neste momento e dificilmente caminharão para esse cenário catastrófico do ponto de vista eleitoral.

Sendo assim, Isolda é o projeto petista para Mossoró.

E para montar o palanque de Isolda, Fátima sinalizou os caminhos que pretende tomar. A governadora nomeou Fafá Rosado para um cargo na área de saúde, atraindo a ex-prefeita para um futuro palanque.

Ela também investe na atração da ex-prefeita Cláudia Regina e do vereador Petras, tendo aberto conversas com a dupla nesse sentido. A governador também já assegurou a presença do PSB no palanque de Mossoró.

Numa outra frente, Fátima Bezerra está convicta que manterá Gutemberg Dias e seu PCdoB, no palanque de Isolda.

Desta forma, um palanque com Fafá, Cláudia Regina e Gutemberg, é um bom sinalizador para demonstrar que Isolda vem forte. “O PT não será pato morto em 2020 em Mossoró”, avisa um líder petista.

O martelo tá batido e o nome é Isolda para 2020.

DESCONFIANÇA SOBRE O PSL FAZ GRUPO DE OPOSIÇÃO EM MOSSORÓ FICAR NO MEIO DO CAMINHO

03 de Outubro de 2019 | 10:44hs
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O núcleo de oposição que fez menção de se unir para enfrentar o rosalbismo em Mossoró na eleição do ano que vem, enfrenta nesse momento duas grandes dificuldades para seguir em frente com o projeto.

A primeira dificuldade é que os partidos, a exceção de poucos, estão tendo dificuldades para juntar as peças. Os projetos pessoais estão se sobrepondo ao projeto do grupo. O grupo fez uma tentativa de reunião na semana passada, mas não conseguiu reunir boa parte dos integrantes.

A segunda desconfiança resulta num olhar atravessado dos partidos em relação ao PSL. Há uma constatação feita de que quem manda no PSL do RN é o General Girão e todos acreditam que ele vai levar o partido para o palanque de Rosalba. O temor geral é que será pura perda de tempo investir numa junção com o PSL no bloco de oposição.

Nesta linha há também os que pensam que o PSL permanece ainda nos encontros dos partidos de oposição fazendo um jogo duplo, pensado por Carlos Augusto e Girão, que consiste em manter as aparências para desfalcar o grupo num momento mais crítico.

Considerando que o PT está fora da articulação desse grupo, restaria então como partidos de maior peso nesta aliança oposicionista apenas o PL e o Solidariedade. Alguns já falam na chapa Jorge e Lawrence para 2020 como opção para o embate.

A grande crítica que o movimento “oposição unida” está enfrentando neste momento é sua demora em montar o projeto, definir ações e sinalizar para o eleitor sobre nomes para disputar a Prefeitura.

Dentro do PL, Tião Couto e Jorge do Rosário, defendem a unidade oposicionista, sabedores de que a divisão de forças fortalece Rosalba. Mas os dois também tem dito que não vão entrar numa aventura, sem o respaldo necessário.

PROJETO DE CARLOS AUGUSTO PARA 2020 É MONTAR ALIANÇA COM PP, PL, PSDB E PSL. O VICE SERÁ O SUCESSOR.

03 de Outubro de 2019 | 10:43hs
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O ex-deputado Carlos Augusto Rosado, articulador do rosalbismo, tem claro algumas ações visando preparar o terreno para sua esposa, prefeita Rosalba Ciarlini, possa disputar a reeleição em um palanque bem estruturado.

Carlos despachou emissários para algumas tarefas. Uma destas tarefas é de convencer o empresário Jorge do Rosário a ser vice na chapa rosalbista. Uma outra tarefa é de garantir o PSL, do deputado Girão, com os votos bolsonaristas no seu palanque.

O ex-deputado também faz contas para manter o PSDB, de Sandra e Larissa Rosado, alinhado com o projeto de reeleição. O projeto rosalbista seria montar uma aliança com PP, PL, PSDB e PSL juntos.

O entrave é a enorme possibilidade do PL não integrar o grupo. Jorge do Rosário e Tião Couto não tem feito segredo algum de que pretendem trilhar numa linha de oposição a Rosalba. Os dois namoram com a ideia de montar uma chapa de oposição para o embate, tentando unir o maior número possível de partidos oposicionistas no projeto.

No caso do PSL, Rosalba já deu o primeiro sinal de que quer se dar bem com os seguidores de Rosalba. Mandou sua assessoria divulgar que vai lutar para trazer uma escola militar para Mossoró, num afago ao programa educacional do governo Bolsonaro.

Caso não conte com Jorge para vice, Carlos Augusto Rosado pensa em investir num nome caseiro. Ele sofrerá pressão do PSDB e do PSL que vão lutar pela indicação, mas Carlos resistirá. Sua preferência passaria para o empresário Elviro Rebouças, uma espécie de carta na manga do rosalbismo.

A escolha do vice terá uma simbologia além do cargo em si.

Rosalba sonha em disputar o Senado em 2022 e deverá renunciar para que o vice assuma. Mesmo que desista de disputar a vaga no Senado, Rosalba não poderia tentar um terceiro mandato e o vice que escolher hoje será naturalmente seu sucesso amanhã.

Enquanto se volta para montar o palanque de Rosalba, Carlos não dá sinais de preocupação com a montagem da chapa proporcional e vai deixando o tempo passar, no pensamento de que acertando em cima (majoritária) será mais fácil fazer os ajustes em baixo (proporcional).

SUCESSÃO EM MOSSORÓ: ALGUNS QUEREM RINGUE COMO CENÁRIO, ELEITOR PREFERE INTELIGÊNCIA, CREDIBILIDADE E EXPERIÊNCIA

21 de Setembro de 2019 | 14:41hs
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Rosalba Ciarlini foi eleita quatro vezes para ser prefeita de Mossoró.

Em 1988 venceu o favorito Laíre Rosado amparada numa conjuntura em favor de um nome novo e com bom perfil pessoal.

Em 1996 voltou a prefeitura navegando na sua boa gestão anterior confrontada com a desastrosa terceira gestão de Dix-Huit Rosado e batendo uma adversária não tão forte - Sandra.

Foi reeleita em 2000 contra Fafá Rosado numa eleição que surpreendeu apenas pela boa performance de Fafá nas urnas, habilitando-a para as eleições seguintes.

Ganhou o terceiro mandato em 2016, novamente navegando na péssima gestão anterior- Silveira - embora tenha tido páreo duro no enfrentamento com Tião Couto com o perfil do novo.

No momento atual em que Rosalba se prepara para a tentativa de quinto mandato, há um certo furor entre analistas e formadores de opinião para que a oposição tire a máscara de Rosalba, desvende seus malfeitos, exponha sua incompetência, revele suas fragilidades.

Há certa razoabilidade nesta expectativa, contudo percebe-se que entre alguns destes analistas a ansiedade é por uma oposição mais feroz, mais ardilosa, escancarando.

Rosalba aprendeu ao longo dos anos a aproveitar bem o cenário em que é confrontada. Transforma a crítica administrativa em algo pessoal, é especialista em se transformar em vítima. Dá show de dramatização, chora se necessário.

Paralelo a isso, vivemos num cenário político no País em que as pessoas cada vez mais têm acesso às informações, é atualizado quase que instantaneamente, desenvolveu um senso crítico próprio e está menos exposto aos truques da desinformação.

Nesse mesmo cenário, assistimos nos últimos anos a uma lenta e gradual desconstrução da política e dos políticos. Não é mais tão simples sensibilizar o eleitor.

Digo tudo isso para chegar numa conclusão sobre Rosalba e a eleição em Mossoró.

A atual prefeita, embora carismática, não tem mais uma imagem de imbatível, tampouco de perfeição. A redoma do endeusamento sobrevive apenas na ilusão imaginativa de alguns apadrinhados e comissionados na Prefeitura.

No entanto, discordo da opinião dos que acham que fragilizar Rosalba significa ir ao ataque ou chutar na canela. Rosalba adoraria resgatar seu velho estilo de vítima.

Erra quem acha que derrota Rosalba montando um ringue e erra Rosalba se achar quer ganha a eleição apenas por ser a Rosa, aquela que adora Mossoró.

A prefeita tem quatro mandatos porque o eleitor olhou para os lados e não viu naquele momento ninguém melhor do que ela para administrar a cidade. Alguém com história. Com credibilidade. Com capacidade.

Ela apareceu sozinha na reta e teve a imagem de suas gestões como motor com os quais os adversários não podiam competir. O eleitor não encontrou coisa melhor para votar.

Olhando o histórico das eleições e o momento do País, entendo que se a oposição fizer opção por um embate de ringue, um bateu-levou, apelando para um discurso que facilite a vitimização da prefeita, não conseguirá nada de futuro.

O eleitor está procurando por credibilidade, inteligência, inovação e capacidade. Num ringue só encontraremos força, truculência e baixarias. Portanto, o ringue não é o cenário ideal.

Os opositores de Rosalba deveriam desde já, e já é um pouco tarde, começar a apresentar ao eleitor um conjunto de informações sobre os erros administrativos, os equívocos de gestão, as decisões erradas, as promessas não cumpridas, o mau uso dos recursos e a incapacidade de conduzir a cidade para um futuro melhor.

Na outra linha apresentar seus nomes com capacidade de administrar, com ideia novas concretas e objetivas, com conhecimento prático, com experiências para contar, com histórico de credibilidade, mostrando o que está errado e como fazer certo. Mostrando amplo conhecimento de cada problema, pronto para discutir com qualquer um sobre suas ideias para transformar a cidade.

Enquanto nas entrevistas a oposição continuar perdendo tempo discutindo política em Mossoró, se é Rosado ou não é Rosado, quem se alia com quem, se a oposição une ou não une, vai estar perdendo tempo precioso.

A discussão que Rosalba não deseja e não quer fazer é sobre os erros da sua gestão, os problemas e soluções para a cidade. Rosalba prefere mil vezes ficar discutindo se ela adora Mossoró ou não.

Concluindo essas linhas, afirmo que não sou adepto da ideia dos que acham que fazer oposição a Rosalba é bater duro, ir para o confronto, marcar posição no ringue.

A oposição deve cuidar de vender seu peixe. O eleitor quer gente preparada e que saiba o que vai fazer. É esse perfil que a oposição deveria estar apresentando. Discutindo problemas e apresentando soluções para a cidade.

Para justamente evitar que tenha que fazer isso às pressas, numa campanha de apenas 45 dias.

O tempo corre. Uns querem briga já. Eu, prefiro, focar no eleitor que está à procura de alguém melhor que Rosalba.

ELEIÇÃO 2020 EM MOSSORÓ: UMA ANÁLISE SOBRE O FATOR CLÁUDIA REGINA E O QUE MUDA ENTRE OS PRÉ-CANDIDATOS

20 de Setembro de 2019 | 10:37hs
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A novidade sobre a eleição municipal em Mossoró, em 2020, é a nova legislação que deu a ex-prefeita Cláudia Regina a possibilidade de se candidatar novamente. O texto da lei foi aprovado no Congresso e aguarda a sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro.

Cláudia é um nome dentro do processo que não pode ser desconsiderado. É bem verdade que vivemos uma realidade diferente de 2012, quando ela se elegeu prefeita de forma surpreendente, derrotando Larissa Rosado, para depois ser afastada com apenas onze meses de mandato.

Naquela oportunidade Cláudia foi candidata com o apoio de duas grandes lideranças, a  então prefeita Fafá Rosado e a então governadora Rosalba Ciarlini.  

Hoje a realidade mudou, Cláudia ocupa um espaço político bem menor. Seu grupo político está restrito ao DEM, precisamente o ex-senador José Agripino e o ex-deputado federal, Felipe Maia, e o vereador Petras Vinícius. Convenhamos que nem o DEM, nem Agripino e o filho, são hoje os expoentes políticos que foram outrora.

Embora o contexto político seja diferente e a projeção eleitoral de Cláudia não seja tão pujante, recomenda-se que seja tratada como pato morto. Ela não deve e nem pode ser descartada como se não pudesse influenciar no pleito.

Acho improvável que Cláudia consiga a viabilidade política para ser novamente candidata a prefeita, principalmente no bloco oposicionista que tenta a todo custo promover uma união para tornar viável o enfrentamento com Rosalba. Ela não tem nenhum histórico de participação na oposição, ausente que esteve do processo político.

Não acredito que Cláudia tente uma aventura de ser candidata de qualquer jeito, na birra, apenas para ocupar seu espaço.

Uma hipótese mais viável é que possa integrar um projeto, seja como candidata a vice ou vereadora, retornando aos poucos, buscando refazer os caminhos na política mossoroense.

De agora em diante, todos de olho em Cláudia. Principalmente nas pesquisas. Dependendo dos números, Cláudia ressurgirá. O que muda de concreto que a volta de Cláudia Regina ao cenário eleitoral é que ela ganha voz ativa no processo, deixará de ser mera coadjuvante com um projeto terceirizado de vereador.

ELEIÇÕES 2020 EM BARAÚNA: ISOARES É A NOVIDADE E PODE ATRAPALHAR REELEIÇÃO DE LÚCIA. DIVANISE NÃO COMETERÁ MESMOS ERROS

20 de Setembro de 2019 | 10:36hs
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A eleição municipal em 2020 em Baraúna está se desenhando com muitas variáveis que podem confundir a cabeça dos eleitores.

Inicialmente sabe-se que a prefeita Lúcia de Aldivon será candidata natural a reeleição. O enfrentamento mais previsível será contra Divanise, candidata derrotada por Lúcia na eleição passada, mas que destra vez traz a lição dos erros cometidos no pleito anterior e conta com um desgaste natural de quem está na gestão.

A grande diferença na eleição de 2020 em Baraúna, num eventual enfrentamento de Lúcia e Divanise, é que a atual prefeita virou vidraça. Se Lúcia surfou em 2016 nas promessas da novidade, dessa vez será confrontada com os erros de sua gestão.  Divanise vem de estilingue na mão, pronta para apontar esses erros.

Sempre sem esquecer que em 2016, menos de dois pontos no resultado final, separaram Lúcia de Divanise.

A informação que tenho de Baraúna é que Saldanha, que obteve em 2016, 21% dos votos para prefeito, garante que será candidato mais uma vez e desta vez disposto a chegar a Prefeitura de qualquer jeito.

A grande novidade é a possível candidatura de Isoares Martins, já devidamente liberado pela Justiça Eleitoral para disputar o próximo pleito. Ele tem dito por onde anda que será candidato em 2020, haja o que houver.

A presença de Isoares no pleito dificulta e muito a pretensão de reeleição de Lúcia, porque os dois sempre foram ocupantes de um mesmo polo na política de Baraúna. Se os dois forem candidatos vão disputar o mesmo nicho do eleitorado. Um tira do outro.

Não há no momento luz no fim do túnel para que Lúcia e Isoares fumem o cachimbo da paz. Os dois se mostram irredutíveis sobre possível candidatura. A birra pode levar a uma derrota eleitoral conjunta.

Isoares já chegou a propor a Lúcia e seu esposo Aldivon que a escolha do candidato seja feita através de uma pesquisa isenta. Aldivon não topou a proposta e ofereceu a vaga de vice para que haja uma aliança, porém, Isoares recusou.

A eleição em Baraúna no ano que vem com seus quatro pré-candidatos é uma incógnita. Incerteza completa. Não há favoritos. Todos fortes, mas nenhum favorito.

Sinal de que em Baraúna, viveremos fortes emoções em 2020.

ELEIÇÕES 2020 EM GOVERNADOR DIX-SEPT: ANAX E GILBERTO CONVERSAM, ATUAL PREFEITO ENFRENTA IMPOPULARIDADE

20 de Setembro de 2019 | 10:34hs
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A sucessão em 2020 na cidade de Governador Dix-Sept Rosado tem hoje quatro pré-candidatos com os nomes já de conhecimento do eleitor. Algumas pesquisas feitas na cidade revelam o potencial de cada nome.

O prefeito Antônio Bolota, candidato a reeleição, tem contra si uma forte desaprovação de sua gestão, principalmente na zona rural, que representa praticamente a metade do eleitorado. Dificilmente Bolota vai conseguir reverter essa rejeição rural até o dia do pleito.

Na oposição, o ex-prefeito Anax Vale sinaliza com a candidatura de seu irmão, Arthur Vale, que já aparece em pesquisas com uma boa aceitação no eleitorado e vem ocupando cada vez mais espaços na cidade. Artur passou a apresentar um programa de rádio com a meta de se tornar mais conhecido.

O ex-prefeito Gilberto Martins também está se apresentando como pré-candidato. A apresentação de um programa de rádio local, assim como as andanças diárias na comunidade, mostra que Gilberto ainda possui intacta boa fatia do eleitorado de Governador e é nome forte para a disputa.

O quarto pré-candidato é Zé Emídio, ex-vereador, que tem falado da intenção de ser candidato. Emídio tem um bom nome no eleitorado local, mas há desconfiança entre os eleitores que se desejo mesmo seria um projeto voltado para a Câmara Municipal.

Embora Bolota sofra com o desempenho administrativo abaixo da expectativa, sua maior esperança no pleito de 2020 é que a oposição permaneça dividida.  As candidaturas de Artur Vale e de Gilberto Martins dividiriam os votos da oposição em duas partes, fazendo com que Bolota possa se sagrar vencedor mantendo intacta a fatia do eleitorado que vota no governismo.

Diversas conversas já existiram entre as lideranças visando fortalecer os times, inclusive entre Anax Vale e Gilberto Martins. No passado eles foram ferrenhos adversários, mas hoje conversam tranquilamente sobre a sucessão e suas possibilidades.

Não está descartada uma união de Gilberto e Anax, embora haja ainda um longo caminho a ser percorrido. Principalmente para sentir como o eleitor reagiria a uma união entre os dois.

Enquanto vermelhos e verdes conversam em Governador, Bolota corre contra o tempo para tentar recuperar a imagem de sua gestão, especialmente na zona rural.

Mas não tem sido tarefa fácil. Assim como não é fácil a oposição terminar unida. Muita água ainda vai rolar embaixo da ponte.

Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br