ROSALBA ABRE NEGOCIAÇÕES PARA VIABILIZAR EMPRÉSTIMO MILIONÁRIO PARA O MUNICÍPIO

30 de Agosto de 2019 | 08:14hs
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O assunto é tratado a sete chaves no Palácio da Resistência.

Está em gestação a contratação de um empréstimo na ordem de R$ 190 milhões para a Prefeitura de Mossoró.

Um empréstimo vultoso que vai comprometer as finanças municipais pelos próximos anos.

Carlos Augusto Rosado é o mentor da operação financeira, vem ultimamente dedicando boa parte do seu tempo na montagem das engrenagens para concretizar o financiamento.

Ainda não se sabe exatamente qual a via a ser utilizada para obtenção do recurso extra. Se será numa instituição bancária nacional ou por uma via externa e o comprometimento das garantias reais, tipo antecipação de receitas.

Sabe-se apenas que o município já providenciou toda a documentação necessária e de desvencilhou dos entraves burocráticos, tipo obtenção de todas as certidões necessárias.

Todas as garantias para o crédito e o aval federal também está sendo negociado.

O próximo passo será o entendimento com a Câmara Municipal, a quem cabe aprovar a operação financeira em curso.

A projeção palaciana é que até o final do ano tudo estaria concluído. Para que em 2020 o voo seja em céu de brigadeiro.

 

MULTIPLICAÇÃO DE COBRANÇAS E AÇÕES JUDICIAIS CONTRA A PREFEITURA DE MOSSORÓ MOSTRAM A BOLA DE NEVE AUMENTANDO

30 de Agosto de 2019 | 08:11hs
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Há algumas semanas publicamos aqui um texto sobre as dívidas da Prefeitura de Mossoró. Nossas fontes na Prefeitura repassaram ao blog a informação que não havia um único contrato em dia, todos, sem exceção, estavam atrasados. VER AQUI

Havia a estimativa que as dívidas da Prefeitura ultrapassassem os 200 milhões de reais.

A assessoria de comunicação da Prefeitura de Mossoró enviou nota ao blog afirmando que absolutamente todos os contratos firmados pela Prefeitura estavam em dia. Sem atrasos.

A resposta da Prefeitura foi uma afronta aos fornecedores e prestadores de serviços. Uma pilhéria. Piada de mau gosto.

A prefeita Rosalba Ciarlini demonstrou extremo desrespeito para com os credores. Fez troça.

A ação do Ministério Público cobrando que a Prefeitura pague R$ 18 milhões a Previ é a mais nova prova sobre o descaso da prefeita com os credores.

Antes disso os laboratórios, hospitais e prestadores de serviços cobraram há poucos dias os três meses em atraso.

Sem falar nas inúmeras cobranças diárias que se multiplicam nas denúncias pelas rádios, pelos blogs, jornais e nos corredores do Palácio da Resistência.

A prefeita Rosalba Ciarlini usa em sua defesa o velho e surrado discurso do retrovisor. Joga tudo nas costas do ex-prefeito Silveira Júnior.

Rosalba acusa Silveira de não ter pago a Previ e deixar o rombo pra ela pagar. Ora, a MP está cobrando que ela pague a dívida da sua gestão e não da de Silveira. A desfaçatez é enorme, acusa o antecessor de não pagar, enquanto ela faz a mesmíssima coisa.

A situação é tão grave que se houvesse hoje uma blitz nos carros da Prefeitura, nenhum, repito, nenhum deles, teria condições de circular. Todos com o IPVA atrasados.

Houvesse uma ação de despejo para os imóveis alugados pela Prefeitura, todos, sem exceção, seriam despejados imediatamente, pois todos estão em atraso.

E se houvesse hoje uma ação de cobrança conjunta de todos os fornecedores e prestadores de serviços que estão sem receber a vários meses, a Prefeitura teria que ser fechada por uns quatro meses para quitar toda a dívida.

A situação é caótica, mas Rosalba trata como se nada estivesse existindo, como se tudo estivesse normal.

Trata também com um desdém peculiar, tipo devedor trambiqueiro, aquele que manda avisar que não deve a ninguém.

SAIBA COMO OS R$ 251 MILHÕES DA VENDA DA FOLHA SIGNIFICA NA VERDADE APENAS R$ 51 MILHÕES NOS COFRES DO RN

27 de Agosto de 2019 | 15:47hs
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A governadora Fátima Bezerra fez festa ao anunciar a negociação da folha com o Banco do Brasil pelo valor de 251 milhões de reais.

Pronto, já tem gente dizendo por aí que o governo deu um passo para começar a fazer dinheiro extra para pagar os atrasados.

Calma lá, não é bem assim.

Tem mais caroço nesse angu.

A venda da folha para o BB por R$ 251 milhões vai na prática colocar nos cofres do RN apenas R$ 51 milhões. Os outros R$ 200 milhões o Estado não vai ver nem a cor.

Vou explicar.

Do montante negociado, R$ 102 milhões vão ser descontados que é justamente o dinheiro que o Estado deve ao BB pelos consignados descontados dos servidores e não repassados ao banco.

Tem ainda R$ 23 milhões que será descontada do pro rata. É o seguinte: o atual contrato da folha com o banco só vencerá em março do ano que vem. Ou seja, esse novo contrato que está sendo feito só começa a valer em março. Pra ter o dinheiro antes, o governo vai pagar um jurinho ao BB.

E tem ainda o montante de R$ 75 milhões que o governo colocou no contrato que pagará ao BB pelas taxas bancárias do período do novo contrato. Como se trata de um contrato de cinco anos, 60 meses, dá uma média de R$ 1 milhão e 200 mil por mês de taxas. É bem verdade que essas taxas serão cobradas mês a mês, mas o valor já está pré-fixado.

Então, fazendo a conta dos 251 milhões de reais, descontados os consignados, o pro rata e o valor das taxas bancárias, deixará nos cofres do RN, de fato, R$ 51 milhões.

E ninguém pense que esse dinheiro vai servir para pagar alguma coisa do atrasado, conforme havia sido prometido pela governadora.

O dinheiro só entra no cofre do estado em dezembro e vai ser utilizado para ajudar a pagar a folha do décimo terceiro de 2019.

PESQUISAS MOSTRAM QUE ROSALBA ESTÁ MUITO ABAIXO DA SUA MÉDIA HISTÓRICA NAS INTENÇÕES DE VOTO EM ANOS PRÉ-ELEITORAIS

24 de Agosto de 2019 | 09:51hs
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O Instituto Seta, através do Blog do BG, fez nova pesquisa em Mossoró. Ouviram 350 entrevistados nos dias 17 e 18 de agosto.

Segundo o instituto se a eleição fosse hoje na pesquisa estimulada, Rosalba teria 27,9% das intenções de votos, Alysson teria 8,7%, Isolda e Larissa empatadas com 5,1%, Jorge 3,8%, Gutemberg 1,9% e Dr. Daniel 1,5%. Disseram ninguém ou que não sabe 46%.

O Instituto Seta já havia realizado uma pesquisa anterior em Mossoró, em parceria com o Blog de Bruno Barreto. Foi no período de 13 e 14 de abril, com 600 entrevistas.  Ou seja, há quatro  meses atrás.

Naquela ocasião o resultado apontou Rosalba com 24,8%, Alysson com 17,5%, Jorge com 12,8%,  Isolda com 10,8%, Gutemberg Dias com 4,5% e Dr. Daniel com 3,8%. Ninguém e não sabe somaram 26%.

O que chama atenção nesses números é o quadro inédito com Rosalba tendo pela primeira vez no ano anterior a um pleito pela Prefeitura de Mossoró uma margem inferior aos  50% de intenções de votos.

Em 1995, no ano que antecedeu a disputa de Rosalba X Sandra ela chegou a ter pesquisas em mãos com 61% de intenções de votos.

Na disputa pela reeleição em 2000, contra Fafá Rosado, no final do ano anterior, a prefeita Rosalba chegou a apresentar-se em pesquisas com 56% das intenções de votos.

Em 2015, um ano antes de tentar o quarto mandato, Rosalba largou nas pesquisas com 52% de intenções de votos.

Esse ano, segundo o Instituto Seta, tem entre 24,8% (abril) e 27,8%(agosto). Menos da metade da sua média histórica em anos anteriores aos pleitos.

E tem coisa mais grave que isso?

Entre todos os pré-candidatos para 2020, Rosalba estando no cargo, sendo o nome mais conhecido, é quem tem menos potencial de crescimento. Quem não está citando o nome de Rosalba nas pesquisas de agora é porque tem informação suficiente para rejeitar seu nome, já tem um juízo próprio feito e consolidado.

Rosalba está com o teto muito baixo dessa vez e carrega nas costas um fardo muito pesado pra tentar subir.

SEM DINHEIRO EXTRA NO HORIZONTE, FÁTIMA BEZERRA CORRE RISCO DE AUMENTAR NÚMERO DE FOLHAS EM ATRASO

24 de Agosto de 2019 | 09:50hs
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Quando assumiu o Governo, Fátima Bezerra conseguiu acalmar os sindicatos com a promessa da chegada de recursos extras para quitar as folhas salariais em atraso.

A governadora apresentou quatro soluções:

- Vender os royalties antecipadamente.

- Vender a folha de pagamento aos bancos.

- Antecipar o recebimento de recursos do Pré-Sal.

- Cobrar e receber os impostos atrasados.

A estimativa era que a grana extra somaria em torno de 2 bilhões de reais. E se falou que até o final do ano tudo estaria resolvido.

Chegamos a agosto e tudo deu errado.

Nenhum banco se interessou nos royalties. O dinheiro do pré-sal não tem nem previsão. A cobrança de impostos foi frustrante.

A única proposta que está mais adiantada é a venda da folha está sendo negociada com o Banco do Brasil. Só que com um detalhe. O governo quer apurar pouco mais de 200 milhões de reais com essa venda, porém, o BB quer descontar os 108 milhões de reais que o Governo deve dos consignados descontados dos servidores e não repassados ao banco.

Enfim, o tal dinheiro extra não existe e nem vai existir.

Estranho é que os sindicatos estejam tão calados. Por bem menos que isso, em outros tempos, já existiriam greves pipocando em todos os quadrantes do Estado.

A única novidade é que o Governo também não tem dinheiro para pagar o décimo terceiro de 2019. Tudo indica que ao invés de quitar o atrasado, Fátima vai botar mais um pouco em cima do monte.

OS FATOS QUE MOSTRAM QUE A CRISE NA AMAZÔNIA VAI BEM ALÉM DE COMPLÔS E FAKE NEWS

24 de Agosto de 2019 | 09:49hs
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Em meio a uma enxurrada de críticas internacionais, o governo do presidente Jair Bolsonaro tenta justificar a crise na Amazônia como sendo um complô de países que querem o controle da nossa floresta ou uma armação das ONGs e “comunistas” no Brasil que estão queimando para causar impacto internacional.

A última coisa que Bolsonaro fará é reconhecer qualquer erro ou ter a humildade de entender que esse é um problema de natureza grave.

Ainda em 2018, Bolsonaro pediu para o Brasil não sediar a Conferência Mundial do Clima que seria no Brasil. Uma ótima oportunidade para ser protagonista dos acordos internacionais e ser o maior beneficiário.

Já na gestão Bolsonaro deu de ombros para o Fundo da Amazônia, desdenhando da Alemanha e da Noruega que acabaram brecando o envio de mais de 300 milhões de reais para preservar a floresta.

Bolsonaro também extinguiu o conselho gestor brasileiro do Fundo da Amazônia que bancava operações do Ibama e de combates a incêndios. Sem o funcionamento do conselho, o fundo está parado sem poder ser utilizado há seis meses.

O presidente também desdenhou do Fundo Verde do Clima, criado dentro do acordo de Paris, com previsão de chegada de 100 bilhões de dólares nos próximos anos, inviabilizando a captação desses recursos pelas instituições brasileiras.

Com a alegação de que os recursos oriundos das multas ambientais estavam servindo para financiar ONGs, Bolsonaro determinou que todas as multas precisariam ser aprovadas pessoalmente pelo ministro do Meio Ambiente. Havia previsão de arrecadação de mais de R$ 1 bilhão, contudo, as mais de 14 mil multas estão engavetadas aguardando que o ministro as aprove. Esse é um dinheiro que seria utilizado na preservação das bacias hidrográficas.

Enfim, a teoria da conspiração perde forças quando olhamos os fatos e os dados.

VEREADORES GOVERNISTAS ESTÃO DESORIENTADOS E CITAM DESCASO DOS LÍDERES COM A ARRUMAÇÃO PARA 2020

24 de Agosto de 2019 | 09:47hs
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Os vereadores de Mossoró filiados aos partidos maiores estão preocupados com a falta de horizonte para as eleições do ano que vem.

A novidade é o fim das coligações, cada partido vai ter que caminhar com suas próprias pernas para conseguir atingir o quociente eleitoral e eleger seus representantes.

O dilema dos partidos maiores é que os candidatos chamados “esteiras” fogem dos grandes. E os partidos pequenos não aceitam filiações de quem já tem mandato.

Em 2016, o então prefeito Silveira Júnior, teceu uma teia complicada para abrigar seus vereadores espalhados em mais de uma dezena de siglas.

Os vereadores governistas enfrentam maior dilema, porque dependem do ex-deputado Carlos Augusto Rosado que rege a orquestra política do governismo. E Carlos não dá o menor sinal de preocupação e nem de pressa.

Com a porta fechadas nas siglas nanicas, esses vereadores sabem que será uma eleição suicida se todos ficarem onde estão, a maioria vai ficar pelos caminhos ou sequer entrar na disputa.

A situação já provoca noites sem sono, incertezas e uma certa compreensão de que são tratados com descaso.

ELEIÇÃO 2020 EM MOSSORÓ: PALANQUE DE OPOSIÇÃO TEM DILEMA, FACILITAR PARA ROSALBA OU ENGOLIR SAPOS

19 de Agosto de 2019 | 09:46hs
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Uma das perguntas que mais tenho ouvido sobre a sucessão em Mossoró é se a oposição conseguirá se unir para disputar a Prefeitura ou se dará um novo mandato de mãos beijadas a Rosalba?

A verdade é que não se trata de uma pergunta tão simples de responder. Obviamente se a oposição continuar cada um para seu lado, Rosalba terá enormes chances de reeleição. O dilema da resposta é sobre o significado e a possibilidade dessa aproximação.

A oposição tem hoje vários nomes postos na mesa: Isolda Dantas (PT), Alysson Bezerra (SDD), Daniel Sampaio (PSL), Jorge do Rosário ou Tião Couto (PL) e Gutemberg Dias (PCdoB).

Sobre estes nomes precisamos analisar com dados concretos e objetivos as pretensões de cada um, sem devaneios ou ilações desejosas.

Várias fontes me asseguraram que Alysson não tem intenções de se candidatar, abriria mão para um candidato (a) que agregasse um projeto de oposição. Acredito que a informação é verdadeira.

Já ouvi e li entrevistas de Gutemberg Dias deixando claro que em nome de um projeto de unificação das oposições e havendo um nome que fortaleça a oposição não haveria problema da parte dele em retirar a candidatura.

E ouvi de Jorge e Tião a informação de que o mais importante seria a construção de uma unidade oposicionista para apresentar um projeto alternativo à população no pleito do ano que vem.

Quanto ao Dr. Daniel o que tenho lido a respeito é que pretende ser candidato a prefeito de Mossoró, entende que esse é um momento bolsonarista no País todo e a vez do PSL alcançar o poder nas cidades, sendo assim não demonstra estar disposto a abrir mão, pelo menos não li nada a respeito.

E quanto a Isolda Dantas, os jornais do final de semana trazem a informação que sua pretensão é não ser candidata em Mossoró no ano que vem, dedicando-se a cumprir se mandato até o fim. Contudo, o PT tem projeto eleitoral em Mossoró e pode requerer que Isolda se candidate.

Nome por nome, temos Jorge, Tião, Alysson e Gutemberg com um discurso de unir as oposições. Temos Daniel com um discurso de ser candidato e Isolda que pode ser candidata por imposição do partido.

No grupo que defende um palanque unido, penso que Jorge do Rosário é o nome de consenso. As informações que tenho é que Tião incentiva Jorge a ser candidato e Alysson já declarou em grupos reservados que Jorge seria um nome bom.

A grande dúvida é se o PT abriria mão de candidatura própria para fechar em torno do palanque das oposições, visando derrotar Rosalba. Ou se mais uma vez se fechará em copas alegando ser uma necessidade eleitoral.

É evidente que se o PT sinalizar apoio a Jorge do Rosário, será dado um grande passo para um palanque único, porque restaria apenas o PSL que teria que decidir se marcaria apenas território no pleito ou se aglutinaria com os demais para viabilização de um projeto. Também nessa balança tem que se pesar a situação de PT e PSL que não se bicam.

Caberiam os dois num mesmo palanque, mesmo o candidato sendo um terceiro? Em caso negativo, qual partido teria mais chances de ficar fora do bloco? PT ou PSL?  No caso destas suas siglas, o dilema é engolir alguns sapos ou facilitar o caminho de Rosalba.

Todas estas situações são hipotéticas, mas se fundamentam numa realidade manifesta pelos próprios pré-candidatos. Ou seja, não estamos fazendo um exercício de adivinhações, mas baseando projeções em situações atuais e reais.

Creio que o processo ainda precisa passar por diversos estágios. Há até o momento uma certa letargia porque nenhum partido ou pré-candidato deseja se expor ou revelar suas estratégias. O estágio atual é o de bastidores, conversas, exercícios de futurologia, mais do que necessário para ir definindo cenários.

Resumo da conversa: parte dos partidos de oposição sinalizam desejo de união que agregaria PL, Solidariedade e PCdoB e apontam para Jorge do Rosário como candidato de consenso. Fora deste eixo estão PT e PSL, antagônicos entre si, mas que terão que decidir sobre marcar espaço ou fortalecer um projeto tido por muitos como mais viável.

A DISTÂNCIA QUILOMÉTRICA ENTRE AS PROPOSTAS DE ROSALBA PARA O TRÂNSITO E A ATUAL REALIDADE

19 de Agosto de 2019 | 09:45hs
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O Blog retoma hoje a análise sobre o Programa de Governo (PG) apresentado pela então candidata prefeita Rosalba Ciarlini na campanha eleitoral de 2016.

O objetivo desta análise é resgatar os compromissos firmados pela atual prefeita com a população dando a população informações para cobranças e avaliações.

No PG de Rosalba, o capítulo voltado para as melhorias no trânsito com efeitos positivos na modalidade urbana, traz uma série de programas que deixaram se ser executados até o momento.

Rosalba prometeu melhorar as condições de conforto dos usuários nas paradas de ônibus.  Sua promessa era de instalar pontos de ônibus inteligentes com conectividade entre as diversas linhas. Sua pretensão era instalar o Sistema de Controle de Frota com monitoramento via GPS dos veículos.

É bem verdade que o município divulgou o aplicativo CittaMobi como novidade na gestão, contudo, trata-se de um mero aplicativo já existente na maioria das cidades que permite ao usuário saber a localização dos ônibus em tráfego. Contudo, o aplicativo não é tão eficiente nem tão usado em Mossoró. O blog instalou o aplicativo e para todos as opções que testou não houve informações adequadas.

O PG de Rosalba também se propôs a criar oAnuário Estatístico de Acidentes de Trânsito de Mossoró e boletins estatísticos; melhorar a oferta de transporte público coletivo, ampliando as frotas e rotas; e, estabelecer parceria público-privada para implantação de novas paradas e pontos de transporte coletivo, parada de moto taxi, paradas de taxi, placas de identificação de ruas e sinalização turística.

Outro compromisso de Rosalba na área de trânsito foi de criar o Programa Cidade Acessível com novas áreas de estacionamentos, nivelamento das calçadas e rampas de acesso.

Entre as ações programadas a que teve menos resultado foi a definição de novas avenidas para o projeto faixa rápida exclusiva para ônibus, assim como a implantação de ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e bicicletários.   

Falhou também a promessa de colocar placas indicativas de acesso às comunidades e de sinalização dentro das comunidades.

A sensação que se tem ao ler  as propostas para o trânsito no PG de Rosalba Ciarlini é que se trata de um conjunto de propostas que indicam um norte que, se executadas, resultariam em bons resultados para o trânsito, mas a falta de execução dos projetos mostra mais uma vez a distância entre a promessa e a realidade.

 

BRIGAS DIÁRIAS DE BOLSONARO SÃO CORTINA DE FUMAÇA PARA ENCOBRIR A FALTA DE GESTÃO

19 de Agosto de 2019 | 09:44hs
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O presidente Jair Bolsonaro precisa ser alertado por alguém que tenha bom senso em seu entorno que tudo que ele precisa para seu governo ser um sucesso é de gestão.

Uma boa gestão vai reconduzir o Brasil aos trilhos do desenvolvimento, vai gerar aprovação popular e vai calar os oposicionistas.

A dificuldade para Bolsonaro é que uma boa gestão exige planejamento, equilíbrio e comando. Exige também paciência e sensatez.  Coisas que lhe faltam.

Com um perfil polêmico e uma demonstração clara de desconhecimento da gestão, Bolsonaro está perdendo a confiança de uma parte do eleitorado que se situa no centro. E na medida em que perde o centro, Bolsonaro faz um esforço para não desagradar seu público fiel, aquele à direita.

Se de um lado, o destempero presidencial serve para abastecer as hostes bolsonaristas nas suas redes sociais, igualmente, de outro modo, é combustível para manter a fogueira dos que lhe fazem oposição.

O êxito da gestão seria a grande vitória. Recuperar a economia, gerar empregos, ampliar a produção industrial, melhorar os resultados com o mercado externo, seriam como um tiro de fuzil (usando uma retórica bolsonarista) no peito dos que lhe são oposição.

Lembro-me de João Dória, eleito prefeito de São Paulo em 2016 e que nos primeiros meses alcançou bons índices de popularidade com princípios de gestão eficientes. O ego falou mais alto e abandonou a gestão sonhando com voos mais altos. O resultado é que Dória afundou na mesmice e quase não se elege governador. Se tivesse permanecido com foco na gestão e nos bons resultados, hoje seria presidente da República com certeza.

Bolsonaro não precisa trocar insultos diariamente com as esquerdas, não precisa publicar uma nota de justificativa todo santo dia, não precisa dar declarações como quem conversa no boteco da esquina, não precisa governar pelo twitter.

Bolsonaro só precisa de gestão. De trabalhar pelo êxito da gestão e com paciência esperar os resultados.

O ringue montado pelo presidente para se digladiar diariamente contra seus adversários políticos, é sinônimo de que lhe falta gestão.

É cortina de fumaça para quem não tem gestão.

Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br