PRÓXIMO VICE A COMPOR CHAPA COM ROSALBA EM 2020 SERÁ TAMBÉM UNGIDO COMO SUCESSOR

22 de Maio de 2019 | 22:10hs
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Quando Rosalba Ciarlini definir o nome para ser vice e compor com ela a chapa que disputará a Prefeitura em 2020, não estará apenas escolhendo um parceiro ou parceira de chapa.

A escolha terá mais significado que isso.

Rosalba deverá estar escolhendo também um sucessor ou sucessora.

Após a eleição de 2020, caso seja reeleita, a atual prefeita terá dois caminhos pela frente.

Deixa a Prefeitura em 2022 e tenta ser candidata ao Senado para encerrar com chave de ouro sua trajetória política.

Deixa a Prefeitura em 2024 e se aposenta da vida política.

Nos dois cenários, o vice terá uma missão. De ser o sucessor.

É natural que após 2020, sendo vitoriosa e quando não mais poderá disputar um terceiro mandato consecutivo, Rosalba planeje fazer do vice o seu sucessor.

E se estiver pensando em disputar o Senado em 2022, então renunciará para que o vice siga como sucessor.

Em qualquer das hipóteses o vice de Rosalba terá uma missão pela frente.

Quem deverá ser o escolhido ou a escolhida para esta missão?

Entre as diversas opiniões que já escutei, quase ninguém aposta em Naiara Gadelha, a atual vice, como a futura escolhida.

Todos os pensamentos apontam para alguém mais próximo, de maior confiança.

A eleição de 2020 para o rosalbismo, portanto, não será apenas de escolha de prefeito e vice, mas para unção de um sucessor.

Quem será?

DEPUTADORES E SENADORES ESTÃO SE COÇANDO PRA IMPOR DERROTAS A BOLSONARO NO CONGRESSO

22 de Maio de 2019 | 21:12hs
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O governo Bolsonaro pode até aprovar uma coisa ou outra pontualmente no Congresso, mas está longe de ter uma bancada de apoio significativa.

Os deputados e senadores podem até aprovar uma coisa ou outra dependendo da pressão que venha das ruas ou de setores organizados, mas jamais aprovará algo somente para agradar ao governo.

E em toda oportunidade que tiver, o Congresso Nacional vai impor derrotas a Bolsonaro.

E eu não culpo os congressistas por isso.

Ora, a todo momento o governo tenta dizer a população que deputados e senadores são da velha política, são chantagistas e querem extorquir o erário. Como então pretende ter apoio deles?

De manhã o presidente diz que o País é ingovernável por causa do Congresso, de noite quer que os deputados aprovem o que ele quer e do jeito que ele quer.

Esquece que assim como Bolsonaro foi eleito pelo povo, os congressistas também foram. O voto dado a Bolsonaro não é mais puro que o voto dado aos parlamentares.

E como Bolsonaro derrubou as pontes e está queimando os navios, não há mais canal de comunicação com o Congresso. O diálogo já não existe.

As consequências serão ainda piores do que vemos hoje.

ESTRATÉGIA DO ROSALBISMO PODE INCLUIR ROMPIMENTO COM SANDRISMO PARA DIVIDIR A OPOSIÇÃO.

22 de Maio de 2019 | 10:54hs
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Eu não descarto a hipótese que o ex-deputado Carlos Augusto Rosado tenha interesse numa eventual candidatura em 2020 a prefeita da ex-deputada Larissa Rosado. Larissa contra Rosalba.

Vou explicar minha linha de raciocínio.

Carlos sabe que num tete-a-tete com a oposição a reeleição de Rosalba correria enorme risco, uma vez que as pesquisas atuais mostram as intenções de votos em Rosalba num patamar muito baixo em comparativo com as outras eleições municipais que ela disputou.

O cenário ideal para Rosalba é que a oposição se fragmente em várias candidaturas. Atualmente os partidos de oposição estão conversando e ensaiando uma junção de forças.

Neste cenário de união dos opositores, uma candidatura de Larissa seria interessante para o rosalbismo tentar se apropriar de parte deste eleitorado de oposição. Dividir a disputa em três palanques, pelo menos.

O raciocínio é que Rosalba tem seu quinhão de votos preservado e não perderia muitos votos com uma chapa tendo Larissa na cabeça.

A mordida que esta chapa daria no aprisco oposicionista seria mais significativa.

É claro que o eleitor não concordaria com um jogo combinado desse porte, para isso, o rompimento precisaria parecer verdadeiro.

Para Larissa, a estratégia não seria de todo ruim. Entrando na disputa majoritária, promove seu nome para a eleição estadual quando tentará retorno à Assembleia Legislativa e traria.

Por enquanto trato isso como uma hipótese de estratégia eleitoral.

Fiquemos atentos para ver os próximos passos.

INFERNO ASTRAL DE EZEQUIEL FERREIRA AUMENTA COM AFUNILAMENTO DE TRÊS AÇÕES JUDICIAIS

22 de Maio de 2019 | 09:40hs
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O presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Ezequiel Ferreira, tem sérios motivos para se considerar enfrenhtando um inferno astral. Ezequiel tem o nome envolvido direto ou indiretamente em três operações policiais que tiveram enorme repercussão no Estado e no País. Os processos estão próximos de um desfecho e o deputado faz um esforço para provar inocência e escapar de futuras condenações.

Veja um resumo das acusações contra Ezequiel.

OPERAÇÃO SINAL FECHADO

Trata-se de um esquema para a criação de uma taxa para inspeção veicular. Ezequiel foi citado pelos delatores George Olimpio e Marcos Vinícius Furtado da Cunha que disseram que o deputado solicitou R$ 500 mil para conseguir a aprovação do projeto na Assembleia. Ainda segundo os delatores o valor negociado foi de R$ 300 mil e foi pago em parcelas. O MP diz que além das delações tem extratos bancários, diálogos captados através de escutas telefônicas autorizadas e depoimentos de terceiros que comprovam o acordo e o pagamento. 

O processo agora está na fase de instrução. Testemunhas estão sendo ouvidas. A defesa de Ezequiel tenta adiar o depoimento dele marcado para 31 de maio. Após essa fase será aberto prazo para as alegações finais e depois a sentença.

Ezequiel alega inocência e diz que a acusação de baseia apenas em delações mentirosas.

OPERAÇÃO DAMA DE ESPADAS

Trata-se de um esquema de desvio de recursos públicos através de nomeações de funcionários fantasmas na Assembleia. Rita das Mercês é acusada de ser a organizadora do esquema que desviou mais de R$ 5 milhões de reais dos cofres da Assembleia. Na delação que ela fez ao Ministério Público citou o nome de nove deputados que teriam feito indicações de fantasmas. Entres eles, o nome do atual presidente Ezequiel Ferreira.

Segundo Rita, era emitido o cheque salário em nome do servidor e o valor era sacado em espécie no caixa e parte deste valor acabava retornando para os responsáveis pela indicação.

O Judiciário autorizou a investigação dos nove deputados citados. Além de Ezequiel foram citados Álvaro Dias, Nélter Queiroz, Getúlio Rêgo, Ricardo Mota, Raimundo Fernandes, Márcia Maia, Gustavo Carvalho e José Adécio.

Ezequiel diz que nunca participou de nenhum esquema e não fez indicações de funcionários fantasmas.

OPERAÇÃO  CANASTRA REAL

Trata-se de uma operação desencadeada em 2015 que também investigou o uso de funcionários fantasmas para desviar dinheiro da Assembleia. Ezequiel não é alvo direto da investigação, mas a maioria dos que foram presos na operação estava lotado no gabinete do presidente.

Segundo o MP, Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho, que à época ocupava a chefia de gabinete da presidência da Assembleia, indicava fantasmas para serem lotados no gabinete e colocava seu próprio endereço residencial para o cadastro funcional dos fantasmas. O esquema desviou cerca de R$ 2,4 milhões.

Na operação foram presas seis pessoas, dos quais cinco lotadas no gabinete de Ezequiel. Esta semana o Tribunal de Justiça decretou a prisão preventiva de Ana Simas. A possibilidade de surgir uma delação e desencadear novas investigações é muito grande.

Ezequiel diz que não é investigado nessa operação.

CORTES NO DINHEIRO DAS UNIVERSIDADES FOI POR FALTA DE ORÇAMENTO OU POR CAUSA DA BALBÚRDIA?

21 de Maio de 2019 | 11:52hs
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Fazendo uma releitura do noticiário sobre esta polêmica com as universidades e os cortes ou contingenciamento (como queiram), observei a forma equivocada como o governo conduziu a questão.

Tudo começou com o presidente dizendo que poderia cortar verbas das universidades para cursos como sociologia ou filosofia e que universidade tinha que formar apenas para o trabalho e não ensinar aluno a pensar sobre política.

Depois veio o ministro da educação, Abraham Weintraub, dizendo que iria cotar verbas das universidades que promovessem balbúrdia.

Ou seja, estava aí a clara ameaça de cortar as verbas das universidades em razão do perfil que elas apresentavam de pensamentos aliados com as esquerdas e com o socialismo.

Ai, quando decidiu cortar e vieram as reações, foi que o governo tentou casar o discurso de corte com a necessidade de contingenciar o orçamento por falta de dinheiro.

Fica bem claro que a intenção de cortar não estava vinculada no início a questão do orçamento.

Esse foi um arranjo posterior para justificar o mal feito.

Por essas e outras que o governo compra uma briga todo dia.

Porque suas decisões não são em cima de planejamento e projetos para o Brasil, mas meras retaliações contra quem o presidente Bolsonaro não simpatiza.

MANIFESTAÇÕES DO DIA 26 DIRÃO SE TEREMOS UM GOVERNO MESSIÂNICO OU UM GOVERNO FANTASMA

21 de Maio de 2019 | 11:51hs
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Alguém já está pensando como será o pós-dia 26? O pós-domingo?

Bolsonaro convocou o povo às ruas para respaldar seu governo.

Vamos meditar um pouco sobre o que pode acontecer.

Hipótese 1 é que uma grande multidão vai as ruas. Bolsonaro ganha o apoio da população em massa. E ai?

Se a convocação às ruas é para derrotar às forças da velha política, ele começará a enfrentar de que forma o Congresso e instituições que tornam o Brasil “ingovernável”?  Haverá um confronto de poderes?  Será implantado um regime ditatorial?

Hipótese 2 é que o movimento seja um fiasco. Restará um presidente sozinho com a constatação de que o povo não o apoia mais.

Bolsonaro governará em uma bolha, isolado, refém da sua própria loucura?

Como esse blog já afirmou, haja o que houver, não será bom para o Brasil.

A convocação de Bolsonaro é para conseguir respaldo para fazer do seu jeito, na condição de “escolhido por Deus” passando por cima de poderes e instituições.

A cartada de domingo, será um divisor de águas.

EMPRESARIADO BRASILEIRO DÁ SINAIS QUE ESTÁ PERDENDO ESPERANÇAS QUE A ECONOMIA VÁ MELHORAR

21 de Maio de 2019 | 11:50hs
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O empresariado brasileiro está perdendo as esperanças sobre o futuro da economia. Cinco meses após a posse de Jair Bolsonaro não há mais confiança de que o governo possa apresentar resultados satisfatórios a curto e médio prazo.

A sensação geral é que o governo não sabe pra onde ir. Está sem rumo.

Inflação em alta, indicadores econômicos todos em baixa, previsão do PIB caindo, desemprego aumentando. O que mais se teme é que o quadro atual se agrave. O quadro nem é de desânimo, é de terror.

Na opinião dos setores empresariais, o País não suporta cair ainda mais. Entre a falta de crescimento, a estagnação e a recessão, teme-se pelo último.

As consequências serão imprevisíveis.

A esperança em Jair Bolsonaro e Paulo Guedes definha na medida em que o governo não tem apresentado nada de concreto sobre os rumos da economia. Só há um projeto em campo: a reforma da previdência. E que nem é pauta do atual governo, vem de Temer.  É muito pouco.

Todos temem pelo pior, uma nova onda de recessão. A produção caindo.

TIÃO CONFIRMA CONVERSAS COM PARTIDOS DE OPOSIÇÃO E DIZ QUE NÃO VAI ABANDONAR MOSSORÓ

21 de Maio de 2019 | 11:18hs
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Conversei com Tião Couto nesta segunda pela manhã sobre o que achou da reunião que houve semana passada com algumas lideranças de oposição em Mossoró para tentar articular uma união de forças para 2020.

Segundo Tião, a reunião foi proveitosa, ele interpretou que todos os presentes demonstraram um entendimento que o projeto maior é oferecer uma boa alternativa para Mossoró. Não pode ser projeto pessoal.

Segundo Tião, todos concordaram em continuar se reunindo, discutindo o projeto, ouvindo as pessoas e ao longo do processo devem surgir nomes que serão avaliados através de pesquisas. No final também através de pesquisas seria a hora de construir uma chapa de consenso para disputar a Prefeitura.

Estavam na reunião: Tião Couto, Jorge do Rosário, Deputado Allyson Bezerra, Lawrence Amorim, Dr. Daniel, representante do Patriotas e o representante do PDT esteve ausente por um impedimento pontual, mas participou da organização do encontro.

Sobre uma possível candidatura sua a prefeito, Tião disse que não tem projeto pessoal quanto a isso, que tem interesse que se construa a melhor alternativa para que o povo de Mossoró tenha uma boa alternativa nas urnas.

Tião confirmou que atualmente está bastante envolvido com o trabalho da sua empresa que abriu filiais na Bahia, em Sergipe e no Espírito Santo, mas ressaltou: “Participarei mais ativamente na hora certa, não abandonarei Mossoró de jeito nenhum”.

Minha avaliação da conversa com Tião é que neste momento ele está mais disposto a construir a unidade das oposições do que no projeto de ser candidato a prefeito. A prioridade de Tião é viabilizar uma chapa forte para derrotar Rosalba. Contudo, como ele disse ao final, que participará mais ativamente na hora certa, se o consenso for em torno do seu nome, ele com certeza não deve fugir da convocação.

BOLSONARO AGE COMO SE ESTIVESSE EM CAMPANHA E CONVOCA A POPULAÇÃO PARA RESSUSCITAR O MITO

19 de Maio de 2019 | 14:38hs
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Com a popularidade em baixa e o governo sem horizonte, o presidente Jair Bolsonaro resolveu apostar tudo em uma cartada extremamente perigosa e de alto risco.

Bolsonaro não só acusou o golpe com as investigações em cima do seu filho Flávio Bolsonaro, como demonstrou não saber como reagir com as mobilizações que foram as ruas na semana passada contra o corte de verbas na educação.

Foi muita coisa de uma vez só em cima de um presidente que tem enormes dificuldades em lidar com os opostos.

A cartada escolhida foi na base do “Nós contra eles”. Só que agora o “eles” não é mais somente o petismo corrupto, pelo qual os bolsonaristas mobilizaram milhões de simpatizantes. O presidente decidiu ir ao ringue contra a mídia, o judiciário, o congresso e as correntes sociais mais à esquerda ou progressistas.

Bolsonaro está focado em provar a população brasileira que não consegue governar direito porque as forças da velha política estão sendo mais fortes que ele.  Usa para isso um discurso meio maluco de que todos os que não pensam igual a ele estão atuando de forma organizada para derrubá-lo.

A intenção é vender a ideia que se houver insucesso no seu governo, a culpa é deles. Bolsonaro tentou o certo, os outros arrastaram o País para o erro.

A jogada é de risco é altíssimo.

O isolamento do presidente e a tentativa do enfrentamento com organizações e instituições consolidadas, são sinais de estratégia insana. Dom Quixote contra seus moinhos de vento.

Como estratégia dessa luta, para delimitar o tamanho do seu exército, Bolsonaro chama às ruas sua militância para uma manifestação nacional no domingo próximo, dia 26.

Ora, se a briga contra as instituições é de alto risco, convocar a população para ir às ruas defender o seu governo é loucura. Porque de nenhum modo ele terá como sair ganhando com essa estratégia.

Mesmo que Bolsonaro consiga ter êxito e levar números de pessoas significativos às ruas das capitais brasileiras, mesmo assim, sempre será menor que a força do movimento vitorioso com 56 milhões de brasileiros que votaram nele para a presidência do Brasil.

E afora os bolsonaristas de carteirinha, nem todo cidadão que votou nele topa ir as ruas diante das frustrações do governo. O discurso de moralidade já não é tão forte por conta do Queiroz e Cia.

Ou seja, seja quem for as ruas, o comparativo sempre será a menor.

Essa estratégia é verdadeira loucura, porque se as manifestações forem um fracasso, então Bolsonaro terá definitivamente sepultado seu governo. Ele será um presidente perdido e sem apoio popular. Restará um fantasma. 

Nenhum jogador entra num jogo com uma cartada com a qual não haja a possibilidade de perder.

O risco também é por conta do crescimento da desconfiança da incapacidade do presidente em administrar o País. Sem as massas nas ruas, será atestado de desaprovação.

Bolsonaro aposta na mobilização das ruas como tábua de salvação para si e para o governo. Na cartada que escolheu, não existe essa tábua.  

Bolsonaro pensa que ainda está em campanha e se ilude por achar que o Brasil se mobilizará em sua defesa e do seu governo.

E apara isso quer ressuscitar O MITO.

PERGUNTINHAS POLÊMICAS PARA O FINAL DE SEMANA

17 de Maio de 2019 | 09:21hs
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Algumas perguntinhas para o leitor ir matutando nesse final de semana.

É mais importante manter as verbas das universidades ou manter o programa de submarino nuclear do Brasil?

E se os cortes de orçamento das universidades e essa barulheira toda for apenas uma cortina de fumaça para resguardar a reforma da previdência?

Existe realmente um complô armado entre parte da mídia e o Congresso para derrubar os Bolsonaros do poder?

Afinal, quem faz as postagens na conta do twitter de Jair Bolsonaro é o próprio ou é o filho, Carlos?

Você acredita que a investigação sobre Flávio Bolsonaro é de fato uma perseguição ao senador ou existem indícios graves contra ele?

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Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br